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rss  Vol. XVIII - Nº 306         Montreal, QC, Canadá - segunda-feira, 21 de Setembro de 2020
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As eleições na LusaQ.TV

Inês Faro

Por Inês Faro

Na reta final do período eleitoral, a LusaQ.TV recebeu no seu estúdio quatro candidatos dos quatro principais partidos nestas eleições provinciais.

Para quem não teve a oportunidade de ver esta emissão, o LusoPresse preparou um resumo das entrevistas com Sylvain Medza, candidato em Bourget pela Coalition Avenir Québec; Jean Rousselle, atual deputado e candidato por Vimont pelo Parti Libéral du Québec; André Frappier, candidato em Crémazie por Québec Solidaire, e por último, Sylvie Legault, candidata em Mercier pelo Parti Québécois.

Sylvain Medza

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Sylvain Medza

O primeiro convidado foi Sylvain Medza do Partido Coalition Avenir Québec. O candidato trabalha no setor das telecomunicações e é a segunda vez que vai a votos. É residente de Bourget, Hochelaga, há dois anos e considera-se um connaisseur da sua circunscrição. O candidato começou por nos falar da sua escolha de se candidatar pelo Partido Coalition Avenir Québec. Em seguida, explicou em que é que consiste o Projet Saint-Laurent, uma das promessas eleitorais do seu partido. Este projeto pretende desenvolver as zonas nas margens do rio Saint-Laurent, através, entre outros da sua limpeza e manutenção. O objetivo é tornar o rio acessível a todos e permitir que se torne um foco de desenvolvimento económico e criador de emprego. Outro dos compromissos do Partido Coalition Avenir Québec é a redução dos impostos em mil dólares por família, através, entre outros, da abolição da Comissão Escolar de Montreal (CSDM). Sylvain Medza falou ainda da re-estruturação da função pública. Através da melhor redistribuição de recursos e pessoal, o partido acredita que haverá uma diminuição da carga fiscal o que levará a um crescimento do investimento e por consequência a um aumento do poder de compra da classe média. Em relação à Carta dos Valores, Sylvain Medza diz ser a favor, mas com algumas reservas. Mas insistiu que essa não é o cavalo de batalha do seu partido e que a prioridade deve ser a discussão sobre a economia e investimento na província.

Jean Rousselle

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Jean Rousselle

A segunda entrevista foi a de Jean Rousselle, atual deputado e candidato por Vimont pelo Parti Libéral du Québec. Um antigo polícia, confortável com o papel de homem político, Jean Rousselle faz um bom balanço da sua campanha. A viver há 52 anos em Vimont, o candidato está como peixe na água na sua circunscrição. Tendo como seu braço direito uma portuguesa, Anabela Monteiro, Jean Rousselle é também um grande adepto da comida portuguesa. O candidato falou das principais preocupações da sua região, destacando a necessidade de melhorar as condições da autoestrada 19. Falou ainda do aumento da população em Vimont e da urgência da criação de novas escolas que possam responder à procura. Já a nível provincial Jean Rousselle mostrou-se preocupado com a diminuição em 67 000 de postos de emprego nos últimos anos, uma tendência, disse, que não se verificou nas outras províncias canadianas. O candidato pelo Parti Libéral du Québec, referiu-se ainda à necessidade de aumentar e melhorar as estruturas de prestação de serviços na saúde na província. A questão do referendo foi também falada, e a posição do candidato é a mesma da que é defendida pelo seu partido. Jean Rousselle considera o livro branco proposto pelo PQ como um faits divers. Ao longo da sua entrevista, o candidato insistiu na necessidade de falar de «vrais affaires», de assuntos sérios e pertinentes como a economia, a saúde e a educação.

André Frappier

André Frappier, candidato em Crémazie pelo Québec Solidaire foi o terceiro entrevistado. Um sindicalista, Frappier é também um veterano das eleições, sendo esta a sua quarta candidatura. O

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André Frappier

candidato diz sentir ventos de mudança, defendendo que as pessoas já estão cansadas das fórmulas tradicionais apresentadas pelos partidos que têm alternado no poder – o PQ e o PLQ. As necessidades reais dos quebequenses são a criação do emprego, o acesso da população a um médico de família, assim como o aumento de funcionários na área da saúde que melhorem os serviços oferecidos pelo sistema público. Frappier acusou a burocracia como um dos principais impedimentos à evolução da economia na província. O candidato denunciou também o que pensa ser uma má atribuição dos fundos públicos, nomeadamente os 4,1 biliões de dólares que são distribuídos às empresas e que colocam o Quebeque em primeiro lugar no que diz respeito ao investimento público em empresas privadas no Canadá, que muitas vezes acabam mesmo por sair da província. Destaca ainda o desperdício dos recursos naturais e nas consequências que essa falta de cuidado pode provocar a longo prazo no Quebeque. O Québec Solidaire é um partido muito centrado nas questões ambientais. Frappier propõe, como o seu partido, um projeto de desenvolvimento dos transportes elétricos, tanto nas cidades como a nível provincial. O objetivo é de colocar o Quebeque como uma província de referência mundial a nível da manutenção dos seus recursos naturais e da criação de estruturas de rentabilização de energias alternativas, em vez de desperdiçar recursos em Anticosti, por exemplo. Em relação ao referendo o candidato representa a posição do seu partido e diz que o Quebeque deve ser feito pelos quebequenses. Nesse sentido, deve responder às necessidades da sua população o que poderá ser feito através do levantamento democrático das opiniões de todos os habitantes da província.

Sylvie Legault

A última entrevista foi à candidata Sylvie Legault do Parti Québécois. A atriz é uma cara conhecida no meio artístico, mas esta é a sua estreia na política. Embora seja residente na zona pela qual se candidata – Mercier, Sylvie Legault tem consciência que a sua candidatura é renhida – esta é também a circunscrição onde se candidata Amir Khadir de Québec Solidaire, mas está confiante na vitória. A candidata falou das principais necessidades que enfrenta a sua circunscrição e das respostas que o PQ pode dar. A criação de mais lugares nas escolas é uma das prioridades, assim como o desenvolvimento das instituições culturais e a criação de serviços de apoio e de estruturas de alojamento para os sem-abrigo.

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Sylvie Legault

Apesar de ser uma cliente assídua da mercearia portuguesa Soares & Filhos e de conhecer um pouco da gastronomia portuguesa, Sylvie Legault diz não conhecer ainda as preocupações da nossa comunidade na sua zona de candidatura. Em termos gerais, a candidata reforçou a mensagem do seu partido, insistindo na solidariedade entre os candidatos do PQ e nas provas dadas pela líder do seu partido neste mandato. Nesse sentido, manteve o discurso oficial na reorganização do acesso aos centros de infância públicos, assim como a lei 63 que prevê a redistribuição do 100 milhões de dólares atribuído às comissões escolares no sentido de os devolver aos seus cidadãos. Por último, Sylvie Legault, nacionalista, disse que a questão da independência ainda não está no top das prioridades, mas a Carta dos Valores sim, é realmente uma das principais batalhas do PQ. Outra das suas lutas é o reforço da língua francesa e a eliminação da corrupção. A candidata insistiu na necessidade da criação de um país.

Com esta série de entrevistas, a LusaQ.TV e o LusoPresse quiseram informar os eleitores da comunidade portuguesa sobre as principais linhas partidárias em discussão nas eleições provinciais 2014. Já sabe, no dia 7 de abril cumpra o seu dever de cidadão. O futuro do Quebeque também está nas suas mãos.

 

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