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rss  Vol. XVIII - Nº 317         Montreal, QC, Canadá - terça-feira, 02 de Junho de 2020
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Bilhete de Lisboa –

Um passeio a Sesimbra

Por Filipa Cardoso

Para quem vive em Lisboa ir «à outra banda» dá sempre que pensar duas vezes.

Quando o destino é para sul, por exemplo o Alentejo ou o Algarve, o problema não se põe.

Ora, isto para dizer que recentemente fui até Sesimbra, onde já não ia há muito tempo.

Tinha lido algures que a Fortaleza de Santiago, sobre a praia de Sesimbra, tinha sofrido obras de restauro no valor de dois milhões de euros e que desde o início do verão estava aberta ao público. Resolvi, por isso, partir à descoberta.

A fortaleza é considerada Monumento Nacional desde 1977.

A primeira instalação, de cariz defensivo, neste local foi um baluarte quinhentista erguido no reinado de D. Manuel I.

Durante a Dinastia Filipina a fortificação sofreu pesados danos devido a ataques de corsários ingleses.

A atual estrutura remonta a 1648 tendo o projeto estado a cargo de João Cosmander, jesuíta holandês, que estava ao serviço de D. João IV.

No século XIX, tendo perdido a função defensiva foi desguarnecida e «desartilhada».

As suas instalações foram cedidas para uso da Alfandega e, posteriormente, como aquartelamento da Guarda Fiscal, que em 1993 foi integrada na Guarda Nacional Republicana.

Em 2006 a Câmara Municipal de Sesimbra iniciou uma negociação com a Guarda Nacional Republicana para a autarquia assumir a posse da Fortaleza, o que só foi conseguido no decurso das obras de restauro iniciadas em 2011.

Hoje podemos admirar uma edificação longa, no sentido longitudinal da praia, onde, na esplanada, foi instalada uma cafetaria. Os pátios interiores abrigam as dependências de serviço: casa de comando, paiol, capela, depósitos e masmorras.

O Posto de Turismo de Sesimbra já funciona na Fortaleza, no antigo Quartel do Ajudante, e está anunciado que, num futuro próximo, será criado o Museu Marítimo de Sesimbra, para além de espaços multiusos e de exposições.

Um passeio destes mereceu um bom almoço e o local escolhido foi o pequeno e familiar restaurante «Casa Mateus», situado numa ruela interior, a dois passos da marginal, onde uma grande ardósia anuncia os pratos do dia.

Este restaurante está muito bem classificado no site TripAdvisor.

A escolha recaiu numa caldeirada feita de forma clássica, de sabor e cozedura exemplares.

Terminei com uma «pera com chocolate», cozida em açafrão da Índia, com o interior recheado de chocolate morno, acompanhada com bola de gelado de nata. Uma sobremesa muito original e deliciosa.

E como estava na hora da partida desta vila piscatória, depois de um dia muito agradável, rumei a Lisboa.

 

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