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Mundial Brasil 2014

E os favoritos são…

Norberto Aguiar

Por Norberto Aguiar

Precisamente daqui a uma semana, o Campeonato do Mundo de Futebol estará apresentando o seu primeiro jogo, na cidade de São Paulo. E será o Brasil, anfitrião, a defrontar a europeia Croácia. Assim, à primeira vista, a Seleção Brasileira tem um osso moderadamente razoável de roer, admitindo-se que a vitória não lhe seja difícil de obter. A menos que haja uma grande surpresa. No entanto, para bem da grande prova, neste jogo inaugural, é preciso que o Brasil vença o seu adversário, um pigmeu à sua vista, isto se considerarmos a dimensão geográfica de um e outro. Também no futebol a diferença é abismal, com o Brasil a poder fazer muitas equipas com valor para se opor à Croácia, um jovem país que em 1998 fez sensação ao ficar em quarto lugar. Mas, como todos sabem, o futebol não é matemática, onde as nuances são muitas e variadas. Daí que, um qualquer pequeno país, num jogo, possa não só fazer frente a um gigante, como o Brasil, mas também acabar por ganhar o jogo. Por um lado isto é positivo, mesmo sensacional. Mas tem as suas consequências nefastas. Já viram, logo no primeiro jogo, o Brasil, a jogar em casa e a merecer, até por isso, honras de supremo favorito, ver-se batido por uma pequena equipa de uma pequena nação?

Grupo A

Selecao Bandeira a13.jpg

O Brasil, neste grupo, faz figura de favorito. Joga em casa e tem uma equipa recheada de bons jogadores. Se jogar como o fez em 2013, na Taça das Confederações, que serve de prelúdio ao Campeonato do Mundo, não há dúvidas que o Brasil pode repetir a proeza do ano passado, quando venceu facilmente a competição. Mas para isso tem de ficar nos dois primeiros lugares deste Grupo A, que alberga a Croácia, os Camarões e os rivais do México, este talvez o seu maior e mais feroz opositor.

A nossa previsão fica por conta do apuramento, claro, do Brasil e do México, por esta ordem, para a fase seguinte.

Grupo B

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Três dos atacantes mais famosos da Major League Soccer, respetivamente Jermaine Defoe, (internacional inglês), Eddie Johnson (internacional americano) e Obafemi Martins (internacional nigeriano), que ficaram, com alguma surpresa, diga-se em abono da verdade, fora da convocatória dos seus países para o Mundial do Brasil.

Neste grupo sobressai a atual campeã mundial Espanha. Uma equipa que chegou a campeã com muita sorte. Lembram-se como foi que eliminou Portugal nos oitavos-de-final? Isso mesmo, com um golo fora-de-jogo e com um Ronaldo muito acriançado, mimado e sem carisma, totalmente diferente do jogador feito que é hoje em dia e que em muito prejudicou a Seleção com as suas birras. Ele (e Deco, outro ingrato) portou-se muito mal com o selecionador da altura (Carlos Queiroz), que muito tinha feito por ele anos antes ao influenciar os altos comandos do Manchester United a levarem-no para Inglaterra. Noutros jogos, contra o Chile e o Uruguai, se não estamos em erro, a Espanha só ganhou por uma unha negra, já para não falar no jogo da final, contra a Holanda... Holanda que está também neste grupo, o que o vai tornar deveras apaixonante. Junte-se-lhes o Chile, e em menos escala a Austrália, e veremos que os dois europeus terão dificuldades para seguirem em frente.

Grupo C

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Landon Donavan, melhor jogador americano de todos os tempos e em plena forma aos 32 anos, foi arredado por Klinsmann daquele que podia - e devia! - ser o seu quarto Mundial.

Cá está um grupo onde é difícil prever quem dará o salto adiante, por ser muito equilibrado. O Japão, que já começa a ser tempo de surpreender pela positiva, mais a Colômbia, parece ser o maior candidato aos oitavos-de-final. Com os asiáticos, provavelmente estarão os colombianos. A Grécia não nos parece ter arcaboiço para marcar posição positiva neste Campeonato. Mas nunca se sabe. Da Costa de Marfim tanto se pode esperar um brilharete como um desastre... Assim sendo, esperar para ver.

