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rss  Vol. XVII - Nº 297         Montreal, QC, Canadá - quinta-feira, 28 de Maio de 2020
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Paulo Jones, arquiteto...

Oferece por cá os serviços relativos aos imóveis que tenha por lá

Raquel Cunha

Entrevista de Raquel Cunha

Paulo Jones é arquiteto, e veio em janeiro deste ano estabelecer a vida aqui em Montreal. Oferece um serviço único à comunidade, que o LusoPresse faz questão de vos apresentar; uma espécie de embaixada de arquitetura portuguesa, ou seja, para todos os emigrantes que têm cá qualquer questão ligada a imóveis em Portugal, podem contar com ele e com a sua equipa, para tratarem de tudo, desde legalização, legislação e burocracias, até à elaboração de projetos de construção ou renovação dos mesmos.

O que oferece de diferente é «um ponto de apoio, eu estou cá e dou a minha cara aos emigrantes. Assim, eles podem contar com alguém por cá, que tenha experiência e uma equipa de confiança lá, para a ajuda nos projetos relativos a imóveis».

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Paulo Jones, de Lisboa para Montreal...
Foto Raquel Cunha/LusoPresse

Em setembro deste ano, enquanto estava de férias em Portugal, conversou com vários emigrantes, que construíram ou herdaram casas em Portugal. Todos eles afirmaram que tratar dos projetos a distância não era compensatório, levava tempo e era demasiado custoso, além de que, pela distância não estabeleciam essa relação de confiança e proximidade necessária para a criação de um projeto eficaz. Assim, chegou à conclusão que este novo serviço que propõe, poderia vir a ser útil a muita gente, uma vez que os clientes já não precisam de andar à procura de alguém por lá que não conhecem. Paulo Jones acredita que o projeto tem pernas para andar, e afirma que a receção cá tem sido muito boa. «Acho que encontrei o meu caminho», confessa sorridente.

Oferece, portanto, todos os serviços necessários desde licenciamentos, compra de imóveis, projeto de construção ou renovação de moradias. Para isso, o arquiteto fornece todo o apoio necessário por cá, enquanto tem em Portugal uma equipa de confiança que abrange todo o continente e as ilhas. Assim, legalizar imóveis, acompanhar projetos, tratar de assuntos nas câmaras, já não é tão complicado como antes, Paulo Jones oferece a solução, para que fique aqui descansado com o que se passa por lá.

É, portanto, altura de dar-se a conhecer à comunidade, de forma a angariar clientes e ver a sua ideia ganhar raízes, «estou muito entusiasmado», acrescenta. Paulo Jones conta com um bom curriculum, fruto de obras e recuperação de imóveis e patrimónios, tanto públicos como privados. Por cá, colabora com Hermano Alves, na criação do seu novo empreendimento, o D. Henrique.

Nasceu em Lisboa, e por lá cresceu. Em 1984 conhece a sua esposa, Maria do Céu (natural daqui, de Montreal) e que estava de férias em Portugal. Casaram-se e viveram cerca de 20 anos na zona de Palmela. Juntos montaram uma bem-sucedida empresa de arquitetura e construção, um projeto chave na mão, que chegou a contar com cerca de 50 empregados.

Os projetos abarcavam desde imóveis privados, a recuperação de monumentos e patrimónios estatais. Gosta da recuperação como uma paixão e a riqueza arquitetónica portuguesa não deixa de o surpreender. «É preciso saber ouvir o espírito do tempo», realça.

A dificuldade de encontrar os materiais necessários para uma eficaz reabilitação, fizeram com que abrisse uma loja dos mesmos, primeiro em Palmela, em 2004, seguida de outra em Lisboa, dois anos mais tarde.

Tudo corria bem, até que em 2009 a sua esposa sofre um grave problema de saúde. É operada em Portugal, mas decide regressar a Montreal, onde os médicos são mais inovadores e onde tinha todo o suporte familiar.

«Foi como se andasse na autoestrada a 200km/h e de repente puxasse o travão de mão e voltasse para trás, confessa. Foi como se tudo deixasse de fazer sentido. Questionei se valia a pena tanto sacrifício, qual o papel do dinheiro na minha vida. Revi as minhas prioridades e pensei no que era realmente importante. Assim, primeiro vieram os filhos para fazer companhia à mãe. Gostaram tanto de Montreal que quiseram por cá ficar. Eu ainda andei entre cá e lá, mas no início deste ano, resolvi deixar tudo, e começar a vida por cá, perto de quem me é realmente importante».

Assim, vendeu a empresa, e trabalha agora numa companhia de construção que lhe permite conhecer os termos técnicos aqui e familiarizar-me com o processo de construção de cá, e ao mesmo tempo, ganhar a vida. Tem também feito alguns projetos de arquitetura, onde o de maior envergadura é, sem dúvida, a colaboração do D. Henrique.

Esta ideia de criar a ponte entre cá e lá, surge-lhe como uma oportunidade, não só de ajudar os portugueses como também de manter a ligação com Portugal, ligação que não quer perder de vista.

O LusoPresse apoia a ideia, e avisa os leitores que têm agora cá quem lhe cuide das coisas relativas a imóveis, por lá. Para saber mais, consulte o site:

www.paulojones.com ou contacte o 438-875-7717.

Entrevista
Paulo Jones é arquiteto, e veio em janeiro deste ano estabelecer a vida aqui em Montreal. Oferece um serviço único à comunidade, que o LusoPresse faz questão de vos apresentar; uma espécie de embaixada de arquitetura portuguesa, ou seja, para todos os emigrantes que têm cá qualquer questão ligada a imóveis em Portugal, podem contar com ele e com a sua equipa, para tratarem de tudo, desde legalização, legislação e burocracias, até à elaboração de projetos de construção ou renovação dos mesmos.
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