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rss  Vol. XVIII - Nº 308         Montreal, QC, Canadá - domingo, 16 de Fevereiro de 2020
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Dom Henrique – Entre Fado, Liberdade de Abril e Sucesso!

Adelaide Vilela

Fotos e texto de Adelaide Vilela

No mar de sonhos de Hermínio Alves nasceu um barco com Dom Henrique à Proa, no qual o jovem diria Adeus a Portugal para se estabelecer na Alemanha e anos mais tarde no Canadá. Certo, esta é uma linguagem simbólica mas integrada numa onda de verdade e que desagua em porto seguro, na rua Notre-Dame, no nº. 3714, em Montreal.

Digamos que nunca é tarde para mudar o sentido da vida, nunca é tarde para entender o que queremos dela; nunca é tarde para deitar mãos à obra, segundo aquilo em que se acredita; nunca é tarde para entrar no caminho certo, ainda que uma nuvem branca se transforme sem lágrimas, o céu abra suas portas e a chuva caia (a cântaros) inundando o que insiste em vencer pelo caminho. Este parágrafo é dedicado ao Herman, assim lhe chamaram os Alemães e ainda o tratam, desta forma, muitos (aqui e agora) daqueles que desconhecem que o nome Hermínio foi a graça que lhe deu a mãe ao ver os olhos do seu menino pela primeira vez em S. Bento, Porto de Mós.

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Cláudia Madeira, jovem fadista cheia de beleza e talento. Sem dúvida que deixou cartaz em Montreal.

A caminho de mais uma grande responsabilidade, Hermínio Alves acaba de inaugurar o Centro de Artes e de Conferências, Dom Henrique. Aconteceu no dia 22 de abril, num dos magníficos salões do edifício, havia uma âncora de razões, na agenda da tarde. Foi assim que Dom Henrique chamou a si «aquela tropa» de jornalistas portugueses e canadianos para que o seu império ganhasse luzes mediáticas naquele dia e para o futuro. Logo notamos que ali havia um projeto de criador, aliciante e novo. Nunca imaginamos ser recebidos pela gentil Sandra Paré, jornalista amiga, por parte do Joe Puga. E de um lado para o outro o simpático Simão, Marc-Alexandre e outros colegas corriam para satisfazer os convidados daquela que foi a conferência de imprensa, designada a apresentar o Dom Henrique e ainda o Festival Portugal Internacional de Montreal que se realiza de 6 a 10 de junho. Valérie Dubreuil com um francês perfeito apresentou o Hermínio Alves e ambos se sentiram no dever de falar do projeto, elogiando e integrando o modelo organizacional com a finalidade de fazer saber aos presentes que aquele lugar não somente virá a ser um Centro de Artes como também, poderá ser alugado para quaisquer tipos de festas, cursos de formação, casamentos, etc. A prestação de serviços, segundo Hermínio, será excelente para todos os clientes. Depois, mesmo ao lado está situado o restaurante O Bitoque, cujo proprietário é o Hermínio Alves.

De salientar que Joe Puga, Presidente do Festival Portugal também falou da organização do mesmo e apresentou as atividades a realizar, antes e durante o evento.

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António Moniz, Liberto Medeiros e Luís Duarte formaram o trio musical que acompanhou Cláudia Madeira na sua excelente prestação no Dom Henrique.

Se uma festa sem música não vale tostão, uma conferência de imprensa sem belas não tem ser nem razão. Aqui estão elas, as fadistas: Suzi Silva, Cathy Pimentel e Cláudia Madeira, que fizeram estremecer o sobrado com o tenor e o eco das suas vozes. No mimo das violas e das guitarras estiveram os músicos da Cathy Pimentel. E Luís Duarte, Libério e António Moniz acompanharam Suzi Silva e a fadista nortenha, Cláudia Madeira.

Guitarra de mão em mão: A Kathy Pimentel sabe reconhecer o valor da amizade. Não perde tempo nem desperdiça momentos, ainda que tenha que se desfazer de alguns dos seus primeiros tesouros. Foi assim que a artista nos deixou sem palavras, vimo-la oferecer ao Hermínio a sua primeira guitarra – quão belo e nobre foi este gesto! Quantas pessoas reconhecem o bem que se lhes faz? Fica sempre assim Kathy.

Referente ao espaço do Dom Henrique, que virá a ser um mundo cultural e recreativo, notamos que ainda não está totalmente terminado, mas a adega de vinhos já ganhou o seu lugar ao fresco e ao bom. A galeria de arte já brilha, como em maré viva, com a bela exposição da artista plástica, Marly de Oliveira, uma brasileira a residir em Montreal. Muito em breve: noivinhas, finalistas e mestres já podem reservar aquele canto que dará um coerente encanto com luminosidade para uma festa de amor, sucesso e felicidade.

