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rss  Vol. XVIII - Nº 304         Montreal, QC, Canadá - quarta-feira, 26 de Fevereiro de 2020
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Grupo Ferreira

Continua a crescer

Norberto Aguiar

Por Norberto Aguiar

O Grupo Ferreira continua a sua expansão no meio gastronómico local. Depois do Ferreira Café, um dos restaurantes do top no Quebeque, apareceu o Vasco da Gama, na mesma rua daquele (Peel), com um conceito diferente, mas quão interessante, ao ponto de já também ser um ponto de referência na cidade de Montreal. Outro restaurante do Grupo, o «F-Bar», também percorreu o seu caminho, sem no entanto atingir o fulgor dos seus dois «irmãos» de ramo. Marcou uma presença importante numa zona, «Quartier des Spectacles», muito nobre da cidade, com uma clientela muito específica, mas inconstante. Daí que há semanas, o «F-Bar», que encerrou durante algum tempo para renovações, reabrisse em forma de Taberna Portuguesa, mas com sinal de mais-valia.

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Carlos Ferreira, orgulhoso pela sua nova obra.Foto LusoPresse.

Na verdade, o novo, pode ser assim definido devido à transformação de que foi alvo, Taberna Portuguesa «F», apresenta agora uma gastronomia totalmente diversa daquela que apresentava anteriormente. De fina gastronomia, o Taberna Portuguesa «F» passou para o grupo dos restaurantes de petiscos, aqui mais conhecidos por «restaurantes de tapas». Mas atenção. O Taberna Portuguesa continua com um cardápio de classe, preparado com muita «finesse» e bom gosto. Para quem por lá já passou, pode efetivamente estar de acordo com o que aqui fica escrito. A diferença, porque a há, é que a comida é servida em forma de porções mais pequenas, necessitando-se de, pelo menos, três serviços para que se complete o repasto, no que vai dar ao mesmo, bem vistas as coisas...

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Muita gente compareceu na reabertura do novo «F». Carlos Ferreira, ao centro, recebe um grupo de amigos do seu amigo Alexander Bilodeau, em primeiro plano, à direita.
Foto  - LusoPresse

De maneira a pôr os nossos leitores com o «dente» no Taberna Portuguesa «F», comecemos por falar das entradas. É desta forma que por entre 7,00$ e 16,00$ podemos degustar lulas fritas, polvo grelhado, chouriço picante, etc. Logo depois, o cliente entendido pode pedir um caldo verde tradicional, sardinhas em escabeche, bacalhau à Brás, polvo à Lagareiro e muito mais. Nesta etapa, digamos assim, os preços variam entre os 6,00$ e os 15,00$. Seguindo em frente, chegamos à secção das «Influências». Pizza royale, lulas, camarões com alho, bife a cavalo... por apenas 9,00$ a 17,00$. São preços escassíssimos para a qualidade do que é servido e se come! Ainda não satisfeito, o cliente pode enveredar pela popular bifana portuguesa (12,00$) ou uma choruda sandes de carne (15,00$). Há, com efeito, muito por onde escolher. E nem sequer falamos nas saladas, nas batatas frites (hum...), etc.

Falámos nas secções «Para beber um copo», «Petiscos tradicionais», «As influências», «Os clássicos do F», os «Ao lado...» E ainda há os «Petiscos açucarados» e «A beber». Como se percebe, no primeiro caso trata-se de tudo o que é relacionado com a sobremesa, a começar nos célebres pastéis de nata, passando pelo chocolate ou amêndoas... No segundo caso, tudo do que há de melhor em termos de vinhos de mesa, do tinto ao branco, passando pelo rosé. Champanhe, do verdadeiro, também o há. A variedade dos preços aconselha que seja o cliente a ter a última palavra. Um copo pode ser servido, para quem não queira a garrafa.

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Sandra Ferreira, a nova gerente do «F» recebendo Alexandre Bilodeau.
Foto  - LusoPresse

Toda esta panóplia de pratos e bebidas é servida num ambiente acolhedor, até pela exiguidade do local. As pessoas, no Taberna Portuguesa «F» sentem-se parte da casa, tal é a proximidade entre os convivas, os empregados e mesmo os chefes, com o João Dias a sair da cozinha, vasta e moderna, nos baixos do restaurante, para vir conversar com os clientes. É uma nova forma de estar por «dentro» do que querem as pessoas que procuram um bom restaurante.

E por que ganha peso, o Taberna Portuguesa «F» já recebe gente de todas as procedências da cidade, e não só, e de todas as origens e credos. Na noite da nossa passagem pelo novo «F», vários artistas e desportistas lá estavam a marcar uma presença importante. De resto, até acabámos por falar com Alexandre Bilodeau, o campeão olímpico acabadinho de chegar de Sotchi. «Vim ver e apertar a mão ao meu amigo Carlos». E logo mais adiante: «Conheço melhor o Ferreira Café, que em minha opinião é um dos melhores restaurantes de Montreal. Mas vou passar a vir aqui mais vezes», concluiria a grande vedeta desportiva canadiana.

Por tudo o que fica dito, não é descabido ao nosso leitor passar pelo Taberna Portuguesa «F» e, por si próprio, apreciar mais uma joia da gastronomia portuguesa neste lado do mundo.

Vasco da Gama no aeroporto

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Na introdução deste texto falávamos na expansão do Grupo Ferreira, agora que também tem herdades vinícolas e azeiteiras no Norte de Portugal. E essa expansão tem a ver com a abertura de um outro Vasco da Gama, agora no Aeroporto Pierre-Elliot-Trudeau. É uma estrutura de gabarito, que faz diferença onde foi construído, na secção dos voos internacionais. Beleza para a vista, pois a sua decoração é de vanguarda, com o busto de Vasco da Gama pintado no muro em evidência, não fosse ele o patrono do próprio restaurante. A sua capacidade é de 45 lugares sentados, mas os transeuntes têm sempre a possibilidade de comprar o comer e levá-lo, até, consigo na viagem... E as especialidades começam no bom café, que o Carlos Ferreira garante ser o melhor das redondezas, prossegue com as guarnecidas sandes, e continua com as omeletas e tostas à moda portuguesa, of course. Além de tudo isso, todos os dias há um prato de gastronomia portuguesa.

Pela sua beleza visual, pelo bom ambiente que proporciona, e pelo excelente paladar da sua gastronomia, uma visita ao Vasco da Gama do aeroporto justifica-se perfeitamente.

Reportagem
O Grupo Ferreira continua a sua expansão no meio gastronómico local. Depois do Ferreira Café, um dos restaurantes do top no Quebeque, apareceu o Vasco da Gama, na mesma rua daquele (Peel), com um conceito diferente, mas quão interessante, ao ponto de já também ser um ponto de referência na cidade de Montreal. Outro restaurante do Grupo, o «F-Bar», também percorreu o seu caminho, sem no entanto atingir o fulgor dos seus dois «irmãos» de ramo. Marcou uma presença importante numa zona, «Quartier des Spectacles», muito nobre da cidade, com uma clientela muito específica, mas inconstante. Daí que há semanas, o «F-Bar», que encerrou durante algum tempo para renovações, reabrisse em forma de Taberna Portuguesa, mas com sinal de mais-valia.
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