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rss  Vol. XVII - Nº 299         Montreal, QC, Canadá - quinta-feira, 27 de Fevereiro de 2020
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Na Major League Soccer...

Portugueses são muitíssimo poucos

Norberto Aguiar

Por Norberto Aguiar

A liga de futebol da América do Norte, Major League Soccer, já existe há 17 anos – nasceu em 1996, por sinal no ano em que também apareceu o LusoPresse. E nestes 17 anos, a verdade é que só nos últimos 10 anos começámos a nos interessar mais pelo que nela se passa. A sua evolução como liga de futebol, sobretudo instituída em países (USA e Canadá) onde o futebol era pouco mais do que residual, sempre nos fascinou. É caso para dizer que temos vindo a acompanhar o grande crescimento do nível de futebol da Major Soccer League, que de 10 clubes em 1996, hoje tem 19. Mais impressionante ainda é o número de cidades que estão na linha de partida para entrar com uma equipa na organização dirigida por Dan Garber, um antigo dirigente de hóquei no gelo e que tem sabido traçar o rumo da MLS de forma excecional.

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São 19 os conjuntos que neste momento integram a MLS. Mas, em 2015, portanto, dentro de um ano sensivelmente – é só tirar este mês de dezembro – juntar-se-ão a esta liga mais duas formações, a saber: Orlando City e New York City.

Se a equipa da cidade de Orlando, na Florida, traz um potencial desportivo importante, pois nessa região dos Estados Unidos há muitos apaniguados do futebol, já a formação nova-iorquina é tanto mais espetacular se nos lembrarmos que na cidade já existe, desde o primeiro ano, o Red Bull New York, mesmo se mudou de nome alguns vezes por interesses de ordem comercial.

Enquanto a equipa da Florida se apoia num «ricaço» brasileiro que fez (faz) fortuna nos Estados Unidos, o novo time da maior cidade americana tem como sponsors as equipas milionárias do New York Yankes, da liga de Beisebol, e o Manchester City, da Premier League de Inglaterra. Logo, com tudo para singrar.

Com a adição de mais estes dois clubes, a MLS passa, assim, em 2015, a ter 21 formações nas suas fileiras, falando-se que nos anos subsequentes outras equipas poderão engrossar uma liga que no início muitos pensaram que não duraria mais do que o tempo de uma nova experiência.

Das cidades que se fala que estarão prontas para entrar na MLS, logo que seja dada nova abertura, sim, porque antes de aceitar novos projetos, os seus dirigentes fazem minuciosos estudos de mercado, estão Miami (Florida), com David Beckham e James LeBron, esse mesmo, o melhor basquetebolista dos Estados Unidos do momento, como líderes, Atlanta (Geórgia), St-Louis (Missouri), San Diego (Califórnia), Indianápolis (Indiana), Santo António (Texas), Phoenix (Arizona), Minneapolis (Minnesota), Cleveland (Ohio), Cincinnati (Ohio), Nashville (Tennesse) e mais algumas outras... A par disso, não temos dados para aqui e agora apresentar sobre quantas equipas de futebol estão sendo criadas nas divisões inferiores do futebol norte-americano. A começar pela cidade de Otava, que a partir de 2014 fará parte da National Association League Soccer (NALS), da qual já faz parte o Edmonton FC. Mais interessante ainda é o «maire» de Quebeque, Régis Labeaume, ter reclamado muito recentemente uma equipa de futebol para a sua cidade...

Não há dúvidas. O futebol está para durar nos Estados Unidos e Canadá. Sobretudo nos Estados Unidos, com o poder económico de que dispõem. E isso tem-se revelado na própria Seleção americana, que passou de uma equipa de segunda zona para a formação categorizada que hoje é e que já faz dela uma das melhores 15 seleções do Mundo. Se fizer carreira no Mundial do Brasil no próximo verão, então, aí, os americanos se debruçarão para sempre sobre o fenómeno FUTEBOL, apoiando-o sem reservas, com nítido reflexo para nós, aqui, no Canadá.

De que estão à espera?

Portugal, atualmente, é já um país que exporta futebolistas um pouco por toda a parte. Basta atentar nos atletas nacionais que estão no Chipre (muitos!), na Roménia, em Espanha (os nossos melhores!), em Inglaterra, em França, na Escócia, na Suíça, na Islândia, até no Irão! Mas na MLS (Estados Unidos e Canadá), que tem um campeonato melhor que todos estes países – exceções para Espanha, Inglaterra e França – praticamente não os há. É pena! E é pena porque na MLS as assistências aos jogos são, por média, cerca de 20 mil, enquanto naqueles países, não chegam sequer aos 10 mil assistentes. Mesmo Portugal, com futebol há mais de 100 anos, não tem capacidade para tal. E mais importante ainda é que não há salários em atraso para ninguém!!!

