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rss  Vol. XVII - Nº 295         Montreal, QC, Canadá - sexta-feira, 05 de Junho de 2020
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Michel Brûlé candidato independente...

Procura aliados para a corrida à Câmara

Raquel Cunha

Por Raquel Cunha

Michel Brûlé já fez muito na vida. Com mais de 20 anos dedicados à edição e publicação de livros, fundou várias editoras, entre elas, Les Éditions des Intouchables, as Éditions Michel Brûlé e as Éditions Cornac. Diz-se também cantor, escritor e chegou mesmo a ser proprietário de um bar. Já viveu em vários países e viajou por grande parte do globo. Fala oito línguas, entre elas o português (língua na qual esta entrevista foi feita), que aprendeu quando visitou o Brasil (por cerca de quatro meses) e Portugal (por cerca de dois meses). Segundo ele, o português é uma língua de extrema importância uma vez que é falada por 240 milhões de pessoas, em 5 continentes e em vários países emergentes e futuras potências, como é o caso do Brasil.

Para quem não se recorda, foi ele quem ajudou no patrocínio do livro «Les Portugais 50 ans à Montreal» de Belmira Perpétua, sobre a história dos portugueses em Montreal, comunidade que diz conhecer bem e que sabe ser de «enorme importância para a cidade, com as suas padarias, os seus comércios, restaurantes e comida. É uma comunidade que nos dá um colorido».

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Apesar de já ter vivido tantas vidas, é sobre a sua carreira política, mais precisamente a sua candidatura às próximas autárquicas, que pretende debruçar-se esta conversa, sobretudo agora, que procura candidatos que o ajudem a «recuperar a honra e dignidade de Montreal». Estamos perante um candidato polémico, sem papas na língua, e que promete vir a dar que falar. Por isso, falámos com ele, e deixamos aqui um resumo da conversa.

Acredita num Montreal cosmopolita e na importância da diversidade, «é essa a riqueza de Montreal, a diversidade das nossas origens, e eu acredito num Montreal cosmopolita, francês e aberto a outros idiomas, não só bilingue».

Concorre à presidência da Câmara de Montreal, como candidato independente e propõe entre outras coisas, «reduzir o número de eleitos, renovar o sistema de transporte, fazer as coisas com honestidade, reconstruir as nossas estradas de forma durável, com uma garantia de 25 anos, com é feito na Alemanha, e não como se tem feito aqui, com material e técnicas não duráveis, de forma a privilegiar amigos e lobbies, melhorar a relação dos cidadãos com a polícia, tornar a cidade mais agradável e reconstruir a reputação da cidade que, com tantos escândalos de corrupção, lobbying e a Primavera Érable, caiu muito».

Para isso, formou o seu próprio partido político, a Intégrité Montréal, isto porque «acredito numa democracia transparente, sem nada a esconder e com integridade. É por isso o nome do partido».

Procura candidatos da nossa Comunidade para participarem no partido, e recruta o Sr. e a Sra. Comuns, «não quero advogados, ou pessoas que vivam fechadas num castelo e não saibam nada da realidade. Procuro pessoas normais, com família, contas para pagar, etc. Gente comum, que no fundo somos todos nós, e que tenham vontade de trabalhar e de mudar a cidade onde vivem. Procuro pessoas dinâmicas, honestas e íntegras. Isso para mim é o fundamental. E com uma certa urgência, uma vez que a data limite é o dia 4 de outubro». Fica o apelo e quem estiver interessado pode contactar por email, para michel@michelbrule.com

E, apesar de estar ainda a recrutar a sua equipa e a concorrer contra os quatros principais partidos, Michel Brûlé é categórico ao afirmar que «sim, acredito nas minhas hipóteses de ganhar!».

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Michel Brûlé já fez muito na vida. Com mais de 20 anos dedicados à edição e publicação de livros, fundou várias editoras, entre elas, Les Éditions des Intouchables, as Éditions Michel Brûlé e as Éditions Cornac. Diz-se também cantor, escritor e chegou mesmo a ser proprietário de um bar. Já viveu em vários países e viajou por grande parte do globo. Fala oito línguas, entre elas o português (língua na qual esta entrevista foi feita), que aprendeu quando visitou o Brasil (por cerca de quatro meses) e Portugal (por cerca de dois meses).
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