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rss  Vol. XVIII - Nº 314         Montreal, QC, Canadá - segunda-feira, 18 de Janeiro de 2021
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Editorial

Basta de regabofe

Carlos de Jesus

Por Carlos de Jesus

Ao retomarmos este contacto com os leitores, depois das férias de verão do jornal, a questão das pensões dos funcionários municipais mostra-se incontornável e pelos vistos não é tão cedo que vai desaparecer do radar dos noticiários. Sobretudo pelas ameaças pouco subtis dos dirigentes sindicais que nos prometem um outono quente.

Para já, a atitude agressiva, desrespeitosa, e mesmo criminosa como certos empregados camarários de Montreal têm vindo a manifestar em protesto contra o projeto de lei que vai obrigar a renegociar as reformas do mundo municipal, promete uma escalada. Escalada que, ao fim e ao cabo, só vai comprometer negativamente os argumentos sindicais contra o dito projeto de lei.

O incêndio na escadaria dos paços do concelho ou os atos de vandalismo e mesmo os ataques pessoais aos vereadores e aos seguranças durante a assembleia municipal do dia 18 de agosto, dão-nos realmente um «avant-goût» daquilo que os sindicatos são capazes de fazer, e nada nos surpreenda que os hooligans do sindicalismo municipal, face às reações populares e dos dirigentes políticos, enveredem mesmo por atividades clandestinas criminosas de intimidação e vandalismo.

Fire front City Hall 3.jpg

Felizmente que a opinião pública está cada vez com menos paciência para tolerar estes comportamentos, totalmente inaceitáveis numa sociedade democrática. E felizmente que hoje temos também novos dirigentes, tanto ao nível camarário como do governo do Quebeque e que estão a dar provas de terem uma certa coluna vertebral.

O facto de o «maire» Denis Coderre ter exigido um inquérito rápido ao chefe da polícia de Montreal, sobre os desacatos dos militantes sindicalistas e da atitude dos seus próprios agentes durante a invasão do conselho municipal e, de ao mesmo tempo, ter pedido uma investigação interna sobre os empregados camarários identificados como tendo participado nos atos de vandalismo do passado dia 18, leva-nos a crer que os prevaricadores irão pensar duas vezes antes de voltarem a agir de cara descoberta.

Com efeito, na semana passada, e com uma rapidez a que não estávamos habituados, o chefe da Polícia de Montreal, Marc Parent, veio informar-nos que já tinham sido identificados 44 funcionários que tinham participado nas manifestações no conselho municipal de Montreal, os quais vão ser objeto de acusações criminosas.

Pelo seu lado, os serviços do pessoal da câmara de Montreal, já identificou mais de sessenta prevaricadores dos quais metade estão suspensos sem salário.

Enfim, por uma vez vai haver consequências evidentes para estes sindicalistas corporativos que não pensam senão nas suas carteiras e que se estão marimbando para a grande maioria dos cidadãos que não tem sequer nenhum regime de pensão.

Felizmente que parece podermos sonhar que se avizinha o fim deste tipo de sindicalismo egocentrista que, beneficiando da pusilanimidade dos nossos dirigentes políticos, sempre conseguiu levar os interesses dos sindicatos à frente dos interesses da população.

Já não era sem tempo!

Editorial
Ao retomarmos este contacto com os leitores, depois das férias de verão do jornal, a questão das pensões dos funcionários municipais mostra-se incontornável e pelos vistos não é tão cedo que vai desaparecer do radar dos noticiários. Sobretudo pelas ameaças pouco subtis dos dirigentes sindicais que nos prometem um outono quente.
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