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rss  Vol. XVII - Nº 285         Montreal, QC, Canadá - sexta-feira, 23 de Outubro de 2020
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13° Dia da Mulher do LusoPresse

Galeria das participantes

Dia da Mulher Mesa.JPG
A Mesa da Coordenação e de reportagem - Da esquerda para a direita, Fernando Pires, Vitória Faria, Carlos de Jesus, Norberto Aguiar, Inês Faro e Anália Narciso.
Foto Karene Aguiar - LusoPresse

1 – Manuela Pedroso, diretora do Centro de Ajuda à família

Vive no Canadá há 25 anos, o que considera pouco tempo. Pela natureza do seu trabalho social, particularmente no auxílio às mulheres vítimas de violência conjugal, considera que o facto de o Centro de Ajuda à Família se encontrar fora do que se costuma designar como o bairro português a tem ajudado na sua missão. Ao longo dos anos teve a oportunidade de ver muito sofrimento e recorda uma mulher, hoje com 90 anos, que foi violentada pelo marido e agora sofre às mãos dos filhos. Mas, ao contrário do que se pensa, também há homens vítimas de violência conjugal mas sobretudo jovens. Lamenta que a imprensa local não dê a cobertura necessária a esta problemática da nossa comunidade. Em 10 anos já deram apoio a mais de 20 mil pessoas.

 

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2 – Ludmila Aguiar, profissional: diretora de Vendas do Hotel 10

Nasceu já no Canadá, há 36 anos e fala um português escorreito. Como filha do editor do LusoPresse tem participado na vida do jornal desde o seu início. Apesar do avanço feminista dos últimos anos continua a considerar que os postos de direção nas empresas ainda são dominados pelos homens. Deu como exemplo o seu caso, onde é a única mulher entre os diretores do hotel para onde trabalha.

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3 – Isabel dos Santos, atriz – antiga vereadora municipal

Vive aqui há 23 anos. Formou-se em teatro em Portugal e veio para o Canadá para fazer um mestrado em teatro. Acabou por ficar por cá.

Tem duas filhas, foi vereadora na Câmara Municipal de Montreal durante 4 anos e continua a fazer teatro e televisão. Gosta imenso do contacto com o público e de o servir, por isso se lançou em política.

Apesar de estarmos em 2013 considera que, como todas as mulheres, tem dificuldades em falar de si mesma.

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4 – Odete Cláudio, professora – uma das pioneiras do ensino do Português na comunidade – escritora, já publicou vários livros

Tem 73 anos e 40 de vida no Canadá. O seu sonho sempre foi ser professora e conseguiu realizá-lo mesmo quando o conselheiro da emigração, à chegada, lhe tenha vaticinado que o ensino não era para ela. Hoje, embora reformada, continua a dar aulas aos…netos.

Entre 1972 e 1982 trabalhou no acolhimento à comunidade. Estudou na Universidade do Quebeque em Montreal e ensinou na escola comunitária em português.

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5 – Ana Souto, mulher pioneira na comunidade, natural do Faial, chegou em 1957 ao Canadá

O marido tinha vindo um ano antes no navio Colúmbia, com destino a Halifax, e foi depois para a Nova Brunswick, como trabalhador da construção. Mais tarde, a convite do próprio patrão, veio para Montreal e instalaram-se em Pointe-aux-Trembles. Um ano depois de aqui instalados foram buscar familiares aos Açores.

Lembra-se da viagem de táxi de Dorval a Pointe-aux-Trembles onde o chofer se perdeu e levou horas a encontrar o endereço. Mas tem muitas boas recordações desses tempos.

Começou desde o início a organizar festas para divertir toda a gente das suas amizades. Ajudou a criar um rancho folclórico no mesmo meio. O rancho chamava-se a Chamarrita do Faial. Nessa altura poucas eram as mulheres que viviam na comunidade.

O primeiro dinheiro que amealharam foi para pagar as viagens para o Canadá, o segundo foi para comprar uma casa. «A vida na altura com os Liberais era mais fácil. Agora com os Conservadores está pior».

E no fim arrematou com um suspiro: «O Canadá naquele tempo era um paraíso. Agora é um inferno.»

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6 – Maria Furtado, empresária. Fundou o Livro do Galo e fê-lo viver durante mais de 40 anos

Natural de São Miguel, agora com 84 anos, a Maria Furtado sente-se um pouco vergada pelos anos, mas o seu estado de espírito contínua alerta e mordaz.

