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rss  Vol. XVIII - Nº 311         Montreal, QC, Canadá - terça-feira, 26 de Maio de 2020
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Não há gente como a gente!

Joe Puga faz o balanço do Festival: «Valeu muito a pena!»

Raquel Cunha

Por Raquel Cunha

O Festival Portugal Internacional anda na boca da Comunidade, muito se tem falado e os comentários são normalmente positivos. As pessoas estão orgulhosas de, pela primeira vez, se ter festejado o ser português, sem que tal esteja diretamente relacionado com futebol ou religião. De facto, a aderência foi inédita, a qualidade dos espetáculos bastante elevada e o público muito diversificado.

Falámos por isso com o rosto por detrás das câmaras, o responsável por tamanha lufada de ar fresco na Comunidade. Falamos, é claro, de Joe Puga, presidente do festival e impulsionador do projeto. Sem ele nada disto teria acontecido. Quisemos saber mais, qual o balanço, o que esperar para o ano e como surgiu a ideia. Fica aqui o resumo da nossa conversa.

Formado em marketing, Joe Puga tem já bastante experiência na organização de grandes eventos dentro e fora do palco. A vida de cantor ensinou-o a estar mais próximo do público, a prestar atenção às novidades e a saber sonhar, enquanto a sua formação lhe ensinou como as coisas funcionam por detrás do palco.

Com mais de 25 anos a trabalhar como músico, participou em diversos festivais como artista convidado e, «sempre que chegava a Montreal, perguntava-me por que não temos um festival aqui que represente Portugal? Não só para os portugueses mas também para todos, para que conheçam a nossa cultura».

Cansado de esperar que as coisas caíssem do céu, decidiu este ano pôr a mão à massa e fazer acontecer. Por isso juntou-se com Alberto Feio, Conceição Ferreira e Lina Pereira, e juntos decidiram «buscar povo para criar esta máquina e fazê-la funcionar». Tal foi em agosto do ano passado, e daí seguiu-se um ano de muito trabalho e onde viu muitas portas serem fechadas. «As pessoas não acreditavam que íamos conseguir. Tivemos muitas portas fechadas, não foi fácil. O povo estava ansioso para saber como ia ser, o que se ia fazer. Um espetáculo destes custa muito dinheiro. Penso que para o ano vai haver mais gente a participar», conta esperançoso.

Não foi fácil angariar fundos, tratar de logísticas, organizar o programa, e fazer tudo funcionar, mas Joe Puga diz-se teimoso e positivo, e agradece o apoio dos colaboradores que «estiveram connosco desde o princípio e sem o qual não teríamos conseguido».

Com tanto que fazer, Joe Puga confessa que há coisas a serem revistas, entre elas mais publicidade. «O tempo passou muito depressa, a publicidade deveria ter sido mais explorada, não só cá na comunidade como também fora dela, e também o rigor dos horários».

«Mas o balanço geral é mais que positivo. Nunca vi tanta gente junta no átrio da Igreja. Nunca pensei que ia ter tanta gente. Estavam cerca de 5 000 pessoas. Essa é a maior prenda que me podiam ter dado. A resposta da comunidade foi bastante positiva e ultrapassou todas as expectativas. O povo estava feliz. Tivemos todo o tipo de clientela, cobrimos um pouco de tudo, tentamos abranger todos os gostos, com música, poesia, comédia, cinema... Quisemos também promover o talento dentro e fora da comunidade e foi também a primeira vez que um festival português no Canadá integrou a Lusofonia, o que me deixou muito contente, porque é a partilha da nossa língua».

«Para o ano, confessa, há muita pressão. As expectativas são altas já que a qualidade dos espetáculos foi bastante elevada. Mas vamos conseguir!» sorri. Agora, no futuro mais próximo, está o planeamento das comemorações dos 10 anos da televisão portuguesa a serem festejados já no mês de outubro. Nós estamos ansiosos para ver.

 

 

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O Festival Portugal Internacional anda na boca da Comunidade, muito se tem falado e os comentários são normalmente positivos. As pessoas estão orgulhosas de, pela primeira vez, se ter festejado o ser português, sem que tal esteja diretamente relacionado com futebol ou religião. De facto, a aderência foi inédita, a qualidade dos espetáculos bastante elevada e o público muito diversificado.
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