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rss  Vol. XVII - Nº 297         Montreal, QC, Canadá - quinta-feira, 27 de Fevereiro de 2020
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World Tour 2013

Mariza na Place des Arts

Carlos de Jesus

Por Carlos de Jesus

No sábado, 19 de outubro passado, na sala Wilfrid-Pelletier da Place des Arts, em Montreal, Mariza, com a sala esgotada, encantou todos os entusiastas do fado que a foram escutar. No hall de entrada, enquanto esperávamos que as portas da sala se abrissem, dir-se-ia que só se ouviam os quebequenses de gema. Foi preciso chegarmos aos primeiros aplausos e aos «ai fadista!» para nos darmos conta que a comunidade lusa também não se fez rogada para vir apreciar, em grande número, a nova diva do fado.

A primeira vez que a vimos em Montreal, foi no Teatro Outremont, em outubro de 2005, para o lançamento do seu álbum, «Transparente». Foi a descoberta do novo fado, longe do cenário tradicional dos retiros, com a artista, num palco sobriamente iluminado, sem xailes, nem mãos em prece.

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Mariza, na Place des arts, ao seu melhor estilo! Foto de FintanStack

esta vez, Mariza pareceu-nos ainda mais sóbria, apesar de alguns efeitos de luz e som, realmente espetaculares, sobretudo quando se tratava de sublinhar o trabalho do baterista.

Por outro lado, os trinados, entrecortados de silêncios arrastadores, pareceu-nos serem mais filhos da técnica que da emoção. «O Barco Negro», por exemplo, foi duma exímia execução, magistralmente acompanhado pela caixa, como na versão original da Amália, mas o gorjeado da artista deu-lhe um matiz tecno que deve ter dececionado os puristas «amalianos».

Ninguém pode regatear-lhe o lugar que Mariza ocupa na cena do novo fado. Sobretudo junto das camadas mais novas que já não veem este tipo de canção como um dos pilares do fascismo do tempo do «Fado, Fátima e Futebol». E o apreço vai-lhe mesmo muito além-fronteiras, como atesta o facto de ter sido a primeira portuguesa a aparecer no popularíssimo programa da noite da televisão americana «Late Show With David Letterman», de ter cantado no Carnegie Hall ou de ter participado no Festival Womad em 2002, uma organização da Real World de Peter Gabriel, em Reading, no Reino Unido, assim como todas as digressões artísticas que a tem levado a calcorrear as quatro partidas do mundo. Aliás, este espetáculo, está incluído na sua digressão «World Tour 2013» que já a levou a diversas cidades dos Estados Unidos e a Toronto, na sua digressão norte americana, e vai levá-la em seguida até à China, Dinamarca, Hungria, Alemanha, Luxemburgo e Suíça. Estamos deveras longe das biografias de certos artistas que no passado transformavam as suas visitas às salas comunitárias e paroquiais dos luso-descendentes em digressões apoteóticas ao estrangeiro…

Música
No sábado, 19 de outubro passado, na sala Wilfrid-Pelletier da Place des Arts, em Montreal, Mariza, com a sala esgotada, encantou todos os entusiastas do fado que a foram escutar. No hall de entrada, enquanto esperávamos que as portas da sala se abrissem, dir-se-ia que só se ouviam os quebequenses de gema. Foi preciso chegarmos aos primeiros aplausos e aos «ai fadista!» para nos darmos conta que a comunidade lusa também não se fez rogada para vir apreciar, em grande número, a nova diva do fado.
Mariza no Place des arts.doc
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