Conhece a comunidade por dentro e por fora. Teria muito que contar e também muito que perdoar – «Perdoar, mas não esquecer!», arremata.

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7 – Nisa Remígio, cineasta e pesquisadora

 

Nasceu em Montreal e foi viver para os Açores. Regressou ao Canadá já adulta. Tem um estudo feito e publicado sobre as Mulheres açorianas.

Foi professora nos Açores, onde viveu dez anos. No Canadá fez estudos em cinematografia. Tem duas paixões: A Arte e a Identidade. Tem uma exposição permanente nos Açores e tem feito pesquisa sobre a velhice e os grupos étnicos.

A sua implicação com os grupos étnicos levou-a a ocupar-se dos emigrantes recém-chegados no CEGEP St-Laurent. Pensa voltar à Universidade para um doutoramento.

As suas vivências em terras de emigração já a levaram ao Brasil e à Espanha.

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8 – Manuela Franco, profissional em contabilidade – nasceu e cresceu nas Sete Ilhas. Veio estudar para Montreal com 17 anos

No seu português bem fluente onde perpassam ligeiros matizes da cor local, é quase um milagre que uma jovem aqui nascida e criada, para quem a cultura e a língua portuguesa, na sua meninice, não ia mais longe que o ambiente familiar, se possa exprimir assim tão bem na língua de seus pais e faça questão de transmitir essa herança aos filhos, não obstante o marido não ser português.

Estudou em inglês e como os patrões da região eram americanos foi nessa língua que aprendeu e cresceu até vir para Montreal, onde estudou e acabou por casar com um quebequense.

Eram pouquíssimos os portugueses nas Sete Ilhas, para a vizinhança eles eram os italianos lá da rua.

A seus pais, a Manuela fez uma vibrante declaração de amor pelo apoio que sempre teve neles e que sem a confiança que eles tinham posto nela nunca teria podido vir sozinha para estudar em Montreal. Sua mãe, Iria Amaral esteve também presente.

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9 – Iria Amaral, doméstica – 30 anos nas Sete Ilhas, numa pequena comunidade de portugueses

Vive há 53 anos no Canadá. O marido já cá estava há seis anos. Recorda-se da viagem de Montreal para as Sete Ilhas, passando por Quebeque, como de uma epopeia. Sem saber falar a língua do país quando chegou finalmente a casa, o marido que trabalhava nos caminhos-de-ferro não estava em casa, apenas a esperava uma mensagem que ele lhe tinha escrito. Por gestos lá se fez compreender da proprietária da casa. Mas foi uma vida muito difícil no princípio.

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10 – Glória Sousa, empresária. É proprietária da famosa casa Coco Rico

Chegou ao Canadá em 1972. Seu sogro fundou um restaurante, o famoso Castanheira do Ribatejo.

É proprietária do Coco Rico desde 2004. É uma empresa com uma certa projeção, com 16 empregados e com grande renome entre os Quebequenses que adoram o frango no espeto.

 

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11 – Manuela Raposo Delbiondo, de Laval, associativismo, muito implicada na igreja e associações locais

Natural de São Miguel, é secretária administrativa em Laval, serviu de tradutora e de mediadora entre pais de várias origens e a escola St-Hubert de Laval.

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12 – Ilda Tavares, de Blainville, associativismo

Muito implicada em Blainville, sobretudo para angariação de fundos para as atividades da paróquia. Teve o condão de saber organizar jantares de benemerência, onde não era raro reunir 300 a 400 pessoas, e conseguir que personalidades da vida política local, provincial ou federal estivessem presentes, fossem vereadores, deputados ou mesmo ministros.

Hoje já não tem a mesma energia de há uns anos atrás mas continua a participar em obras de benevolência.

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13 – Joaquina Pires, funcionária pública, pessoa muito implicada junto da comunidade

 

Chegou ao Canadá em 1976, sente-se bem com toda a gente e em toda a parte, daí que tenha feito do serviço à comunidade uma forma de profissão, como conselheira para as relações interculturais da Ville de Montréal. Tem participado em tudo quanto é a promoção da comunidade portuguesa, onde é bastante reconhecida pelo seu trabalho.

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14 – Vitália Rodrigues de Aguilar, representante do meio universitário, professora e jornalista

Tem uma certificação em Língua Portuguesa. Considera-se uma mulher na sombra do marido. Foi professora em duas escolas secundárias. Responsável pelas oficinas de português da Universidade de Montreal. Animadora de eventos literários e dos circuitos dos bancos do Boulevard St-Laurent. Tradutora de francês e de inglês para português.

