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Em Moçambique

Fluxo de chegada de portugueses estabilizou

Maputo, Moçambique – O fluxo de chegada de portugueses a Moçambique estabilizou nos quatro primeiros meses do ano, disse à Lusa o cônsul-geral de Portugal em Maputo, estabelecendo uma relação com a insegurança que se vive no país.

Segundo os números do consulado, foram registadas até abril 724 pessoas, menos quatro do que no mesmo período em 2013, o que significa que «o fluxo estabilizou em comparação com os outros anos», estimando-se que vivam em Moçambique 23 mil portugueses.

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Gonçalo Teles Gomes frisou que, nos dados de 2014, estão incluídos os assentamentos de nascimentos, em muitos casos de crianças que já nasceram há algum tempo mas que, por algum motivo, só foram registadas agora.

Na década passada, havia uma média de 900 registos por ano e os valores começaram a subir desde então para 2 537 em 2013.

O cônsul-geral ressalva porém que muitas destas inscrições no ano passado coincidiram com o auge, em outubro e novembro, do clima de insegurança que se vive no país desde 2011.

"Atribuo esta grande subida ao facto de muita gente não estar inscrita e, devido aos ataques da Renamo [principal partido de oposição] e aos raptos, à instabilidade que o país viveu, de repente tive aqui três semanas que equivaleram a três meses», observou, acrescentando que só naquele período houve 500 registos.

Segundo o diplomata, naquelas semanas, «algumas famílias saíram do país, mas até mais famílias moçambicanas e de expatriados do que portuguesas, porque também houve um grande acréscimo de pedidos de visto».

A onda de raptos, as ameaças de sequestro, os ataques da Renamo, no centro do país, e também as eleições autárquicas, tudo em simultâneo «mexeu com a cabeça das pessoas», além das «tentativas de extorsão à noite da polícia, os »cinzentinhos", uma coisa recorrente e que infelizmente continua a acontecer, um problema seríssimo».

Os raptos também persistem, mantendo-se em cativeiro um adolescente português levado em Maputo há duas semanas, bem como as ameaças de sequestro por telefone, com vista à extorsão, com dois casos recentes conhecidos.

Nestas situações, o consulado aconselha as pessoas a não ceder à chantagem, uma vez que «todos os raptos que ocorreram nunca foram anunciados ou antecedidos de ameaça – um rapto faz-se, não se anuncia».

De acordo com o cônsul, todos os casos de extorsão, com ou sem pagamento, não foram seguidos de raptos. «O nosso conselho é sempre não pagar e dizemos às pessoas para trocarem de número de telemóvel e não responderem a chamadas de origem desconhecida».

No Consulado-Geral em Maputo estão registadas cerca de 17 500 pessoas e na Beira perto de três mil. A estas é adicionado um valor entre 10% e 20% de portugueses que as autoridades estimam que não estejam inscritos. «Para efeitos oficiais, damos um total de 23 mil», disse Gonçalo Teles Gomes.

Paralelamente, tem havido uma procura «brutal» de moçambicanos por Portugal, de uma média anual de cerca de 3 500 pedidos de visto na década passada para 7 062 em 2013.

Muitos destes pedidos correspondem a formação de trabalhadores moçambicanos de empresas portuguesas que investem no país, em linha com os dados que apontam Portugal como o investidor estrangeiro que mais emprego cria, bem como visitas familiares, vistos de residentes para estudantes e cada vez mais vistos de turismo.

Para o cônsul-geral em Maputo, «O fluxo é de parte a parte» e «mostra uma grande interação entre as sociedades civis dos dois países».

Moçambique
Maputo, Moçambique – O fluxo de chegada de portugueses a Moçambique estabilizou nos quatro primeiros meses do ano, disse à Lusa o cônsul-geral de Portugal em Maputo, estabelecendo uma relação com a insegurança que se vive no país.
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