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rss  Vol. XVII - Nº 295         Montreal, QC, Canadá - sexta-feira, 05 de Junho de 2020
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A cinco jornadas do fim...

Impacto em boa posição

Norberto Aguiar

Por Norberto Aguiar

Quando faltam cinco jogos para terminar o Campeonato da Major League Soccer, o Impacto de Montreal encontra-se em boa posição para ganhar a sua zona (Este), o Campeonato geral (entre as duas zonas Este e Oeste) e para assegurar um lugar na competição de fim de época, as chamadas eliminatórias que, por sua vez, dão lugar ao título mais saboroso desta liga e que é a Taça MLS.

Já aqui explicámos que ao contrário do que acontece na Europa e na maior parte dos países onde o futebol é rei, no Norte da América (Canadá e Estados Unidos) o Campeonato é importante, dando mesmo ao seu vencedor um lugar automático na Liga dos Campeões da CONCACAF, mas não tanto como a Taça MLS, apesar de esta ser disputada somente entre as cinco primeiras equipas de cada zona. Se assim não fosse, por exemplo, não seria o La Galaxy de Los Angeles a ser considerado o campeão de 2012, mas sim o San Jose, também da Califórnia, a ostentar aquele título por ter sido a equipa que terminou a maratona de 34 jornadas em primeiro lugar.

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Mas a liga decidiu assim, e é assim que tem funcionado desde 1996, ano em que foi fundada a MLS. De resto, mesmo se a nossa vontade é outra, como adepto do formato europeu, há, ainda em nossa opinião, pior do que aqui acontece, Argentina e México digit, onde a época tem sempre dois campeões... o de Abertura e o do Encerramento. Desta maneira, é um nunca mais acabar de campeões... Já imaginaram o Barcelona dos últimos tempos, em Espanha, a disputar dois campeonatos num ano?... É por isso que o formato da MLS não é, apesar de tudo, dos piores.

Impacto – Whitecaps, 0-3

Depois de ter perdido o Campeonato do Canadá, contra o Impacto, pela diferença de golos (0-0, em Montreal e 2-2, em Vancouver – desvantagem dos golos sofridos em casa), o Whitecaps passou na cidade há pouco mais de uma semana (dia 21 de setembro) para defrontar os rivais montrealenses em jogo a contar para o Campeonato da Major League Soccer. E vai daí infligiu uma pesada derrota aos homens de Marco Schallibaum, por 3-0, quando menos se esperava.

Com o Impacto em segundo lugar da sua zona e o Whitecaps abaixo do meio da tabela do Oeste, pensava-se que os quebequenses pudessem levar a melhor sobre os pupilos do escocês Martin Rennie, já para não falar no fator casa. Além disso, o melhor avançado do Whitecaps (Camilo) não fazia (não fez) parte do onze inicial. Em face ao que fica dito, fácil era admitir uma vitória caseira.

Mas não foi assim que aconteceu. Venceu o Whitecaps e logo por 3-0, mesmo se os dois últimos dois golos foram apontados aos 89 e 90 minutos de jogo, sobretudo pelo talento e vontade de benfazer do jovem Camilo, entrado aos 59 minutos para substituir o internacional escocês Kenny Miller, autor do primeiro golo, através da marcação de uma grande penalidade por mão de Camará, logo no início do jogo.

Esta derrota e números alcançados, para quem não esteve no estádio, pode parecer uma vitória fácil dos forasteiros. No entanto, manda a justiça dizer que o Impacto foi sobretudo infeliz nalguns períodos do jogo, quando não capitalizou várias das suas oportunidades, algumas esbarrando nos ferros da baliza contrária.

Chicago Fire – Impacto, 2-2

Foi no último sábado que o Impacto mediu forças com o Chicago Fire, em casa deste, num jogo quase decisivo para os «vermelhos» da Cidade dos Ventos. E a verdade é que o desafio teve momentos dramáticos, sobretudo em desfavor do Fire, que luta desesperadamente por um lugar que lhe dê acesso às eliminatórias de fim de época.

