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rss  Vol. XVII - Nº 300         Montreal, QC, Canadá - domingo, 09 de Agosto de 2020
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Mandela: Uma Revolta Pensada Com 27 Anos de Calvário!

Fernando Pires

Por Fernando Pires

Homem com uma imensa coragem e vinte e sete anos de prisão perpétua em 1964.

Foi nesta data que começou o processo de Mandela, na altura, apelidado de Madiba que é sinónimo de desobediência civil, para que os negros da África do Sul consigam igualdade racial.

Por isso diríamos que essa revolta de Mandela foi uma revolta conscientizada do Apartheid a que o seu povo estava submetido. Ou seja, privado de liberdade e justiça, excluído de direitos sociais e políticos.

Portanto deve dizer-se que a sua luta foi uma batalha de revolta por tudo isto, e ao mesmo tempo pela paz, que ele preconizou depois da sua libertação.

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O apartheid da África do Sul «invernou» durante todos esses anos e só ganhou forma em 1994 com a libertação de uma estrela que se tornou um ícone com a globalização da comunicação dos nossos dias. Este universo numérico tomou, toma, hoje conta das nossas vidas, sem ter em conta as condições das vidas dos humilhados e ofendidos, aos quais homens, mulheres, e crianças, são submetidos. Lembro aqui todo o manto de hipocrisia e de cinismo da correria de muitos dos chefes de Estado, 5 onde alguns impostores apanharam aviões para assistir ao seu funeral.

Claro que nem todos são como aquele primeiro-ministro da Hungria que teria afirmado que não tinha tempo de ir ao funeral porque tinha um jantar.

Não pretendo com isto dizer que não havia sentimentos de todos aqueles que se deslocaram para prestarem homenagem a um homem que tinha uma outra maneira de ver e estar na vida.

Um homem que teve um dever para com o seu país lutando pelo seu povo, onde os argumentos por esta luta não faltavam! Quem impôs senão o congresso Republicano dos EUA, em 1912, uma lista negra do ANC que lutava contra o Apartheid? Isto em nome da estátua da liberdade que a França lhes ofereceu como símbolo da luta que ela travou durante a Revolução Francesa em nome da liberdade!

Devido ao espaço limitado que o LusoPresse me aqui concede devo dizer, que de uma outra forma, foi a escolha pela qual Martin Luther King optou para se revoltar pacificamente em nome dos negros dos Estados Unidos, para que estes negros obtivessem em 1965 os mesmos direitos cívicos que os brancos.

Estes dois ídolos «revoltados», assim como também Indira Gandhi, simbolizam a revolta dos escravos na antiga Grécia milenária de Spartacus!

Deixem-me aqui citar o grande Albert Camus, que no início de um dos seus livros começa por se questionar: «O que é um homem revoltado? Um homem que diz não. Mas se ele recusa, ele não renuncia: é também um homem que diz sim, desde o primeiro movimento». …

Ref.: Albert Camus – O Homem Revoltado.

Coleção Ideias 1951, Edições Gallimard.

Crónica
Homem com uma imensa coragem e vinte e sete anos de prisão perpétua em 1964.
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