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rss  Vol. XVII - Nº 296         Montreal, QC, Canadá - sexta-feira, 29 de Maio de 2020
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Qual saltimbanco…

João Neves de novo candidato

Norberto Aguiar

Por Norberto Aguiar

De repente a comunidade portuguesa ficou com mais um candidato (os outros são Luís Miranda, Ana Nunes e António Rodrigues, todos eles referenciados nesta edição do LusoPresse) às eleições municipais de Montreal na pessoa de João Neves, um contabilista conhecido na comunidade como antigo membro do Conselho de Administração da Caixa Desjardins Portuguesa, entre outras responsabilidades.

Depois de ter sido candidato dos partidos liberais do Canadá e do Quebeque, sem nunca ter sido eleito, adiante-se, João Neves agora concorre ao ato eleitoral do próximo dia 3 de novembro como independente, por ter «chegado atrasado nos meus papéis...», perdendo assim a oportunidade de integrar uma equipa vencedora, de entre as que estão aí, no terreno, à procura de vencer as eleições.

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«Podia ter agido com mais rapidez», começa por nos dizer o homem que em 2008 (14 de outubro, fez agora anos...) foi candidato liberal federal pela circunscrição de Rivière du Nord (Saint-Jérôme) e, quatro anos mais tarde, em 2012, se apresentou às eleições provinciais pelas hostes do Partido Liberal do Quebeque, no distrito de Blainville, para logo acrescentar que «podia efetivamente ter ingressado numa das equipas em liça. Mas não deu e agora apresento-me como independente, o que não deixa de ser importante, pois terei oportunidade de dizer o que penso sem impedimentos de ninguém». E quando se lhe fala nas poucas hipóteses de vencer no seu círculo eleitoral à compita com um elemento político do gabarito de Alexander Norris, João Neves diz que «... é no bairro de Jeanne-Mance que há mais portugueses em toda a cidade. Se eles decidirem votar em mim, acho que posso vencer. Avalio em 2000 portugueses os possíveis votantes. Se me escolherem tenho boas hipóteses de ser o eleito na zona de mais portugueses da cidade».

Confrontado com a pouca participação da nossa gente em atos eleitorais, João Neves, de certa forma, perdeu um pouco do seu entusiasmo e lá foi dizendo que «é preciso que a nossa gente vá votar, por mim ou por outro qualquer...».

Na breve troca de impressões que tivemos com João Neves, também foi questão o que pretendia fazer de concreto para melhorar o «bairro dos portugueses», caso seja eleito. O nosso compatriota candidato entregou-nos duas folhas A4 onde lá estavam as suas propostas. Vejamos, sucintamente, o que nos propõe João Neves, um algarvio de boa cepa e que vive na Comunidade há mais de três décadas.

Na lista das suas preocupações, João Neves fala que quer atender às muitas queixas dos residentes relativamente à atuação da administração atual, alegando problemas com os comércios e automobilistas. O excesso de ciclistas nas ruas mais movimentadas, onde não há respeito pelos peões, a diminuição vertiginosa de lugares para estacionamento, com a agravante de serem ocupados, no verão, pelas «praças» destinadas às bicicletas, os excessivos aumentos de impostos e respetivas avaliações dos edifícios, são alguns dos assuntos que levará para a Câmara Municipal de Montreal caso seja eleito no próximo dia 3 de novembro.

Aqui há que esclarecer que João Neves se apresenta como candidato pelo círculo eleitoral de Jeanne-Mance à câmara central; o outro português, que também concorre por Jeanne-Mance, António Rodrigues, da Equipa Coderre, se for eleito, irá trabalhar ao nível da Junta de Freguesia do Plateau Mont-Royal.

Esta nuance é importante que seja explicada na medida em que os portugueses podem votar nos dois candidatos lusitanos sem que haja consequências nefastas para ambos.

Já a terminar, João Neves haveria de nos dizer que também é por uma cidade montrealense sob o signo do «verde».

Eleições Municipais
De repente a comunidade portuguesa ficou com mais um candidato (os outros são Luís Miranda, Ana Nunes e António Rodrigues, todos eles referenciados nesta edição do LusoPresse) às eleições municipais de Montreal na pessoa de João Neves, um contabilista conhecido na comunidade como antigo membro do Conselho de Administração da Caixa Desjardins Portuguesa, entre outras responsabilidades.
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