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rss  Vol. XVIII - Nº 311         Montreal, QC, Canadá - quarta-feira, 26 de Fevereiro de 2020
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Festival Portugal Internacional...

Anima a Comunidade

Raquel Cunha

Por Raquel Cunha

Este ano, graças ao Festival Portugal Internacional de Montreal, a Comunidade comemorou mais que dignamente o Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades, dia 10 de junho. Ao contrário do ano passado, em que tais comemorações encheram de pena os corações da meia dúzia de pessoas que compareceram ao cantar do hino, no parque de Portugal, onde nem um microfone havia! Mas como depois da tempestade vem a bonança, este ano contámos com mais de 5 dias de festa, abrangendo todos os gostos, e que incluiu desde música – fado, pop, rock – comédia, poesia, cinema e lusofonia, com artistas convidados de dentro e de fora da comunidade e ainda um desfile tipo parada para celebrar a nossa cultura e tradição.

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Muita participação popular nesta primeira edição do Festival.

Por detrás desta grande mudança está a comissão organizadora do evento, do qual destacamos Joe Puga como presidente e impulsionador do projeto, Lina Pereira (vice-presidente), Alberto Feio (tesoureiro) e Conceição Ferreira (secretária), para além de uma exemplar equipa de benévolos.

Fica aqui, para quem não esteve presente, o resumo das atividades.

Abertura Oficial dia 3 de junho – Caixa Portuguesa Desjardins & Restaurante PortusCalle

A abertura oficial deu-se à porta fechada, no dia 3 de junho e em duas atividades complementares. Primeiro, a inauguração da exposição sobre o potencial económico da língua portuguesa no mundo, organizada pelo Instituto Camões e que estará em exibição na Caixa Portuguesa Desjardins até ao próximo dia 30 de agosto.

Estiveram presentes diversos representantes do governo português, entre os quais destaca-se o Secretário de Estado das Comunidades, José Cesário, o Embaixador de Portugal no Canadá, José Moreira da Cunha e o Cônsul-Geral de Montreal, Dr. Fernando Demée de Brito. Luís Aguilar esteve presente como representante do Instituto Camões, assim como o diretor do departamento de Literatura e Línguas Modernas da Universidade de Montreal, Prof. Juan-Carlos Goddenz.

O governo de Angola fez-se representar pelo seu embaixador, Agostinho Tavares da Silva Neto, a vida política montrealense pelo vereador municipal do Mile-End, Alex Norris e claro, como não podia deixar de ser, a Caixa Portuguesa Desjardins, marcou presença com o seu presidente Emanuel Linhares e a sua diretora Jacinta Amâncio.

Pretende-se com esta exposição despertar os portugueses (e não só) para a importância da língua portuguesa, como veículo de força económica e cultural, sendo uma das 5 línguas mais faladas do mundo e a única que abrange os 5 continentes.

As comemorações seguiram-se noite dentro no restaurante PortusCalle onde, para celebrar a abertura do festival, a organização deste homenageou os portugueses condecorados pelo governo português, pelo seu esforço e destaque positivo dentro e fora da Comunidade.

Contamos com a presença de vários ilustres da comunidade, assim como os já destacados representantes do governo e da Caixa Desjardins. De cada homenageado foi lida uma breve biografia, seguida de um pequeno discurso. Como não podia deixar de ser Helena Loureiro e a sua equipa superaram as expectativas com um jantar de grande requinte.

Foi assim, uma abertura simbólica comemorando a língua que nos liga e as personalidades que nos marcam.

Dia 1: Noite de Cinema e Fado

O festival abriu em cheio e na primeira noite contou com um espetáculo de Fado que teve na abertura o concerto de Jordelina Benfeito, acompanhada por Luís Duarte e António Moniz, seguido pela fabulosa Cathy Pimentel e os seus músicos do Fado Mundo.

Com a temperatura amena e o átrio da Igreja cheio de caras conhecidas, a noite foi memorável, os espetáculos comoventes e viu-se o público contente.

A exibição ao ar livre do filme «A Gaiola Dourada» completou esta primeira noite de festa.

