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Da época 2013…

Jorge Jesus vinga-se!

Norberto Aguiar

Por Norberto Aguiar

Não é nosso hábito, nestas páginas, focar matéria do desporto em Portugal. Os nossos amigos já sabem porquê. Os outros poderão saber, se atentos aos nossos escritos.

Posto isto, esta exceção aparece para darmos a mão à palmatória e virmos a terreiro dizer que também nos enganámos quando, no fim da época passada, pedimos a «cabeça» de Jorge Jesus à frente do Sport Lisboa e Benfica. Em nossa opinião, Jesus estava a mais no Grande e prestigioso Clube! E a razão, na altura, era simples. Ele tinha sido incompetente ao perder o Campeonato no último jogo e ser derrotado na final da Taça de Portugal pelo modesto Vitória de Guimarães, para mais disputando o jogo no Jamor, que era como se o Benfica estivesse a jogar em casa...

Em 2014, verdade se diga, Jorge Jesus tem de ter toda a nossa inteira e incondicional solidariedade. Porque se bateu contra tudo e todos, querendo demonstrar que ele é que tinha razão, por se achar um treinador suficientemente capaz de levar o Benfica a campeão nacional – como aconteceu no ano da sua estreia à frente dos encarnados.

Mas Jorge Jesus não foi só campeão nacional, e com larga margem de pontos em relação ao segundo classificado (Sporting). Ele venceu ainda a Taça da Liga, primeiro. Depois, voltou ao Jamor para arrebatar a sua primeira Taça de Portugal que, no ano passado tantas dores de cabeça lhe deram. É verdade que o adversário, nas duas finais, o Rio Ave, não tem muita expressão a nível nacional. Mas se lá chegou, com certeza que o fez com mérito, já para não dizer que o Benfica e Jorge Jesus disso não têm culpa.

A mancha negra voltou a ser a Taça da Europa, perdida, na final, como em 2013. Mas para quem chegou em dois anos consecutivos à final, não é já um desígnio enorme? Além disso, nas duas vezes, o troféu fugiu a Jorge Jesus e ao seu clube por meros pormenores. Em 2013, diante do Chelsea, foi no fim de uma contenda em que o Benfica pareceu melhor. Este ano, o suspiro de derrotado só aconteceu no momento das grandes penalidades... Por acaso, contra o Sevilha, o Benfica também pareceu injustiçado... Mas é futebol.

Por tudo o que fica dito, temos de dar os parabéns a Jorge Jesus, que, agora, ficará, aconteça o que acontecer daqui para a frente, na história do Benfica como o único treinador que conseguiu vencer três provas numa mesma época e levar o Glorioso a duas finais europeias em anos consecutivos.

Rio Ave

O Rio Ave é uma equipa modesta pela dimensão salarial dos seus jogadores e poderio da sua massa associativa, que não deve chegar aos cinco mil sócios. Se comparamos com as centenas de milhar de adeptos do Benfica e seu respetivo poder económico, estamos conversados. Não admira, por isso, que os verdes nortenhos tenham perdido as duas finais para o Benfica. E se a primeira não deixou dúvidas quanto ao vencedor (2-0 para os lisboetas), já na segunda final, a vitória (1-0) do Benfica foi muito contestada, diríamos que foi mesmo injusta, tal o domínio do Rio Ave na segunda parte, quando teve oportunidades mais do que suficientes para levar a Taça. Mas foi na ingenuidade dos seus jogadores que tudo se decidiu ou não... se decidiu! Nunca mais o Rio Ave tem uma(s) oportunidade(s) assim.

Desporto
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