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rss  Vol. XVIII - Nº 308         Montreal, QC, Canadá - quarta-feira, 03 de Junho de 2020
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Na Associação Portuguesa do Canadá

Celebrou-se a liberdade, disse-se obrigado aos Capitães de Abril

Por Clementina Santos

Na noite do passado dia 25 de abril, no espaço da Associação Portuguesa do Canadá, decorreu a festa do 40° aniversário do 25 de Abril.

Como nesse dia em que o povo de Portugal saiu à rua, uma parte significativa da comunidade de Montreal saiu até à Associação para que a memória da libertadora revolução atingisse alguns momentos altos, apesar do tempo e da distância que nos separam.

Daph  Alex (25 de Abril).jpg

Reiterando valores e ideais que calam fundo no imaginário de tantos portugueses, era intenção dos organizadores dar forma a uma celebração que fosse animada, pintada a vários ritmos e sabores para viver o espírito da liberdade conquistada há 40 anos. E assim foi, com a participação de muitos homens, mulheres, jovens e crianças, mais dos que inicialmente esperados.

Depois do jantar, e em jeito de mote para o serão, um dos organizadores havia questionado se o 25 de Abril se justificou, se valeu a pena. Isto, porque, depois da euforia inicial, depois da libertação, do fim da guerra, da democratização do país e do início do desenvolvimento, com o passar dos tempos, as desilusões são muitas, as dificuldades são ainda mais e o esquecimento se apossa de nós, não nos permitindo analisar os tempos atuais com clareza e justiça. Para ele, só a ausência de memória pode levar a que se diga o que por vezes agora por aí se ouve: antigamente é que era bom, o 25 de Abril pouco ou nada trouxe de positivo.

É preciso que fique claro, rematou o orador: a Revolução de 1974 atingiu todos os seus objetivos, o País transformou-se para melhor, os militares de Abril que nada quiseram para si e devolveram a integral soberania ao povo português, devem ser considerados verdadeiros «»libertadores»» e autênticos «»heróis»».

No seguimento desta intervenção decorreu uma sessão de poesia e canto com vários presentes a subirem ao palco para evocar Abril. Ouviram-se relatos pessoais dos sentimentos que os habitaram nesse dia, recitaram-se poemas, leram-se textos de protesto, de luta, relembrou-se que, o que somos hoje, devemo-lo a 1974. Na voz de Filipe Batista também esteve presente o saudoso Zeca Afonso, culminando a serenata, como não podia deixar de ser, com os presentes entoando em coro a senha da liberdade e canção símbolo do 25 de Abril, a inevitável «»Grândola»».

 

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