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rss  Vol. XVIII - Nº 317         Montreal, QC, Canadá - quarta-feira, 23 de Setembro de 2020
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Cathy Pimentel – No Amor sinceridade no Fado amizade

Adelaide Vilela

Foto e texto de Adelaide Vilela

Era uma vez uma viagem que durou até ao Centro Leonardo Da Vinci e não só… Atribulada para o Norberto Aguiar que «cantarolou» para disfarçar o mal-estar, entre jornais! Gentilmente cedeu os lugares da frente às senhoras. Foi assim, para que fique gravado na memória dos leitores e da própria interessada. Eu e o casal Narciso de Aguiar, no dia 18 de outubro, fomos ouvir cantar a bela Cathy Pimentel e seus acompanhantes: Luís Costa à Viola, Nilton Rebelo à Guitarra Portuguesa e Philippe Mius D'Entremont ao Violoncelo.

A atividade de hoje, como os meus leitores se deram conta, é o Fado e seus encantos. Mas a viagem continua… Venham comigo, subimos até à Europa. Logo descobrimos por onde andou a Cathy lá para a capital nacional.

Cathy Plano IMG_6184.JPG

A bela artista esteve no verão passado em Lisboa. Quis conhecer o continente português, a capital do fado, sobretudo. Passeou por Alfama, Bairro Alto, Mouraria, Madragoa e chegou a cantar nalgumas casas de fado. Todas estas voltas na cidade luz marcaram indelevelmente a jovem! Nem mais, o que constatamos é que o sonho da artista é regressar em breve, onde o fado lamenta o amor perdido, onde fado canta a alegria, o ciúme e a paixão, onde o fado faz reviver as saudades de Amália Rodrigues e de Alfredo Marceneiro, onde o fado nos traz as bonitas vozes de Carlos do Carmo, Fernando Maurício, Marysa, Mafalda Arnauth, Cristina Branco, Tomané, Cláudia Madeira e de tantas outros fadistas a residir nas comunidades portuguesas espalhadas pelo mundo, como é caso da nossa Cathy Pimentel.

A Cathy tinha um sonho e foi realizá-lo, visitar a casa museu de Amália Rodrigues. Como por encanto, calaram-se os ruídos de Lisboa, em quaisquer dos compartimentos, por onde a Rainha do Fado pairou, em vida… apenas a Cathy e o espírito de Amália, vagueando no interior da casa, agora livre para que fosse visitada. A artista luso-canadiana já amava Amália Rodrigues e a canção que fez de Portugal uma autêntica voz no mundo, porque a nossa rainha do Céu levou o Fado aos quatro cantos do Planeta. Hoje a Cathy é uma das suas seguidoras e vai no bom caminho. Tem talentos, muitos! Canta e encanta, e é dotada de uma grande dose de simplicidade apesar dos vestidos compridos, luxuosos, que embelezam o seu corpo, em dia de espetáculo. No que respeita a qualidade musical, não escasseia, em nada, senta-se ao piano e canta em diversas línguas. É uma artista poliglota que tem muito para dar e tudo para vencer. Vais longe Cathy. Continua mas agora no salão Leonardo Da Vinci.

Cathy Olhos fechados IMG_6143.JPG

Pois, estamos certos de que a Cathy gosta da música Clássica ou Romântica, da Renascentista ou da Barroca mas já se convenceu que nasceu para cantar o fado e que tem voz para brilhar a cada vez que fecha os olhos e faz gemer as cordas da guitarra.

No sábado passado Cathy Pimentel recebeu-nos no Salão des Gouverneurs, no centro acima referido, numa atmosfera colorida, entre velas, xailes e castiçais. O terço da avozinha também lá estava pendurado… quiçá, para dar sorte. A um canto da sala deu à cauda um belo piano! Brilhante, para engordar o intelecto e o cenário! A Cathy acompanha-se a ela mesmo tocando aquele instrumento, do passado e do presente, duma riqueza musical tremenda mas neste evento foi o artista italiano que nos deliciou com as suas canções, em italiano e em francês, bem como com algumas declamações de Amália Rodrigues e de Charles Aznavour

Roberto Medile, aprecia a música portuguesa. Logo que ouviu o CD da Cathy lançou-lhe um convite para que organizassem um serão de fados, no Centro Leonardo da Vinci, do qual também ele é um dos diretores artísticos: «Como já tinha ideias de homenagear Amália Rodrigues, este convite veio mesmo a calhar. A ideia seguiu em frente».

Ao lado direito da sala uma artista plástica, amiga da Cathy, pintava uma tela ao som da guitarra portuguesa, os de outros sons e vozes. Amália foi para ali (carregada aos ombros) de branco vestida, e saiu de lá pintada em tons azuis e dourados. Sinceramente, não aprecio o abstrato mas a pintura ficou suave e linda, talvez me tivesse apaixonado por ser Amália, talvez tivesse gostado por ser Sylca, Sylvie Carole Turcotte, na partilha e no fado!

Cathy pintora IMG_6212.JPG

O Salão de festas esteve bem composto, cheio de convivas, e foram unânimes: a Cathy nunca tinha feito erguer tão alto os seus dotes e dons artísticos. Concordamos. Para além de ser uma mulher espontânea tem grande sentido de humor. Gostamos da maneira como interage com o público, dá-lhe muita graça. Os artistas que convivem são mais amados dos seus fãs.

Ali, a Cathy fez uma brincadeira e sorteou canções que trauteou com os presentes. Para além de um concurso que a autora destas linhas ganhou, até nem entendi muito bem. Pois, como estou tão habituada a dar, nesta comunidade, sem receber nada em troca fiquei estupefacta e sem entender, quase incrédula. Fico à espera do meu prémio Cathy.

Vimos muita gente boa nesta festa, gostaríamos de nomear um por um, mas deixem-me que destaque o nosso Pároco, José Maria Cardos e a Sra. Conselheira das Comunidades portuguesas, D. Clementina Santos.

Aí está Cathy, chega-nos com mais êxitos para enriquecer os palcos e os auditórios lusos daqui e do mundo.

 

Reportagem
Era uma vez uma viagem que durou até ao Centro Leonardo Da Vinci e não só… Atribulada para o Norberto Aguiar que «cantarolou» para disfarçar o mal-estar, entre jornais! Gentilmente cedeu os lugares da frente às senhoras. Foi assim, para que fique gravado na memória dos leitores e da própria interessada. Eu e o casal Narciso de Aguiar, no dia 18 de outubro, fomos ouvir cantar a bela Cathy Pimentel e seus acompanhantes: Luís Costa à Viola, Nilton Rebelo à Guitarra Portuguesa e Philippe Mius D'Entremont ao Violoncelo.
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