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rss  Vol. XVIII - Nº 307         Montreal, QC, Canadá - terça-feira, 26 de Maio de 2020
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Dom Henrique louva Portugal e abre portas a 25 de abril

Raquel Cunha

Por Raquel Cunha

Hermínio Alves é um empresário conhecido na nossa Comunidade, não só pelos seus dois restaurantes de sucesso, o Bico e o Bitoque, como também pelo seu trabalho de caridade (table of hope) e pelas suas aventuras literárias (Breaking Stones).

Empreendedor, Herman é imparável, e abre oficialmente, já no próximo dia 25 de abril, as portas do seu mais novo projeto, o Dom Henrique. Um espaço para a organização de eventos, polivalente, dedicado ao famoso estrategista e a toda a cultura portuguesa. O LusoPresse não podia ficar de fora e, por isso, segue a reportagem.

Herói do Mar...

«A ideia já me martelava na cabeça há 25 anos. Para mim, D. Henrique é um dos maiores heróis portugueses. Era um visionário e isso sempre me inspirou. Foi ele quem lançou Portugal ao mar, aos descobrimentos, e ao mundo em geral».

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Claudia Madeira

Foi pois um pioneiro e é graças a ele que Portugal, apesar do seu tamanho e da Espanha como tampão, consegue adquirir uma dimensão mundial, tendo mesmo sido um dos maiores impérios ultramarinos. Um feito impensável, antes da ousadia desse príncipe. Por isso Herman Alves torna-se categórico na admiração pela figura de D. Henrique e também por toda a cultura lusa.

«Com a maturidade, aprecio mais do que nunca a cultura portuguesa. Depois de ter visto o mundo inteiro, a maior parte dos portugueses de certa idade, começa a dar mais valor ao nosso país e à sua cultura. Não só ao que Portugal deu ao mundo, mas também ao que o mundo deu a Portugal!»

Há 25 anos que tem o imóvel mas andava à espera que vagasse para que pudesse fazer o projeto. Com o edifício livre na primavera passada, Herman projetou ali os seus sonhos e criou um hino a nossa cultura: «um imenso complexo de 3 andares (colado ao Bitoque) onde se pretende divulgar a cultura portuguesa em três grandes artes: a arte culinária, a arte visual (pintura, fotografia) e a arte cénica (música, teatro).

Esse é o conceito. Cada andar é uma sala e o edifício divide-se em três grandes temas: primeiramente, temos a Cave de Vinho do Porto, dedicada à cidade natal de D. Henrique, e ao gosto pessoal de todos os portugueses pelo Vinho do Porto. O andar térreo, é composto pela sala dos Descobrimentos, já que D. Henrique foi o impulsionador. E por fim, no último andar encontra-se, em forma de mezzanine, a Sala da Nazaré, lugar onde Herman descobriu o mar e as possibilidades do mundo, assim como uma homenagem aos nossos homens do mar, marinheiros e pescadores, que tanto por nós têm feito, e que partem muitas vezes do perigoso mar da Nazaré.

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Hermínio Alves e a sua paixão pelos Descobrimentos Portugueses...

Dom Henrique é o lugar por excelência para a organização de eventos e divulgação da cultura portuguesa e por isso conta no seu nome com o título de «Centro de Artes e Eventos» porque não se quer um espaço livre de alma, mas sim um local preenchido pelas nossas riquezas, que transpareça e introduza a alma lusitana, não só ao Quebeque como ao Mundo.

Fados de Abril

Neste 25 de abril, às 18 horas, o Dom Henrique abre oficialmente as portas, com jantar e espetáculo, que visa angariar fundos para o Festival Portugal Internacional, que se realizará entre 6 a 10 de junho na Comunidade. Cada bilhete custa 125 $.

A noite será de fados, pela voz de Cathy Pimentel e de Cláudia Madeira, esta última uma nova descoberta. «Um talento no qual vale a pena investir», conta Herman, que a descobriu na procura de uma nova voz que animasse o serão. Foi por referência que chegou lá e não se mostra desiludido. Aliás Cláudia, que vem ao Canadá pela primeira vez, pela mão de Herman Alves, tem já uma agenda preenchida com digressão por Toronto, além de Montreal. Oriunda do Porto, Cláudia inaugurará a Cave do Porto do centro Dom Henrique, um local de novas descobertas.

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Com serviço de catering disponível, Dom Henrique adapta-se às circunstâncias dos vossos eventos – casamentos, conferências, reuniões, festas e afins. É uma questão de entrarem em contacto e virem conhecer o que de melhor se tem feito nos últimos anos para representar o orgulho português. Herman Alves deixa a mensagem: «É preciso ter o apoio da Comunidade para isto funcionar», e agradece ainda os conselhos e ajuda do arquiteto Paulo Jones, sem o qual não teria conseguido o resultado que obteve. E isso porque Dom Henrique está minuciosamente pensado, e nele se encontra a calçada portuguesa, a esfera armilar, representações do Adamastor, das caravelas e mesmo do Padrão dos Descobrimentos. Para não falar nos azulejos portugueses, na belíssima imagem da cidade do Porto de 1954, e as ondas de ferro que ilustram o palco.

Cuidado até ao mais pequeno pormenor, Herman conseguiu conciliar num só espaço toda uma cultura, talvez abençoado pelo visionário D. Henrique, que tão bem quis a Portugal. Seja como for, transmite aqui aquela coisa que não se sabe bem o que é, que se prende nas notas do nosso fado, que se instala no sal do nosso mar e que nos corre na alma, como sangue no corpo. Talvez tenha transmitido o intransmissível, traduzido o intraduzível e expressado, pela primeira vez, o significado místico da nossa Saudade.

 

Destaque
Hermínio Alves é um empresário conhecido na nossa Comunidade, não só pelos seus dois restaurantes de sucesso, o Bico e o Bitoque, como também pelo seu trabalho de caridade (table of hope) e pelas suas aventuras literárias (Breaking Stones).
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