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rss  Vol. XVIII - Nº 305         Montreal, QC, Canadá - quarta-feira, 26 de Fevereiro de 2020
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A diversidade cultural

A segunda gala dos Grands Prix Mosaïque em preparação

Jules Nadeau

Por Jules Nadeau

A diversidade cultural afirma-se. Os representantes dos médias de todas as origens e de grupos muitas vezes descurados, como os das Primeiras Nações, continuam a organizar-se para se assegurar uma presença maior junto do grande público. Assim, os Grands Prix Mosaïque serão atribuídos pela segunda vez por ocasião da gala de 28 de maio próximo em Montreal.

Em conferência de imprensa, Donald Jean, fundador dos Lys de la Diversité, defendeu com ardor um Quebeque pluralista, para que os médias, tal como espelhos da sociedade, possam refletir toda a sua diversidade. «Várias camadas da sociedade não se reconhecem ainda nos ecrãs, que por vezes não são senão brancos», declarou o iniciador deste evento. Aparte para o LusoPresse, M. Jean confiou-nos precisar de mais ajudantes para ajudar a organização a realizar os seus projetos. De modo concreto, é preciso trabalho e benévolos para avançar. Não chega lançar belas ideias.

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Grande Prémio Mosaico - Alguns dos galardoados junto de membros da organização.
Fotógrafo Jules Nadeau - LusoPresse

O porta-voz da edição de 2014, Boucar Diouf, conseguiu facilmente estimular o entusiasmo dos numerosos representantes dos médias presentes. Com humor, claro. O comunicador senegalês começou por lembrar que animou com Francis Reddy a emissão Des Kiwis et des hommes durante seis anos e que ela foi «a mais diversificada». «É bom abrir a porta aos estrangeiros, mas não é suficiente, é preciso dizer-lhes também que eles podem ir ao frigorífico», continuou o científico. Falou também de Michel Blanc, de colchas e de «regiões não tão monolíticas como se pensa» para fazer passar o seu slogan pessoal: «Viva o Quebeque métissé serré!»

Os nossos leitores lembram-se da remarcada participação de membros da nossa comunidade ilustrando as virtudes da nossa gastronomia. Sob o olhar simpático do lusófilo Daniel Pinard, tinham muito que contar sobre o seu belo Portugal, Helena Loureiro e o escanção David Barros do Portus Calle, os quais fizeram honras à nossa cozinha. O chefe de redação deste jornal, Norberto Aguiar, também fazia parte dessa emissão do 10 de junho de 2010 para apresentar o LusoPresse. Nessa manhã, o mercado Jean-Talon todo florido teve um ar de festa com o fado de Cristina Rodrigues e os seus três músicos. Guardamos uma boa recordação de Des Kiwis et des hommes, um modelo a repetir na Radio-Canada e noutros lados.

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A gala do 28 de maio próximo no Teatro Outremont vai pôr em evidência os defensores da sociedade de acolhimento, das comunidades culturais, das Primeiras Nações, das pessoas deficientes, assim como a comunidade LGBT. Oito «Lírios da diversidade» serão atribuídos nas categorias imprensa, rádio, televisão, web, foto, os novos (la relève), homenagem e construtores.

Esta conferência de imprensa tomou o aspeto duma reunião de amigos onde vieram Louise Harel, o professor Sami Aoun, Michel Jean, John Parisella, Marjorie Theodor e a presidente do júri de 2014, Rachida Azdouz. Em substituição da energética Hélène Tremblay, reformada desde há pouco, Luc Simard tornou-se o novo diretor da Diversidade e Relações Cidadãs na Radio-Canada: «A noção de diversidade é o centro mesmo da nossa visão duma organização pluralista», declarou ele em nome da sociedade do Estado.

 

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A diversidade cultural afirma-se. Os representantes dos médias de todas as origens e de grupos muitas vezes descurados, como os das Primeiras Nações, continuam a organizar-se para se assegurar uma presença maior junto do grande público. Assim, os Grands Prix Mosaïque serão atribuídos pela segunda vez por ocasião da gala de 28 de maio próximo em Montreal.
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