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rss  Vol. XVIII - Nº 305         Montreal, QC, Canadá - terça-feira, 26 de Maio de 2020
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Bilhete de Lisboa

Teatro em Portugal

Filipa Cardoso

Sempre fui apreciadora de bom teatro e ultimamente tenho visto peças de vários géneros de que muito gostei. Assisti praticamente a todas as peças que Filipe La Feria tem levado a cena. A última produção, como sempre com grande sucesso, e num ano em que se comemora os 100 anos do Teatro Politeama, tem como titulo «Grande Revista à Portuguesa» e homenageia o género mais genuíno do nosso teatro.

O texto é de Filipe La Feria, os magníficos figurinos de Costa Reis e o desenho de luzes e a arrojada coreografia de Marco Mercier.

Neste momento de crise é bom assistir a um espetáculo com textos inteligentes, críticos e politicamente incorretos, interpretados por um grande elenco onde se destacam Marina Mota e João Baião.

No Teatro Aberto está em cena uma peça de David Ives intitulada «Vénus de Vison».

David Ives partiu de uma releitura do romance sensual, homónimo, de Leopold Von Sacher-Masoch (1836-1895) e escreveu uma peça inquietante, onde nos perguntamos constantemente se o que parece é.

Os protagonistas desta peça, que aborda o tema das relações entre os homens e as mulheres, são os jovens atores Ana Guiomar e Pedro Laginha, que desempenham magistralmente os seus papéis.

No Teatro da Politécnica, num espaço cedido aos Artistas Unidos pela Reitoria da Universidade de Lisboa, assisti no início do ano a uma peça que tão cedo não me vou esquecer pela brutal atualidade do texto.

A peça «Punk Rock» de Simon Stephens (1971) escrita em 2009, debruça-se sobre a história de sete típicos finalistas de liceu.

É uma reflexão muito realista sobre a juventude, os seus problemas e incertezas, mas também sobre a violência latente no ambiente escolar da própria sociedade.

A minha última ida ao teatro foi a Oeiras, ao Auditório Municipal Eunice Muñoz.

Nunca lá tinha ido, mas valeu a pena, pois a peça «A Casa do Fim da Linha», do dramaturgo Celso Cleto, foi muito exaltante e absorvente.

A peça aborda de uma forma misteriosa a história de duas mulheres (Sofia Alves e Manuela Maria) que se encontram passados trinta anos. Separadas durante a segunda guerra mundial resolvem, finalmente, procurar os verdadeiros motivos que as levaram a seguir rumos diferentes.

O Teatro em Portugal está vivo e recomenda-se.

Bilhete de Lisboa
Sempre fui apreciadora de bom teatro e ultimamente tenho visto peças de vários géneros de que muito gostei. Assisti praticamente a todas as peças que Filipe La Feria tem levado a cena. A última produção, como sempre com grande sucesso, e num ano em que se comemora os 100 anos do Teatro Politeama, tem como titulo «Grande Revista à Portuguesa» e homenageia o género mais genuíno do nosso teatro.
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