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rss  Vol. XVII - Nº 300         Montreal, QC, Canadá - sexta-feira, 29 de Maio de 2020
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Escapadela à Madeira

Por Filipa Cardoso

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Desta vez fiz uma escapadela de 4 dias á Ilha da Madeira, uma ilha linda que fica perto de Lisboa. A viagem dura pouco mais de uma hora.

Quando cheguei fui até ao Posto de Turismo, no Funchal, para saber se havia algum programa cultural. Foi-me sugerido um concerto pela Orquestra de Bandolins da Madeira que se realiza regularmente na English Church, na rua do Quebra Costas, da cidade do Funchal.

Esta orquestra pertence à Associação Recreio Musical da Mocidade e existe desde 1913. Gostei imenso; o programa foi muito bem escolhido, os músicos e o diretor artístico, Eurico Martins, estão de parabéns.

Mesmo ao lado do Posto de Turismo, através de uma singela porta, entrei num espaço museológico fantástico, com mais de 200 anos, o Museu do Vinho da Madeira, mais conhecido pelo Blandy’s Madeira Wine Lodge.

Fiz uma visita guiada muito interessante através de um conjunto de edifícios onde funcionam as adegas e onde se pode admirar livros, utensílios e maquinaria de outras épocas relacionados com as diferentes fases do fabrico do vinho.

Na Sala de Provas admirei pinturas do pintor austríaco Max Rommer, que viveu na Madeira de 1920 a 1950 e fiquei a saber que na Casa das Mudas havia uma exposição retrospetiva da sua obra.

Fiquei com curiosidade de ver mais trabalhos deste pintor e como a Casa das Mudas, no concelho da Calheta é um espaço que vale sempre a pena revisitar, no dia seguinte pude apreciar os imensos trabalhos deste artista tão multifacetado.

Estavam uns dias lindos de sol que convidavam a passear, pelo que nada melhor que conhecer o Jardim Tropical Monte Palace.

Fiquei verdadeiramente deslumbrada e dou razão ao panfleto turístico que coloca este jardim entre os 13 jardins botânicos mais bonitos do Mundo, segundo o CondéNest Traveler.

O jardim que tem uma área de setenta mil metros quadrados pertence á Fundação José Berardo. A sua vegetação luxuriosa mistura-se com diversos lagos, as alamedas foram enriquecidas com magníficos painéis de azulejos e podemos ainda admirar esculturas, pagodes, budas, brasões, verdadeiras peças de arte.

Junto à entrada norte deste Jardim foi construído um edifício para exposições que no seu interior tinha duas mostras de grande interesse.

«Paixão Africana» – escultura contemporânea do Zimbabué e «Segredos da Mãe Natureza» – coleção de minerais e gemas.

Na primeira exposição, distribuída por dois andares, podemos apreciar cerca de mil esculturas em pedra, do norte do Zimbabué, de Tengenenge, aldeia onde a ocupação dos seus habitantes é predominantemente trabalhar naquele tipo de esculturas.

Na segunda exposição, os exemplares encontram-se expostos em cavidades que tentam simular o ambiente natural da sua formação. Podendo-se observar um vastíssimo conjunto de minerais de diversas cores, brilho e formas geométricas, assim como belíssimos exemplares de madeira petrificada.

Infelizmente chegou a hora de partir, mas voltarei num futuro próximo.

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