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Bilhete de Lisboa

Fim de semana de agosto 2014

Por Filipa Cardoso

Num dos fins de semana de agosto passado senti-me uma verdadeira turista.

No sábado, pela manhã, fui passear no renovado passeio da Ribeira das Naus, do Cais do Sodré ao Terreiro do Paço (em Lisboa).

Houve um avanço de cerca de 18 metros da margem, de rampa em pedra que desce para o Tejo, a Doca Seca, onde eram recuperadas embarcações desde o século XVII, está a descoberto, a Doca da Caldeirinha que remonta a 1500 foi recuperada, respeitando o traçado pré existente, e através de um passadiço de madeira podemos chegar ao Terreiro do Paço.

Ao longo do rio, em frente ao Edifício da Marinha, foram criados agradáveis espaços verdes que evocam as rampas de varadouro (que permitiam o acesso das embarcações ao rio) de outros tempos.

Os arquitetos João Nunes e João Gomes da Silva foram os responsáveis por este projeto que propicia o contacto dos cidadãos com o rio Tejo.

No Terreiro do Paço fui visitar uma exposição que está patente no Torreão Poente, intitulada «Maresias – Lisboa e o Tejo 1850-2014».

É uma viagem muito interessante ao longo de século e meio na Lisboa à beira rio, entre Xabregas e Santos, em que se observa a evolução da paisagem da cidade e das embarcações que a serviam.

Estava a chegar a hora do almoço e nada melhor que ir ao Restaurante «Can the Can – Canned Food goes Gourmet» ali mesmo no Terreiro do Paço. Experiência agradável, quer pela decoração, quer pelos bons petiscos que por lá se podem degustar. Neste restaurante as conservas tradicionais são elevadas a produto gourmet...

Uma nota breve à existência de um enorme lustre construído com cerca de três mil latas de conserva.

No dia seguinte fui até Salvaterra de Magos, a cerca de 50 km de Lisboa.

Fui visitar a Falcoaria Real, situada num edifício do século XVIII que sofreu obras de recuperação e que, atualmente, conta com um auditório, espaço destinado à exposição de aves – falcões e águias – reproduzidas em cativeiro, e um pombal da época.

À entrada assisti a um filme sobre aves de rapina e falcoeiros.

Passei depois para a zona onde estão as aves que são «apresentadas», uma a uma, pelo seu falcoeiro e terminei a visita com uma demonstração de um voo em liberdade. Foi muito interessante!

Parti depois em direção a Escaroupim, lugar onde apanhei a embarcação para fazer um passeio pelo rio.

Foi uma viagem inesquecível em que se pode ter uma imagem do rio Tejo cheia de vida e muita beleza natural.

Fiquei também a conhecer, melhor, as várias aves que nidificam naquele vasto espaço.

O passeio terminou já depois do pôr-do-sol e segui para o moderno Benavente Vila Hotel, em Benavente, onde passei a noite.

 

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