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rss  Vol. XVIII - Nº 311         Montreal, QC, Canadá - domingo, 31 de Maio de 2020
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Assinalável sucesso

Com Roberto Leal no Dom Henrique

Adelaide Vilela

Por Adelaide Vilela – textos e fotos

Caros leitores, neste preciso momento é feriado municipal em Lisboa por ser dia do seu Padroeiro, o Santo casamenteiro, Santo António. Dizem que nasceu em Lisboa e viria a morrer em Pádua.

Hoje procuramos seguir fielmente a trajetória da RTPi, por termos gravado a programação do dia 12 de junho. Quando a mente vem carregada de recordações… talvez viva o vestido de noiva ainda dentro do meu peito. O importante agora é acompanhar a celebração dos Casamentos de Santo António, os quais já fazem parte da história da nossa capital nacional. Uma das facetas mais interessantes deste dia, é que os bairros são decorados e toda a cidade se veste de cores garridas, com alegria e festa, honrando gentes, tradições e valores do passado. Passo a passo, com manjericos à janela, à cabeça ou na mão, com singeleza ou nobreza, la vai a bela com seu par, na marcha a desfilar e seu bairro no coração. Soberbas as marchas de Lisboa! Para nós que estamos longe torna-se grato apreciar tanta riqueza cultural lá, onde o povo sai à rua e esquece os seus próprios problemas com um só objetivo, gritar: A Marcha é linda, Alfama, Madragoa, Bairro Alto, etc. Quem ganhou este ano foi Alfama.

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Roberto Leal no momento de agradecer as canções que lhe foram dedicadas.

Poder-se-á dizer que estas palavras nos trouxeram emoção e um sentimento de orgulho e de saudade. Ciclicamente sonhamos e a música do outro lado do mar vai animando os dançarinos e também a nós, de forma que seguimos à janela do ecrã do televisor para ver e do computador para comentar o que sucedeu no Dom Henrique, com o Roberto Leal. Dizem que fotografia deste grande artista não figura nos cartazes das grandes festas em Portugal mas, no momento em que escrevemos esta reportagem, está cantar no Portugal no Coração, Programa que, pelos vistos, chega hoje ao seu fim. O artista é tão bom ou tão válido que, por acaso, em Montreal foi necessário fechar uma rua para que o rei da música portuguesa e brasileira fosse ouvido sem que algum percalço trouxesse más recordações ao Festival.

Quer isto dizer que é difícil escrever sem nos fugir o pensamento para o sábado dia 7 de junho de 2014. Todavia, quaisquer que sejam as ondas que nos encaminhem para o Dom Henrique vêm carregadas de ideias. Não houve vulcão nem tempestade capaz de impedir os mordomos, do Divino Espírito Santo de Santa Cruz, de triunfar. A Sra. D. Conceição e o Sr. Viriato Freire forneceram um excelente patrocínio (como diz o Joe Puga, de cinco estrelas) para o espetáculo do Roberto Leal, no sentido de levar uma mão cheia de aplausos e auxiliar ao 1º. FESTIVAL PORTUGUÊS INTERNACIONAL DE MONTREAL.

Pela parte que me toca, foram desmarcados todos os compromissos para assistir à maior parte dos eventos. O mais surpreendente e curioso foi o desafio a que se propuseram a D. Idalina Vicente e o Sr. Luís Pereira, por amizade e dedicação ao artista. Até aqui, nada sabíamos deste casal, ficamos agora informados sobre as suas capacidades: neles habita um grande coração, para se meterem numa aventura de «alto nível»! Luís e Idalina organizaram entusiasticamente um almoço de boas vindas, em colaboração com o restaurante Bitoque e o seu proprietário Hermínio Alves, para que o artista fosse recebido com mérito e excelência. Roberto Leal chegou e ganhou um cicerone que o acompanhou num carro alugado para que toda a equipa pudesse passear tranquilamente nesta cidade cosmopolita de Montreal. Luís Pereira levou o artista e os seus músicos a todos os restaurantes lusos onde foram convidados ou solicitados. Um povo fantástico! Ainda há quem critique os portugueses... Não sei onde haverá melhor. Que generosidade! Louvado seja o Senhor.

 

Idalina realça o facto do Hermínio Alves ter sido uma vez mais de uma generosidade pouco comum nos nossos dias. Depois do que já tinha oferecido para o Festival, ultimou esforços para que toda a equipa do Roberto Leal e membros da imprensa almoçassem por sua conta e risco. Foi um Encontro com assinalável sucesso. Aconteceu numa das salas do Dom Henrique no dia 5 de junho. Podemos dizer que o local estava repleto de gente feliz por ter de novo, sentado à sua mesa, o seu artista preferido. Por outro lado, o Roberto Leal fartou-se de distribuir abraços e beijinhos. Nota-se, todos adoram o Robertinho, português braseiro, pelo seu carisma, pela sua alma humana. Ao encontro do Roberto Leal foram até as crianças que um dia ele tomou ao colo, hoje cumprimentaram-no mostrando os seus rebentinhos.

Não vos dissemos ainda que Joe Puga enalteceu uma vez mais a língua e a cultura de Camões nas palavras dirigidas a Roberto Leal. Quer profissionalmente quer pessoalmente o presidente deste grande Evento leva a sério a qualidade do Encontro e prioriza o momento ao tomar a decisão certa, no momento exato. Não adianta muitos elogios, mas verdade seja dita: o Joe Puga é um grande luso canadiano!

Um dos pontos fortes do português é a gastronomia, depois, comer é um bem de todos! Cuidamos do gosto e do sabor e assumimos, foi excelente o almoço! Cuidamos da saudade com palavras e abraços; cuidamos da alma com o silêncio quando se canta o fado. Quanta responsabilidade e beleza no dedilhar das guitarras e das violas, connosco e com as artistas estiveram José João e Liberto Medeiros.

Cathy Pimentel, Suzi Silva e Sarah Franco partilharam uns momentos de devoção e carinho, tanto com o Roberto Leal como com todos os convivas. Um trio perfeito aos olhos do Roberto Leal, todas elas com seus cantos e encantos fizeram chorar o artista que abraçou particularmente cada uma daquelas belas artistas.

Assim vale a pena dar o braço e o abraço: foi assinalável o sucesso.

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Caros leitores, neste preciso momento é feriado municipal em Lisboa por ser dia do seu Padroeiro, o Santo casamenteiro, Santo António. Dizem que nasceu em Lisboa e viria a morrer em Pádua.
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