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rss  Vol. XVIII - Nº 307         Montreal, QC, Canadá - terça-feira, 11 de Agosto de 2020
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Associação Angolana de Montreal…

Comemora «Festa da Paz»

Norberto Aguiar

Por Norberto Aguiar

A Associação Angolana de Montreal, que tem vivido ultimamente alguns sobressaltos, esteve em festa no passado dia 5 de abril, quando organizou uma tarde e noite em honra dos Acordos de Paz, realizados em Angola, entre os partidos nacionais desavindos e que, por isso mesmo, se cruzaram numa guerra fratricida, pouco depois de se ter tornada independente, em novembro de 1975.

Para o efeito, como convidado, esteve em Montreal o embaixador Agostinho Tavares. À volta da sua estada na Associação Angolana, muitos convivas, necessariamente quase todos oriundos daquele belo país africano.

Outra das razões porque o evento foi muito concorrido, teve a ver com a chegada de novos dirigentes ao organismo, isto depois de um período nada famoso, como nos disseram alguns dos nossos interlocutores, que invocaram má organização, consubstanciada em faturas não pagas e outras coisas mais.

Agora, para colmatar os problemas vividos no próximo passado, um grupo de 15 pessoas, onde neste momento não há nenhum chefe, como também nos foi dado saber, decidiu tomar as rédeas da Associação Angolana e dar-lhe a orientação certa, como já aconteceu noutras etapas da sua existência...

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Embaixador Agostinho Tavares.
Foto  - LusoPresse

A promessa que fizeram os novos timoneiros é de que precisam de um período de três ou quatro meses para reorganizarem a Associação, em termos de «limpeza» financeira e, depois, passarem à formação de um elenco diretivo responsável e sério que possa, uma vez por todas, dar à Associação Angolana de Montreal a estabilidade que precisa de maneira a construir o seu futuro sem vacilamentos.

É nesse sentido que os atuais dirigentes querem trabalhar, como também nos foi dito por António Magalhães, um dirigente angolano que depois de se ter ausentado do dirigismo está de volta com vontade de colaborar.

«Estamos decididos em encontrar novas instalação para a Associação, visto as atuais serem exíguas. Além disso temos a ambição de criarmos uma escola de português para as nossas crianças e isso só pode ser possível no interior do nosso organismo, por razões económicas e de estratégia...», diz-nos, com segurança, António Magalhães. Para logo responder a outra pergunta nossa: – Não vamos para as escolas de português da comunidade portuguesa por questões económicas. No interior da nossa Associação tudo será mais fácil, a começar pelas propinas que terão um custo quase simbólico. De resto, em lista de espera já temos 25 crianças inscritas.

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A «Festa da Paz» na Associação Angolana de Montreal foi assaz participada.
Foto  - LusoPresse

Entretanto, soubemos que a Associação Angolana já está em negociações com um empresário da comunidade portuguesa para o arrendamento do espaço requerido e que «... dê para albergar uma centena de pessoas de cada vez».

A festa do dia 5 de abril não teve só a presença e o discurso do embaixador angolano à comunidade local, que de resto enalteceu, pela sua «coragem e determinação». Houve também jantar, «uma Muamba de lamber o beiço», e muita música. A tarde tornou-se serão, mercê da alegria e vivacidade de todos os presentes.

A festa terminaria com mais uma nota de esperança para os angolanos presentes quando o embaixador Agostinho Tavares deixava saber que «o nosso país, depois que acabou a guerra, nunca mais parou no seu franco desenvolvimento!»

Comunidade
A Associação Angolana de Montreal, que tem vivido ultimamente alguns sobressaltos, esteve em festa no passado dia 5 de abril, quando organizou uma tarde e noite em honra dos Acordos de Paz, realizados em Angola, entre os partidos nacionais desavindos e que, por isso mesmo, se cruzaram numa guerra fratricida, pouco depois de se ter tornada independente, em novembro de 1975.
Associacao Angolana de Montreal.doc
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