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rss  Vol. XVIII - Nº 316         Montreal, QC, Canadá - quinta-feira, 02 de Abril de 2020
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Da Costa e Richard Desjardins juntos no palco

Inês Faro

Por Inês Faro

«Rien n’est plus vivant qu’un souvenir», não há nada mais vivo do que uma memória, foi o mote para um espetáculo onde a vida, a poesia e a música de Federico García Lorca foi celebrada nas noites de 17 e 18 de setembro. Richard Desjardins, Alexandre Da Costa e Alexandre Éthier juntos no palco do teatro Outremont onde uma sala cheia aplaudiu de pé o concerto literário Soleil d’Espagne – Vies et poésies de Lorca. Olé!

O palco simples, um cenário escuro com um cortinado de veludo vermelho, a remeter para o universo espanhol, dos espetáculos de flamengo, das touradas e do sangue derramado de Lorca, o poeta assassinado pelos franquistas em 1936. Em cima do longo cortinado, Alexandre Éthier à guitarra e Alexandre Da Costa ao violino. Ao microfone Richard Desjardins, o músico e realizador que emprestou a voz às palavras de Lorca.

Alexandre da Costa Desjardins.jpg
Da esquerda para a direita, Richard Desjardins, Alexandre Éthier e Alexandre da Costa.

Um espetáculo que pusesse em destaque a poesia de Lorca já era garantia de uma noite bem passada, mas Soleil d’Espagne ganhou em conseguir articular numa hora e meia a vida e a poesia de um dos mais importantes poetas espanhóis com os acontecimentos históricos do país. Desta combinação destacou-se a vida de um humanista, mais do que um homem que se afastou sempre da política (ironicamente morreu às mãos dos franquistas). Em destaque esteve também a música de Lorca, um melómano, que como Desjardins disse em tom humorístico, se devia ter dedicado só à poesia. Realmente não foi a sua música que sobreviveu ao passar dos tempos, mas neste concerto literário as suas peças escritas para piano e adaptadas para guitarra foram combinadas com a música d’Albeniz, de Manuel de Falla (amigo e colaborador de Lorca), de Gaspar Sanz et de Pablo Sarasate (compositores contemporâneos), enchendo a sala com a beleza, entre outros, do Canto Profundo e da poesia cigana.

A partir de uma ideia de Alexandre da Costa, um espanhol adotado – Da Costa, viveu 14 anos em Espanha, Soleil d’Espagne foi criado a partir de um outro concerto literário que Da Costa preparou em Londres e que pôs em destaque a riqueza cultural de Espanha. Já no Quebeque, o violinista de ascendência portuguesa falou com Alexandre Éthier que acabou por sugerir Richard Desjardins que trabalhou o material de forma inédita.

A quadratura Lorca, Desjardins, Da Costa e Éthier foi sem dúvida um encontro muito bem conseguido. Melhor, melhor era só ver a mesma fórmula aplicada à poesia do nosso Pessoa.

O espetáculo Soleil d’Espagne - Vies et poésies de Lorca foi uma colaboração com o Festival international de la littérature (FIL). Mais infos aqui: www.festival-fil.qc.ca

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Reportagem
«Rien n’est plus vivant qu’un souvenir», não há nada mais vivo do que uma memória, foi o mote para um espetáculo onde a vida, a poesia e a música de Federico García Lorca foi celebrada nas noites de 17 e 18 de setembro. Richard Desjardins, Alexandre Da Costa e Alexandre Éthier juntos no palco do teatro Outremont onde uma sala cheia aplaudiu de pé o concerto literário Soleil d’Espagne – Vies et poésies de Lorca. Olé!
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