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rss  Vol. XVII - Nº 285         Montreal, QC, Canadá - sexta-feira, 23 de Outubro de 2020
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No Comité Olímpico Canadiano

Média étnicos alvos de estima

Norberto Aguiar

Por Norberto Aguiar

Foi no passado dia 26 de março que o Comité Olímpico Canadiano recebeu a Imprensa étnica da grande região de Montreal. O encontro teve lugar numa das salas do prestigioso Hotel Sherathon, no centro da cidade e teve como anfitriões o presidente Marcel Aubut e toda a sua equipa de Comunicações, desde o seu diretor executivo, Dimitri Soudas, à nossa luso-descendente Jane Almeida, responsável das Relações com os Média. Quatro atletas olímpicos, Sandra Sassine (esgrima), Vitoria Poom (natação), Achraf Tadilli (atletismo) e Sérgio Pessoa (judo), também marcaram presença no encontro com os jornalistas de origem étnica. De resto, como os quatro atletas, já que Sandra é de origem egípcia, Vitoria é de origem chinesa (Hong Kong), Tadilli é de origem marroquina e o Sérgio nasceu no Brasil.

Logo de entrada, o presidente do COC quis demonstrar a estima que tinha pelo trabalho dos Média de origem diversa, que considera fundamental num país como o Canadá. Daí que tenha logo acedido à sugestão de Dimitri Soudas e a sua adjunta, Jane Almeida, em organizar um encontro do género, onde a transmissão de colaboração se pudesse fazer com mais frequência e melhor colaboração, até porque vêm aí grandes competições internacionais onde o Canadá conta, de novo, fazer figura de proa.

Olimpicos Julie Sergio Jane.JPG
No Comité Olímpico Canadiano, a língua portuguesa está superiormente bem representada através da lusófila Julie Mahoney, pelo lusófono Sérgio Pessoa, e pela lusodescendente Jane Almeida.
Foto  - LusoPresse

Marcel Aubut, em tom exuberante, como é aliás seu timbre, falou com entusiasmo do Canadá como país, do COC e seus atletas, ao mesmo tempo que perspetivava o futuro do desporto canadiano no panorama internacional. E falou de Sotchi 2014, Toronto 2015 e Rio 2016, acontecimentos desportivos de suma importância para os atletas canadianos. Foi nessa perspetiva que Marcel Aubut acedeu à proposta dos seus colaboradores diretos, que muito elogiou, não fosse ele uma pessoa que costumamos apelidar de coração aberto. Vê-se que há muita cumplicidade entre toda a equipa do Comité Olímpico Canadiano, que se estende aos atletas. De tal maneira essa cumplicidade é visível que todos chegam a tratar-se por tu (uma forma de dizer)... Uma antiga atleta, em conversa connosco, foi mais longe e contou-nos que desde que Marcel Aubut é presidente do COC quase tudo mudou, claramente para melhor. Mesmo ao nível institucional, Marcel Aubut tem marcado pontos decisivos. «Antes de Marcel Aubut, o Comité Olímpico Canadiano no Quebeque era quase simbólico. Hoje nós temos uma importância cada vez maior e com isso todos nós ganhamos», aludiu a nossa interlocutora.

Depois da agradável intervenção do homem forte do desporto canadiano, intervieram os quatro atletas, cada um contando um pouco da sua vida de atleta olímpico num país que aprenderam a tomar como seu. E os comentários foram todos abonatórios. Pudera, como alguns poderão dizer. Não se trata disso. Somos de opinião que os quatro olímpicos canadianos o que disseram, disseram-no de forma verdadeira, a começar pelo Sérgio Pessoa que chegou ao Canadá com 16 anos e que quer estar no Brasil, em 2016, para ganhar uma medalha pelo Canadá. E quem é que pode duvidar disso!?

Olimpicos Marcel Aubut com atletas.JPG
Foto  - LusoPresse

Já Vitoria Poom, olímpica em 2008 e 2012 disse agradecer aos pais a disciplina e ética de trabalho que lhe inculcaram, pois só assim pôde chegar ao nível de excelência de uma atleta olímpica. Vitoria Poom, enorme e esbelta chegou ao Canadá com apenas 11 anos.

Quanto à Achraf Tadilli ser «membro da equipa olímpica canadiana significa representar todos os canadianos. E eu penso, continuou, que nós devemos trabalhar duro com vista a aproximar todos os canadianos de todas as origens», daí ter «acedido a participar nesta sessão», rematou. De notar que Tadilli começou por praticar o nosso futebol...

Sandra Sassine nasceu no Canadá de pai egípcio, chegado a Chibougamau com a idade de 25 anos. A esgrima, que pratica desde muito nova, faz parte da «minha herança familiar», pois o pai chegou a ser campeão de África na mesma modalidade. «Estou imensamente orgulhosa da paixão da minha família pelo desporto desde o Egito ao Canadá, uma ligação que faz parte do que eu sou hoje», afirma com largo e decidido sorriso a bonita atleta.

A sessão olímpica do Sherathon terminou como começou, com a intervenção de Dimitri Soudas, um fervoroso político que começou a sua carreira como assessor do presidente da Câmara de Montreal, Gerald Tremblay – pelo menos foi assim que o conhecemos – e que continuou como braço direito de Stephen Harper, até deixar Otava e ingressar no Comité Olímpico Canadiano. Nesta última intervenção, Dimitri voltou a referir-se a Marcel Aubut de maneira elogiosa, dando conta que o jornal de Toronto Globe and Mail acabava de classificar o presidente do COC como a terceira pessoa mais importante no desporto canadiano.

Por fim, já depois de termos assistido à apresentação de um vídeo que fazia eco das proezas do Desporto Canadiano – no qual se via a nossa luso-descendente Meaghan Benfeito, que foi algumas vezes citada durante o encontro mas que não esteve presente por estar em Dubai, em competição –, Jane Almeida, a nossa portuguesa do staff olímpico deste país (tentaremos falar dela noutra ocasião) não deixou ninguém sair da sala sem entregar um saquinho como prenda do COC e no qual se encontravam um bonito bloco de notas COC e um par de luvas também com o emblema do COC.

Julie Mahoney

Em todos os lados e em todas as circunstâncias as nossas antenas estão sempre, mas sempre, atentas às coisas que dizem respeito ao nosso país de origem, Portugal. E reparem, sem negar o amor que também já nutrimos por este grande e belo país que tantas coisas boas nos deu e continua a dar, um dia contarei... Daí que língua, tradições, pessoas em lugares de destaque, etc. estão sempre no nosso ponto de mira. Por isso não é de admirar que num qualquer lugar nos apareçam as coisas mais incríveis por interessantes. Neste caso falamos de Julie Mahoney, uma quebequense de «souche» francesa, mas também inglesa, como o seu nome de família deixa transparecer. A Julie, ficámos babados, ao trocar impressões connosco acaba por nos confessar que arranha o português, «porque quando era jovem tinha amigos portugueses», diz, para logo acrescentar que «sou amiga de Myrzah Bello, conhece?». Nessa altura estávamos a falar da sua carreira olímpica, que terminou em 2001, explicando-nos ela que praticava esgrima. A partir daí só deu para falar português com a Julie. Um português muito interessante para quem aprendeu o idioma com amigos e que passou pelo Brasil algum tempo.

Fora da azáfama das competições, Julie Mahoney trabalha para o Comité Olímpico Canadiano, secção Quebeque (as instalações são no Parque Olímpico), onde presta apoio aos atletas.

Bem-vinda Julie ao seio dos lusófilos da Comunidade Portuguesa de Montreal!

 

 

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