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rss  Vol. XVII - Nº 292         Montreal, QC, Canadá - quarta-feira, 11 de Dezembro de 2019
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Havendo união de esforços...

Canadá pode ser importante janela de negócios

Norberto Aguiar

Entrevista de Norberto Aguiar

Em plena primavera, esteve de passagem por Montreal uma delegação do Banco Espírito Santo dos Açores e que integrava o seu presidente executivo, Dr. Gualter Furtado, o dinamizador para os residentes no estrangeiro, Jorge Miguel Valério Cunha, e o diretor do escritório de Toronto, com abertura para todo o Canadá, Rui Ferreira. O triunvirato deslocou-se a Montreal para discutir e acertar pormenores do plano de rotina que liga, desde 1992, o Grupo Espírito Santo à Caixa Desjardins Portuguesa.

Depois de reunião com os dirigentes máximos da Caixa, o LusoPresse teve oportunidade de se encontrar com os três banqueiros no restaurante Portus Calle. Na mesma altura, juntou-se ao grupo açoriano a diretora-geral da Caixa Portuguesa, Jacinta Amâncio.

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Jacinta Amâncio, da Caixa Desjardins Portuguesa, e Gualter Furtado, do Banco Espírito Santo dos Açores em amena conversa
Fotógrafo  - LusoPresse

Enquanto almoçavam, os dirigentes do banco açoriano, que mesmo se ligado ao Grupo Espírito Santo, com sede em Lisboa, tem total autonomia de funcionamento, foram dialogando com o representante do LusoPresse. Daí que ficássemos a saber que o Banco Espírito Santo dos Açores é resultado da transformação e fusão das antigas Caixas Económicas da Misericórdia dos Açores no atual Banco Espírito Santo dos Açores. Para além disso, ou em função disso, como nos disse o Dr. Gualter Furtado, o BES Açores é agora o verdadeiro banco dos açorianos, isto depois que o Banco Comercial dos Açores passou para a bandeira do BANIF. Já agora diga-se que a venda do BCA ao BANIF, na ótica do Dr. Gualter Furtado, nunca devia ter acontecido. «Atualmente todos os poderes que estavam no BCA estão instalados em Lisboa, contrariamente ao que fora protagonizado na altura do negócio», diz com nítida mágoa o antigo secretário Regional das Finanças ao tempo do governo do Dr. Mota Amaral, homem e político que admira.

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Jorge Miguel Cunha, Dinamizador para os residentes no estrangeiro, Rui Ferreira, Diretor do Escritório de Toronto, Jacinta Amâncio, diretora-geral da Caixa Portuguesa, e Gualter Furtado, presidente executivo do Banco Espírito Santo dos Açores,quando posavam para o fotógrafo do LusoPresse

Sempre na conversa a quatro, mais o jornalista, bem entendido, fomos também sabendo que o Grupo Espírito Santo é um aglomerado financeiro sólido, com delegações, filiais e escritórios em várias partes do Mundo, desde Nova Iorque a Londres, de Caracas a Milão, passando por Lausanne, Luanda e mais recentemente Maputo. Na América do Norte há o escritório em Toronto, dirigido por Rui Ferreira, bancário muito apreciado e com vasta experiência na matéria. Nos Estados Unidos, com Nova Iorque como ponto central, há o Dr. António Gato como responsável das operações que vão até à Florida, onde há um departamento de investimentos. E se formos mais longe nas informações, também ficamos a saber que o delegado para as Bermudas é Jorge Alves. Aqui, abre-se um parêntesis para dizer que o BANIF abandonou a delegação que possuía na ilha. Uma rede, como se verifica, muito vasta e que não parece ter correspondência na grande parte dos outros bancos portugueses por maior que seja a sua influência em território nacional.

Falando agora mais concretamente sobre o BES Açores, fomos informados que a prova de que este banco é o mais açoriano de todos resulta do facto de ter cada vez mais apoios da massa popular em todas as ilhas, já para não falar dos seus principais acionistas que vêm do tecido empresarial açoriano, a começar pelo Grupo Bensaúde, e estendendo-se também às próprias Misericórdias.

E depois, este banco também se apoia em ramos de atividade que vão dos Seguros (companhia Tranquilidade) ao turismo, aqui por meio de agências de viagens de vanguarda e hotéis (Grupo Bensaúde, claro está)... Tudo isso faz com que o BES Açores tenha resultados positivos desde há 11 anos. E tão importante ou mais, como nos referiu o Dr. Gualter Furtado, «é que os nossos lucros são investidos nos Açores».