Por tudo o que fica dito, esperamos ansiosamente pelo dia em que a MLS passe a ter jogadores portugueses com frequência e assiduidade nas suas equipas. Enquanto isso não acontece, vamos vivendo com os poucos luso-descendentes que jogam na MLS. A lista é pequena mas fica aqui para benefício de todos aqueles que se interessam pelo futebol desta parte do Mundo.

José Gonçalves, defesa do ano

Nasceu em Lisboa há 28 anos e jogou nas equipas jovens do Benfica e da Seleção Nacional. Como sénior, José Gonçalves se quis singrar saiu de Portugal, primeiro para a Suíça, depois para a Escócia, e de novo voltou para a Suíça. Antes de ingressar esta época no Revolution da Nova Inglaterra, José Gonçalves era jogador do Sion. Veio emprestado para a formação de Bóston. Agora, com uma temporada de luxo, que acabou por o consagrar como Defesa do Ano à frente dos defesas centrais da Seleção dos Estados Unidos Matt Besler (Sporting Kansas City e vencedor em 2012) e Omar Gonzalez (Los Angeles La Galaxy e vencedor em 2011), se tornou capitão da equipa. Uma promoção e prémio importantes para um jogador que tem apenas um ano de clube!

O outro português que ingressou numa equipa da MLS este ano foi David Viana, jovem nascido em França mas com carreira feita em Portugal, no Sporting, onde fez sensação ao ponto de ter sido parte de um conflito com o Futebol Clube do Porto, por se ter comprometido com a equipa nortenha contra a vontade do conjunto lisboeta. David Viana assinou pelo Real Salt Lake – equipa que está na final da Taça MLS, a disputar no sábado, dia 7 de dezembro – mas não durou muito tempo a sua ligação com a formação do Utha. Semanas depois de assinar contrato e sem disputar nenhum jogo, o jovem jogador português foi dispensado...

Luso-descendentes

Depois destas duas exceções portuguesas, há na MLS mais alguns jogadores com sangue lusitano. São os luso-descendentes Matt Reis, guarda-redes do Revolution da Nova Inglaterra, o defesa central A.J. Soares – faz par com José Gonçalves –, o também defesa Agostinho Viana, do Columbus Crew, o médio/defesa Michael Videira do Chicago Fire e é tudo, a menos que haja algum com nome inglês, ou de outra origem, por ser luso-descendente de mãe... Esta questão, de resto, merecerá sempre a nossa atenção nos anos vindouros.

Outros «portugueses»

«Portugueses», naturalmente que entre aspas, são alguns dos jogadores estrangeiros que atuam na MLS mas que já jogaram profissionalmente por equipas portuguesas. Estão neste caso Kamani Hill, avançado americano, de 27 anos, do Rapid do Colorado que já atuou, nomeadamente, pelo Vitória de Guimarães, e os defesas Gale Agbossoumonde, do Toronto FC, de 21 anos e natural do Togo, e Aurelien Collin, do Sporting Kansas City (equipa que também está na final da Taça MLS), de 27 anos e francês de origem que em Portugal jogaram respetivamente no Estoril-Praia e Vitória de Setúbal.

Ano de Campeonato do Mundo

A época da Major League Soccer acaba sábado, dia 7 de dezembro com o jogo da final da Taça entre as formações do Real Salt Lake, campeão da Zona Oeste, e o Sporting Kansas City, campeão da Zona Este. O Real já ganhou uma taça. O Sporting procura a primeira. Qual o favorito? Difícil de prognosticar. Parece-nos, contudo, que a equipa de Kansas City tem um futebol mais espetacular, enquanto, o Real, nos parece ser um time mais objetivo.

Terminado este jogo, todos vão para férias, com a nova época a começar com os treinos a meados de janeiro, isto em ano de Mundial, quando a MLS parará no verão por um período de duas semanas, por dispensa de muitos jogadores para as suas respetivas seleções nacionais...

Desporto
A liga de futebol da América do Norte, Major League Soccer, já existe há 17 anos – nasceu em 1996, por sinal no ano em que também apareceu o LusoPresse. E nestes 17 anos, a verdade é que só nos últimos 10 anos começámos a nos interessar mais pelo que nela se passa. A sua evolução como liga de futebol, sobretudo instituída em países (USA e Canadá) onde o futebol era pouco mais do que residual, sempre nos fascinou. É caso para dizer que temos vindo a acompanhar o grande crescimento do nível de futebol da Major Soccer League, que de 10 clubes em 1996, hoje tem 19. Mais impressionante ainda é o número de cidades que estão na linha de partida para entrar com uma equipa na organização dirigida por Dan Garber, um antigo dirigente de hóquei no gelo e que tem sabido traçar o rumo da MLS de forma excecional.
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