Mas logo o jogo lhe começou mal ao consentir um golo ao Impacto, através de Di Vaio, o homem que aos 36 anos está na liderança dos marcadores, agora com 19 golos.

Com a necessidade de vencer, o Chicago Fire lançou-se ao trabalho na procura da vitória, o único resultado que lhe podia dar alguma folga quanto ao seu futuro. E se bem pensou, melhor realizou o feito ao virar o resultado, chegando mesmo a dar a sensação de que a vitória não lhe escaparia e até por números alargados. Isso mesmo esteve, primeiro, nos pés do seu melhor elemento, Mike Magee, que não só já tinha marcado os dois primeiros golos, como tinha a possibilidade de aumentar o seu pecúlio e com ele dar o golpe final no desafio, se marcasse a grande penalidade que se lhe foi confiada. Azar, o remate, potente, foi esbarrar na trave da baliza de Perkins, que assim se safava de uma boa, que era sofrer mais um golo, o terceiro, que poria o desafio fora do alcance dos de Montreal. Lembre-se que o segundo golo do Fire tinha sido obra de um enorme erro do guardião montrealense, quando dentro da sua pequena área quis fintar Magee... Não só perdeu o lance como o avançado americano marcou o golo.

Apesar de falhado o penálti, o Chicago Fire ainda acreditou que poderia segurar a vitória. Não a defendendo, mas sim indo para cima do seu categorizado adversário. E fê-lo com denodo, criando vários embaraços ao Impacto, que atónito permitiu que o Fire criasse oportunidades em série... Mas a sorte estava do lado da formação canadiana que acabou por se livrar de todos os problemas criados por Magee e companhia e ainda teve a sorte de lhe aparecer um golo a favor, a escassos minutos do fim, marcado por um improvável Tissot, defesa esquerdo transformado em extremo quase por obra e graça do Espírito Santo.

Vá lá, o Impacto safou-se com um ponto precioso enquanto o Chicago Fire deu mais um passo atrás na possibilidade de conquistar um dos cinco primeiros lugares da zona onde está inserido, tal qual o Impacto, a Este.

Agora com 18 golos, menos um que Di Vaio, Magee bem pode estar a esta hora a lamentar-se por ter falhado a grande penalidade que lho daria o primeiro lugar dos goleadores e que certamente daria a tão ambicionada vitória à sua equipa.

Liga dos Campeões

Impacto – Herédia, 2-0

Quando falta apenas o encontro San Jose – Herédia a contar para este grupo da Liga dos Campeões da CONCACAF, o Impacto já disse adeus à prova. Duas vitórias em casa, contra aquelas duas equipas, tornaram-se insuficientes, principalmente por via dos golos marcados e sofridos. Assim sendo, o desafio do próximo mês, a disputar na Califórnia, vai decidir tudo, bastando ao San Jose a vitória por um golo, visto o seu diferencial de golos ser nitidamente superior ao dos guatemaltecos.

Esta eliminação do Impacto, quanto a nós, não dá para perceber. A utilização de um grande leque de jogadores, sem tempo de jogo por parte do Impacto, fez a diferença. E tudo isso porque o Impacto tem ambições de fazer carreira nas eliminatórias de fim de época. Então, uma equipa como o Impacto, onde, que saibamos, são todos jogadores profissionais, não tem cabedal para disputar duas provas importantes simultaneamente? Pela atitude dos seus responsáveis nestas últimas semanas é isso que deixa perceber...

Mais valia que o Impacto tivesse perdido a eliminatória, em maio, contra o Whitecaps...

Pelos jogos que vimos, o Impacto bem poderia estar neste momento apurado para os quartos-de-final da Liga dos Campeões. E quem sabe se não teria hipóteses de ir longe?

Próximos jogos

Sexta-feira, dia 4

Houston – Impacto

Sábado, dia 12, 14h30

Impacto – Revolution

Quarta-feira, dia 16

La Galaxy – Impacto

Sábado, dia 19, 14h00

Impacto – União de Filadélfia.

Desporto
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