Já virando-se para a componente social do seu banco, o presidente executivo logo avança que não são descurados os apoios às creches, às escolas profissionais da região, aspeto que considera fundamental para o progresso nos Açores, «há que apoiar a qualificação da nossa mão-de-obra», argumenta com convicção, entre outras entidades comunitárias. Além de tudo isso, o credenciado banqueiro ainda invocou, com certo orgulho, os mais de cinco mil trabalhadores que andam à volta das empresas do grupo do qual o BES Açores faz parte.

Virando-se agora mais concretamente para as nossas comunidades da América do Norte, com incidência no Canadá, país que bem conhece, o Dr. Gualter Furtado estranha que as autoridades portuguesas não se façam representar mais amiúde neste país (ver texto seu noutra local desta edição do LusoPresse), de forma a ganhar mais protagonismo, sabendo-se como o Canadá possui um potencial enorme e que muito poderia ajudar Portugal neste momento de grande crise.

Falou também nas organizações comunitárias, como as Casas dos Açores e, por exemplo, na ACAPO, poderosa organização de empresários portugueses do Ontário... A articulação de esforços e boas vontades entre os governos (dos Açores e de Portugal) e estas organizações comunitárias, no dizer do nosso ilustre interlocutor, poderia abrir ótimas janelas de negócios, onde Portugal e os Açores são mais fortes, como sejam os domínios dos Laticínios, Pescas, Turismo e Construção civil. As empresas, sobretudo açorianas, iriam beneficiar e muito com essa tomada de medidas. A entrada de um novo fluxo de emigrantes de forma a aliviar um pouco a falta de emprego no nosso país, também podia ser um vetor a considerar.

Não sendo assim, os empresários açorianos, ultimamente, têm-se virado para missões exploratórias de mercados como a Finlândia, a Rússia, entre outros países. Neste caso, os transportes (ligações aéreas) têm merecido a prioridade, assim como o turismo, negócios fundamentais para uma região periférica como é os Açores. Também Cabo Verde tem sido um destino a explorar, onde já na parte final do seu mandato, Carlos César levou àquele arquipélago 40 empresários. O BES dos Açores integrou a comitiva.

Não quisemos terminar a nossa conversa com a delegação banqueira açoriana sem aflorar alguns assuntos de ordem mais regional. O que pensa do novo presidente do PSD-Açores, partido em que Gualter Furtado chegou a ter posição de grande destaque; se Vasco Cordeiro é o homem certo para dirigir os Açores; entre outras situações políticas e sociais.

Demonstrando que a sua veia política está longe de esmorecer, mesmo se hoje o Dr. Gualter Furtado dá a sensação de apenas se concentrar no banco que vem dirigindo de forma brilhante há anos a esta parte, ele lá nos foi dizendo que a escolha de Vasco Cordeiro foi correta «por se tratar de pessoa séria, competente e que gosta de ouvir». Também a juventude do novo presidente açoriano foi considerada como positiva. «Mas o novo presidente vai ter, pelo momento que se atravessa, uma tarefa muito difícil», logo ajuntou. De seguida, o Dr. Gualter Furtado elogiou o novo presidente do seu PSD-Açores. «O Duarte Faria é um bom elemento para o PSD-Açores. Estou convencido de que vai fazer um bom trabalho».

Entre muitos outros assuntos, respigámos, por fim, aquele que diz respeito ao Hotel/Casino a edificar em Calheta de Teive e que há anos é um monstro de bloco armado numa zona cada vez mais bonita da cidade de Ponta Delgada. Primeiro, o Dr. Gualter Furtado questionou-se pela pertinência de se construir um casino no local, mesmo na ilha. Depois, avançou com a opinião de que «a única solução para aquela que é uma grande vergonha para todos os açorianos é simplesmente a implosão do edifício, já! e a imediata construção de um jardim no local».

 

 

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Em plena primavera, esteve de passagem por Montreal uma delegação do Banco Espírito Santo dos Açores e que integrava o seu presidente executivo, Dr. Gualter Furtado, o dinamizador para os residentes no estrangeiro, Jorge Miguel Valério Cunha, e o diretor do escritório de Toronto, com abertura para todo o Canadá, Rui Ferreira. O triunvirato deslocou-se a Montreal para discutir e acertar pormenores do plano de rotina que liga, desde 1992, o Grupo Espírito Santo à Caixa Desjardins Portuguesa.
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