Grupo D

Inglaterra e Itália, pelo passado de prestígio de que desfrutam, podem querer marcar presença na fase eliminatória. Mas estará o Uruguai pelos ajustes? Não esquecer que estamos perante o terceiro classificado do Campeonato passado, mesmo se a isso acedeu com uma incrível dose de sorte... Então não estão lembrados daquele jogo contra os africanos do Gana?...

A Costa Rica, que acaba de perder, por lesão, o seu goleador Sabório, não quererá ser o bombo da festa deste grupo.

Grupo E

Se não fosse capaz do melhor e do pior, a França, por nós, já estaria na fase seguinte, pois está num grupo de equipas sem grande tradição a nível internacional. E como é assim, não vá o Diabo tecê-las e fazer com que a França se deixe ultrapassar pelas Honduras, Equador ou Suíça. Se assim fosse, estaríamos perante um verdadeiro escândalo! Na verdade, com o leque de jogadores que possui, a França tem capacidade para passar o grupo e, até, chegar longe na prova. Mas, para isso, há que provar dentro do campo.

A Suíça, pela boa fase de apuramento que fez pode ser uma das equipas-surpresa deste mundial brasileiro.

Grupo F

Pelo prestígio, pelos jogadores e pelo grande atleta que é o Messi, a Argentina deve ser uma das formações que mais rapidamente poderá se classificar para a fase seguinte. A menos que haja algum problema desconhecido no interior do seu grupo. De facto, das três adversárias, Nigéria, Bósnia e Irão que fazem parte do seu agrupamento, nenhuma delas nos parece ter argumentos para fazer frente aos argentinos.

Mas como sempre temos dito que no futebol não há vencedores antecipados, quem sabe se...

Interessante será ver até onde pode ir o Irão de Carlos Queiroz, uma equipa completamente desconhecida do mundo ocidental e que, se não estamos em erro, só tem três jogadores a jogar fora do país.

Grupo G

Para os «instruídos» do futebol, Portugal e Alemanha já estão apurados para os oitavos-de-final. Mas para os simples adeptos, aqueles que acreditam que no futebol nem sempre vence o favorito, há quatro equipas para dois lugares e estes serão ocupados pelas duas formações que tiverem mais habilidade no decorrer dos respetivos noventa minutos. Uma bola na barra ou no poste; um erro do árbitro ou do guarda-redes, quem sabe, pode ser o fator que decidirá quem passará para a disputa da fase seguinte. É desta forma que tudo pode acontecer, até porque o Gana e os Estados Unidos, hoje, já são equipas de muito bom nível internacional.

Pelo que aconteceu em 2002, na Ásia, os Estados Unidos têm contas a ajustar com a Alemanha, visto terem sido eliminados por esta equipa, nos quartos-de-final, de forma pouco ortodoxa, com o árbitro inglês a perdoar um lance de golo iminente na baliza dos alemães a poucos minutos do fim da partida. Veremos o que vai agora acontecer...

Grupo H

A Bélgica é a equipa do momento. Ganhou o apuramento para o Mundial de forma imperial e é uma equipa cheia de bons jogadores, quase todos eles jovens, cheios de ambição, a quererem fazer ressurgir a Bélgica de outras eras, quando era apelidada de os «Diabos Vermelhos». É por isso que, em nossa opinião, a Bélgica será uma das equipas sensação da prova, sem contudo pensarmos que pode chegar a campeã. Mas que fará figura, lá isso não temos dúvidas.

Com a Bélgica avançará para a etapa seguinte a Rússia, a tal que quase fez Portugal ficar pelo caminho. Mas atenção à Coreia do Sul, outro país já com alguma dimensão futebolística mas que demora a desabrochar. Entretanto, seria melhor que os adversários tivessem o devido respeito pela Argélia, um ninho de bons futebolistas.

Como nota de rodapé, uma palavra para criticar a decisão de Jurgen Klinsemm, que deixou de fora Landon Donavan, o seu melhor jogador e um dos 10 melhores jogadores do mundo em nossa opinião!

Nota: Veja calendário dos jogos na página 10.

Destaque
Precisamente daqui a uma semana, o Campeonato do Mundo de Futebol estará apresentando o seu primeiro jogo, na cidade de São Paulo. E será o Brasil, anfitrião, a defrontar a europeia Croácia. Assim, à primeira vista, a Seleção Brasileira tem um osso moderadamente razoável de roer, admitindo-se que a vitória não lhe seja difícil de obter.
Campenato do Mundo de Futebol Brasil 2014.doc
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