O Dia 25 de Abril, o Dia da Liberdade: foi o primeiro dia do resto da vida do Dom Henrique. Se o povo é quem mais ordena, diz o slogan revolucionário, aqui o Hermínio é que gritou bem alto: dentro de ti coração. Sabe porquê leitor? Este empresário teve a coragem de abrir as suas portas e organizar duas festas, nos dias 25 e 26 de abril, para angariar fundos que revertessem a favor do FESTIVAL PORTUGAL INTERNACIONAL DE MONTREAL. Nós estivemos lá no dia 25 de abril e gostamos do que vimos. A sala mais parecia uma daquelas galerias de Lisboa ou Porto, antigas, onde se canta o Fado. Aconteceu uma noite de fado e um jantar. Como costumamos dizer: há duas coisas boas da vida, uma é comer a outra é ouvir música. E entre tantas novidades que desejaríamos mencionar, o repasto foi do melhor que comemos por estes dias, por aí. Quanto ao serviço foi rápido, cortês e regalado, com muita classe! Interessante, o empresário fez dos ouvidos uma pródiga escultura. Fascinante, deu força e suporte ao seu querer, e logo pretendeu observar longe e bem. Este é o mérito dos que sabem escutar: a janela de Lisboa, o salão de festas, estava repleto de jornalistas, articulistas e animadores, tanto canadianos como portugueses, e todos exibiam o seu contentamento. Quanta honra encontrar nesta festa um rapazinho especial, hoje pai de três filhos, que me ajudou imenso no meu estágio em comunicação, há quase duas décadas, trata-se do Pedro Querido. Apesar do seu grande profissionalismo, no meio quebequense, o Pedro guardou o que de bom tinha o pai dele: carinho pela língua portuguesa. Aquele legado de bem e de valor – herança cultural e histórica – servem ainda hoje de lição ao Pedro Querido. Hoje, com pouco mais de 40 anos, volta a dar apoio à comunidade lusa, onde deu os primeiros passos, aí está com a LusaQ.TV, em português. Parabéns Pedro. O bom filho a casa mãe torna, e tu és dos Queridos!

Foi graças ao trabalho glorioso e humano do Hermínio que chegamos ao momento de levar aos leitores novas das nossas fadistas. O Hermínio Alves, com este projeto, deseja ardentemente representar com sentido de orgulho e de pertença a cultura portuguesa. «Como os momentos são inesquecíveis decidi abrir as portas da nossa casa à grande fadista que descobrimos em Portugal, a Cláudia Madeira». A artista é uma jovem da Régua, região de Vila Real, uma mulher com voz de ouro para o fado; um prodígio da natureza que o Norte fez nascer. Valeu a pena ouvi-la, esta bela de alma grande! Foi acompanhada pelo músico e cantor Luís Duarte e pelos outros dois artistas, na viola e na guitarra portuguesa, por Libério e António Moniz.

E que espanto ao ouvirmos a Cathy Pimentel, mais uma fadista para iluminar o nosso bairro português, para que Portugal e o fado marquem presença por muitos anos, nestas terras cosmopolitas da América do Norte. A Cathy possui uma voz melodiosa e bela. No campo da música, toca piano, instrumento útil para se promover e investir na sua própria carreira com novas e belas criações. Fez-se de novo acompanhar pelos seus músicos, sendo um deles formado na arte do violoncelo.

Como nota de rodapé, diríamos que a cultura é um passaporte que nos faz viajar para qualquer país do mundo, a cultura é ainda um cartão que nos identifica, a nós gentes da diáspora e nos representa. A cultura não muda, não morre, não perde a memória nem a história. Pode haver mais ou menos cultura mas se o povo assim o desejar a cultura é como a Epopeia Marítima, vai descobrindo mais e mais terreno até que outros irmãos como o Dom Henrique apareçam e siga a conquista. Assim, juntos, levaremos o príncipe navegante a bom porto, juntamente com o seu comandante, Dom Hermínio Alves e este seu Império Dom Henrique. Deus queira!

Cultura
No mar de sonhos de Hermínio Alves nasceu um barco com Dom Henrique à Proa, no qual o jovem diria Adeus a Portugal para se estabelecer na Alemanha e anos mais tarde no Canadá. Certo, esta é uma linguagem simbólica mas integrada numa onda de verdade e que desagua em porto seguro, na rua Notre-Dame, no nº. 3714, em Montreal.
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