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rss  Vol. XVIII - Nº 310         Montreal, QC, Canadá - sexta-feira, 23 de Outubro de 2020
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Dinora de Sousa.
Foto  - LusoPresse

Na Casa dos Açores

Sarau poético e artístico

Carlos de Jesus

Por Carlos de Jesus

 O pontapé de partida das atividades previstas para a primeira edição do Festival Portugal Internacional de Montreal teve lugar no passado dia 25 de maio, na Casa dos Açores, com um almoço e culminou com um sarau de poesia, fado e exposição de pintura.

A animação da parte poética esteve a cabo da nossa colaboradora e poetisa, com vária obra publicada, Adelaide Vilela, que prestou uma vibrante homenagem aos poetas da comunidade, mas em particular aqueles que o tempo tirou do nosso convívio. De referir, sobretudo, o sentido testemunho de saudade pelo grande comunicador e homem da igreja que foi Joviano Vaz, diácono da Igreja Católica, que nos deixou recentemente, assim como sua mulher, Amélia Vaz, igualmente poetisa, que o precedeu na viagem da eternidade. Estiveram presentes seu filho António e a nora que recordou, na sua língua materna, o francês, e com muita emoção os saudosos sogros que teve.

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Depois de muito trabalho para organizar a tarde dedicada aos poetas, Adelaide Vilelamostra-se feliz na companhia de dois amigos brasileiros que também participaram no sarau.
Foto  - LusoPresse

Outro grande poeta da comunidade, amigo da cultura, da música e do folclore, o Fernando André, foi também longamente lembrado, não só pelos poemas recitados como pela presença da Nina, sua viúva e de seu filho David. Outro homenageado da tarde foi António Vallacorba que lá esteve representado pelo filho, Nelson, a nora e dois netos. Sua esposa, Clotilde, também foi lembrada.

Foram igualmente celebrados os poetas que ainda nos dão o prazer da sua companhia e da sua poesia, como a própria Adelaide Vilela que tinha aberto o sarau recitando Natália Correia e que nos brindou mais tarde com algumas das suas composições poéticas, assim outros poetas e poetisas que nos recitaram obras suas, como Dinora de Sousa, Adelaide Oliveira, Filomena Miranda, Luiz Saraiva e Laureano Soares. Deste último, podemos afirmar que a descoberta dos seus talentos foi para nós uma verdadeira revelação.

O programa de fado foi um brinde que começou desde a chegada dos convidados à sala da Casa dos Açores, graças aos trinados das violas de Manuel Luís, Paulo Gomes e Tony de Melo, assim como à guitarra portuguesa dedilhada por Manuel Travassos, os quais interpretaram também alguns fados cantados. A voz feminina foi a da fadista Fátima, uma bela presença e boa ilustração da canção nacional, hoje parte do Património Imaterial da Humanidade, segundo a Unesco.

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A exposição de pintura serviu também para homenagear as artistas ligadas à nossa comunidade que frequentam as classes de pintura da Casa dos Açores, como sublinhou a sua promotora, Cândida Martins, que nos apresentou obras de Anabela Couto, Michelle de Grave, Micheline St-Jean, Louise Godet. Estiveram ainda expostas as obras de Maria João (Majão), Gracinda da Rocha, Marly Oliveira e Natércia Rodrigues. Esta última mostra possuir uma maestria e uma inspiração que vai muito além do amadorismo, como revela em particular o seu quadro «Natália Correia».

Antes de terminar este apontamento de reportagem, devemos sublinhar o empenho incansável da Adelaide Vilela, como animadora do sarau, para manter em constante entusiasmo os participantes e o espectadores, e lembrar também que foi ao Joe Puga, responsável pela iniciativa, que couberam as palavras finais de agradecimento e louvor pela participação dos presentes, assim como foi ao presidente da Casa dos Açores, «the last but not the least», Benjamim Moniz, que couberam as palavras de boas vindas.

 

Poesia
 O pontapé de partida das atividades previstas para a primeira edição do Festival Portugal Internacional de Montreal teve lugar no passado dia 25 de maio, na Casa dos Açores, com um almoço e culminou com um sarau de poesia, fado e exposição de pintura.
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