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rss  Vol. XVII - Nº 299         Montreal, QC, Canadá - quinta-feira, 27 de Fevereiro de 2020
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Bilhete de Lisboa

Open House

Por Filipa Cardoso

A Trienal* deste ano, «Close, Closer» – os lugares estão para as pessoas e vice-versa, prolonga-se até 15 de dezembro.

Quanto ao programa Open House foi criado em Londres em 1992 e é um programa sem fins lucrativos que visa estimular o interesse do público pela arquitetura e património construído.

O «Lisboa Open House» é um evento anual inserido no programa «Intervalo» desenvolvido no período que medeia entre cada edição da Trienal.

Este ano estão de portas abertas 60 lugares de interesse, compreendendo não só o edificado como o paisagístico, lugares que normalmente se encontram fechados ao público.

Havia um caderno com a lista dos 60 lugares, com as moradas, horários e todas as indicações para as marcações das visitas.

Foi difícil a escolha e alguns locais ficaram rapidamente com o aceso esgotado.

Dia 5, sábado, fui visitar a Casa da Moeda, que considerei ter sido uma visita muito interessante, conduzida pela Arqt.ª Andreia Galvão.

Este conjunto arquitetónico foi concebido pelo arquiteto Jorge de Almeida Segurado e Iniciado em 1933, coincidindo com a implantação do Estado Novo. O conjunto edificado é composto por duas construções, funcional e arquitetonicamente distintas: um edifício destinado aos serviços administrativos e outro destinado à parte fabril que são ligados por dois passadiços aéreos e simétricos.

No domingo, durante a manhã, visitei os edifícios onde estão instalados o Supremo Tribunal de Justiça e a Câmara Municipal de Lisboa.

O Tribunal funciona desde a sua fundação, em 1833, no lado nordeste da Praça do Comércio.

A entrada faz-se por uma majestosa escadaria que dá acesso à sala designada por Passos Perdidos e à Galeria dos Presidentes. Entramos depois no Salão Nobre, principal sala de audiências onde se realizam todos os atos solenes.

Segui depois para o edifício sede da Câmara Municipal de Lisboa, melhor dizendo, para os Paços do Concelho.

Este edifício ficou associado à Proclamação da República em 5 de outubro de 1910.

O edifício original, construído na reconstrução pombalina, ficou totalmente destruído num incêndio em 1863. No final do século XIX constrói-se o atual edifício que sofreu também um incêndio em 1996 que destruiu os pisos superiores, que foram artisticamente reformulados e ficaram espetaculares.

Gostei particularmente de visitar o salão nobre, que ainda estava cheio de flores uma vez que na véspera acolhera as comemorações do 5 de outubro, e de ir à varanda que dá para a Praça do Município, e que recordamos como palco de tantas manifestações.

Fiquei contente em ter podido participar no programa e mais uma vez senti que quando se quer e empreende o resultado é bom.

*A Trienal de Arquitetura de Lisboa é uma organização sem fins lucrativos cuja missão é investigar, dinamizar e promover o pensamento e a prática em arquitetura, realizando a cada três anos um grande fórum de debate, reflexão e divulgação que cruza fronteiras disciplinares e geográficas.

A primeira Trienal, «Vazios Urbanos», realizou-se em 2007 e envolveu cerca de 52 000 visitantes e participantes.

A segunda edição, «Falemos de Casas», em 2010, triplicou o número de participantes.

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A Trienal* deste ano, «Close, Closer» – os lugares estão para as pessoas e vice-versa, prolonga-se até 15 de dezembro.
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