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rss  Vol. XVII - Nº 294         Montreal, QC, Canadá - quinta-feira, 22 de Agosto de 2019
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No Gillette Stadium

Impacto goleia

Norberto Aguiar

Por Norberto Aguiar

Foxoboro, Nova Inglaterra – O Impacto ainda não tinha aquecido as «baterias» e já se via a ganhar o jogo, logo aos 4 minutos. Melhor ainda, marcou o golo, de penalty, e passou a contar mais um jogador por via da expulsão de Reis, guardião contrário, que ao cometer a grande penalidade, acabou por ser expulso pelo árbitro. Decisão rigorosa, isto na medida em que Di Vaio, a não ser derrubado, não se encontraria enquadrado com a baliza... Daí que a expulsão tenha sido, em nossa opinião, errada.

Mas quem não esteve com meias medidas foi Patrick Bernier, que chamado a marcar o castigo máximo não se fez rogado, batendo a bola de forma exemplar, com o guarda meta a cair para o lado contrário para onde foi a bola.

A jogar com mais um elemento, não se pense que o Impacto teve vida fácil. Nada disso.

Decorridos apenas cinco minutos e Diego Fagundez empatava a partida numa bela jogada de contra-ataque.

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Marco Di Vaio, o líder dos marcadores da MLS, com 18 golos.
Foto Péé

Motivados pelo empate, os homens do Revolution puseram-se ao trabalho e deram muito que fazer aos montrealenses, que pareceram não saber jogar com mais um homem... Estávamos nisso, isto é, com o Revolution por cima, e o árbitro, de novo, a mandar a bola para a marca de grande penalidade. A decisão, de novo controversa, onde os protestos se fizeram sentir de forma insistente, resultou de um lance entre José Gonçalves, o português da equipa, e Di Vaio, com o italiano a estatelar-se dentro da área. Mais uma vez o árbitro, Sorin Stoica, não teve dúvidas. Outra vez chamado a apontar o castigo, Bernier voltou a marcar golo, em remate não tão evidente quanto o primeiro. Com este segundo golo de penalty, Patrick Bernier já transformou 10 grandes penalidades desde que regressou ao Impacto no ano passado e nesses 10 lances, todos foram transformados em golo. Se não é inédito, é caso para dizer que deve andar lá perto.

Abalados com mais um castigo máximo transformado em golo, os jogadores do Revolution perderam algum fulgor, agravado com alguma desconcentração. Foi assim que veio o terceiro golo ainda antes do intervalo. Um duro golpe para uma equipa que apesar de jogar com menos um elemento tudo fazia para recuperar terreno.

Di Vaio impact-fc-2013-03-16-940.jpg

Veio a segunda parte e com ela mais um golo de Di Vaio, num lance de nítido contra-ataque. Corrida, viragem rápida para o interior da área e remate fulminante. Sem hipóteses para Bobby Shuttleworth, no terreno em substituição do avançado Charles Barret, para poder defender a baliza deixada vaga pela expulsão de Matt Reis, o segundo luso-descendente do Revolution – o outro é A.J. Soares, defesa central que faz dupla com José Gonçalves, jogador que foi júnior do Benfica.

Com o quarto golo, o jogo ficou praticamente decidido. E no caso do Impacto, pensámos que o seu treinador aproveitaria esse facto para fazer rodar os seus elementos menos utilizados. Nada disso aconteceu, numa prova de que Marco Schallibaum não deve ter os suplentes em muito boa estima...

Aos 75 minutos, o Revolution ainda marcaria um segundo golo, de resto, pelo seu melhor elemento, Kelyn Rowe, um centro-campista jovem mas cheio de energia e bom futebol. Tem, de toda a certeza, futuro na modalidade que pratica.

Pessoalmente, foi a primeira vez que assistimos a um jogo de futebol do Impacto no estrangeiro. Esperemos que não seja o único. E para que isso acontecesse, uma pessoa implicou-se a fundo: Eric Forest, da equipa de Comunicações do Impacto. Além da obtenção da credencial para que assistíssemos ao Revolution – Impacto, já vimos que essa ação acabou por nos valer a outra credencial, aquela que nos fez assistir, pela primeira vez a um jogo de futebol da Seleção de Portugal, no caso Portugal – Brasil, disputado em Bóston.

Impacto – Columbus Crew, 1-2

De regresso a casa, o Impacto defrontou o Columbus Crew, uma formação da sua zona, a de Este, e que por acaso não está, ou não estava, muito bem classificada com vista à prova de fim de época. Contudo, num assomo de esforço e categoria, o Columbus Crew veio a Montreal no passado sábado bater o Impacto por 2-1, depois de ter estado a perder a maior parte do tempo de jogo. Algum relaxe, desconcentração, e sobretudo a portentosa exibição de Federico Higuain fizeram o resto. No final, vitória dos homens do Ohio, que depois de terem despedido o seu treinador estão a recuperar terreno no campeonato sob as ordens do até aqui treinador adjunto, Brian Bliss, de maneira a continuarem a sonhar com as eliminatórias de fim de época.

Já para o Impacto, esta derrota não faz mossa, pois os montrealenses continuam a estar bem posicionados, nos lugares cimeiros, e ainda com um jogo a menos. Ganho esse jogo, o Impacto fica no primeiro lugar da zona Este do campeonato sem grandes sobressaltos.

Mas o risco está no próximo embate, de novo no Estádio Saputo, e já sábado, diante do rival Whitecaps de Vancouver, que também precisa de pontos para poder estar na fase das eliminatórias. Se ganhar sábado, o Impacto fica bem posicionado para o resto da competição.

Liga dos Campeões

San Jose – Impacto, 3-0

Terça-feira à noite, o Impacto jogou na Califórnia, contra o San Jose para a Liga de Campeões da CONCACAF. Uma derrota, pesada, por 3-0, foi o que os montrealenses conseguiram «arranjar»...

Mal jogado, o resultado deste desafio deixa agora o Impacto na obrigação de ganhar terça-feira que vem, em casa, diante do Herédia da Guatemala, formação que já tem seis pontos, por ter ganho os dois jogos realizados em casa. Mesmo se ganhar, o Impacto fica dependente do resultado do jogo a disputar entre o San Jose e o Herédia, na Califórnia. Porém, caso os guatemaltecos vencem ou empatem em Montreal, serão eles a passar à fase seguinte da prova.

Desporto
Foxoboro, Nova Inglaterra – O Impacto ainda não tinha aquecido as «baterias» e já se via a ganhar o jogo, logo aos 4 minutos.
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