Dia 2: Concerto de Roberto Leal

Com uma noite ótima de calor, o átrio da igreja encheu-se como sem precedente nesta segunda noite do festival. Embora o espetáculo de comédia de Luiz Saraiva tivesse sido cancelado devido ao imenso calor que se fez sentir durante a tarde, os portugueses não se deixaram desmotivar e em massa juntaram-se para assistir ao concerto do grande cantor português, que tão bem representa as comunidades. Contou-se com certa de 5 000 pessoas presentes, onde fica de parabéns o nosso civismo, uma vez que não houve nenhum incidente e apenas muita diversão. A multidão foi tamanha que a rua Rachel teve mesmo de ser fechada ao trânsito.

Dia 3: Parada de Portugal / Danças Folclóricas/ Finalistas Karaoke/Alex Câmara/Jorge Silva & Dj JG Night Productions

O terceiro dia de comemorações iniciou-se com o tradicional desfile do Divino Espírito Santo, seguido de uma Parada Portuguesa, na qual participaram vários membros da Comunidade e representantes políticos, como o presidente da Junta de Freguesia do Plateau, Luc Ferrandez, o Ministro do Ambiente e deputado de Viau, David Heurtel, e ainda vários outros.

Barcelos, a mascote do festival, desfilou como que a separar o desfile religioso do pagão, onde se viu de tudo, desde misses a rainhas, reis, ranchos folclóricos, carro de bombeiros e ainda carruagens saídas dos contos de fadas, onde desfilaram os mordomos e sua família. Também marcaram presença vários representantes das associações portuguesas e ainda os comerciantes Sá & Filhos, que desfilaram num Ferrari, como que em homenagem ao circuito de Formula 1 que decorreu também nesse fim de semana em Montreal.

Dada a sua grandeza, o desfile este ano fez um percurso maior, atraindo multidões de portugueses e quebequenses.

Seguiu-se um espetáculo com diversos ranchos folclóricos e ainda os finalistas do concurso de karaoke da nossa comunidade, cuja vencedora foi Elizabeth Machado Vieira.

Já noite dentro, contamos com a presença de Jorge Silva, vindo dos Estados Unidos, e de Jeff Gouveia, que animaram o serão.

Dia 4: Dia dos Açores

A Segunda-Feira do Espírito Santo foi escolhida pelo parlamento açoriano como o dia destinado a comemorar a «açorianidade e a autonomia», sendo a maior celebração religiosa e cívica dos Açores. Tal não podia ser passado em branco numa comunidade feita em grande parte por açorianos. Neste sentido, o festival quis destacar o dia em homenagem ao arquipélago, onde no Parque dos Açores, com a participação da Filarmónica do Espírito Santo de Laval se cantou o hino regional dos Açores, seguido do hino nacional e do hino do Canadá. Houve ainda os discursos da praxe, do vereador Alex Norris, do presidente do festival Joe Puga, do presidente da Caixa Portuguesa Desjardins Emanuel Linhares, do cônsul-geral de Montreal, Fernando Demée de Brito e outros.

Seguiu-se uma noite de Folclore e Comédia, que culminou com o concerto de Mariana, a simpática sensação dos Açores.

Dia 5: Dia de Portugal

Por fim, o Dia de Portugal foi comemorado com a pompa que se devia. Iniciou-se com o cantar do Hino Nacional no Parque de Portugal, com a presença da Filarmónica Portuguesa de Montreal. O parque estava cheio e as entidades do costume marcaram presença. Seguiu-se uma noite de poesia com Adelaide Vilela e de música com artistas lusófonos – Portugal, Brasil e Angola –, comemorando-se assim o poeta Camões, com a celebração da difusão da nossa língua além-mar. A festa terminou com o concerto do grupo pop canadiano Ménage.

Para o ano há mais, prometem os organizadores. Nós agradecemos e ficamos à espera.

Resta salientar a generosidade dos que contribuíram para que tal festival tivesse lugar, entre os quais se destacam como principais patrocinadores a Caixa Portuguesa Desjardins, a SATA, os Mordomos do Espírito Santo Connie e Viriato Freire, Worlee e Joem. Para estes e para todos os envolvidos, um grande Bem-haja!

Reportagem
Este ano, graças ao Festival Portugal Internacional de Montreal, a Comunidade comemorou mais que dignamente o Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades, dia 10 de junho. Ao contrário do ano passado, em que tais comemorações encheram de pena os corações da meia dúzia de pessoas que compareceram ao cantar do hino, no parque de Portugal, onde nem um microfone havia! .
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