Participou na emissão de televisão do canal 14. Viveu na França e na Espanha.

Tem colaborado com o LusoPresse como repórter e cronista.

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14 – Paula de Vasconcelos, coreógrafa, atriz, bailarina, fundadora e presidente da trupe de teatro-dança, Pigeons International

Nasceu em Lisboa e chegou ao Canadá no início dos anos 60. Os pais deram-lhe a oportunidade, assim como à irmã, de fazerem tudo quanto quisessem na vida. Pessoas muito curiosas sempre apoiaram as filhas em todas as iniciativas.

Fez estudos de teatro depois de ter estudado ballet. Com o futuro marido fundaram o Pigeons International, como uma companhia de jovens para ter apoio governamental. A primeira sessão foi um sucesso e nos outros anos seguintes passou sempre a contar com o apoio do público.

Com o avançar da companhia de teatro acabou por descobrir que preferia fazer a coreografia e a encenação. Pigeons International tem viajado pelo estrangeiro. Trabalha com artistas de todo o mundo e em várias línguas. No último espetáculo havia em cena 40 pessoas que não eram profissionais, com idades entre os 7 e os 70 anos, de várias origens.

Vive no Plateau que tem a vantagem de ser o bairro dos portugueses e dos artistas.

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15 – Alexandra Mendes, mulher política, 1ª portuguesa no Parlamento Federal. É presidente do Partido Liberal do Canadá, secção do Quebeque

Chegou ao Canadá há 35 anos mas sempre tem vivido fora de Montreal e com poucos contactos com a comunidade portuguesa. A política entrou-lhe no sangue com a revolução do 25 de Abril, quando tinha 10 anos.

Trabalhou durante 15 anos nos serviços de acolhimento na margem sul. Em 2008 candidatou-se pelo círculo de Brossard e perdeu por 146 votos. Exigiu uma recontagem e ganhou com uma margem folgada.

Em 2011 perdeu as eleições por altura da «vaga laranja» que arrebatou a maioria das circunscrições do Quebeque para o Novo Partido Democrático, mas tenciona candidatar-se nas próximas eleições. Continua implicada com a organização do Partido Liberal do Canadá.

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16 – Sílvia Garcia, Conselheira do 1° Ministro do Quebeque (Jean Charest) e das Ministras da Imigração Yolande James e Kathleen Weil

 

Nasceu em Lisboa e a família chegou ao Canadá em 1967. Foram viver para a cidade de Quebeque onde cresceu. Não havia mais de 600 famílias portuguesas e não havia nenhuma associação. Quando queriam produtos portugueses tinham de vir a Montreal. Uma vez por mês iam aviar-se no Soares e Filhos.

Estudou Engenharia mas acabou por se formar em Arquitetura. Durante os estudos sempre militou pelo Partido Liberal do Quebeque.

Em 2003 foi convidada pelo Primeiro-ministro Jean Charest como conselheira política do seu gabinete. Durante esse mandato passou a viver entre Montreal e Quebeque, o que se tornava bastante cansativo, tendo conseguido transferir-se para conselheira da Ministra da Imigração Yolande James, em Montreal e mais tarde da Ministra Katherine Veil. Seu pai chegou a ser correspondente do LusoPresse na cidade de Quebeque.

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17 – Adelaide Vilela, poetisa e jornalista

Nasceu nas Minas da Panasqueira, mas os pais emigraram para África onde se casou, aos 17 anos, durante a guerra colonial.

A família regressou a Portugal tendo deixado tudo em África e ela chegou ao Canadá em 1978.

Por vezes a vontade de regressar a Portugal, ora por ela ora pelo marido, levou-a querer voltar aos estudos, atitude contrariada pelo marido. Com persistência levou para a frente os seus intentos, com o marido resignado, e hoje muito contente com os sucessos académicos da esposa.

Já publicou 3 livros de poesia e uma antologia de contos. Tem viajado muito, sobretudo para a América do Sul. Tem ganho várias medalhas e troféus, embora evite glorificar-se em público. Colabora regularmente nas páginas do LusoPresse.

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18 – Helena Loureiro, empresária: Restaurantes Portus Calle e Helena, além do livro de cozinha «Helena 100 recettes portugaises»

Nasceu na Serra de Santo António e chegou ao Canadá em 1988. Considera-se como uma guerreira e faz sempre tudo depressa, a começar pelo casamento aos 17 anos e dois filhos no mesmo ano.

Quando cá chegou foi estudar francês no COFI (Centre de Orientation et Formation des Immigrants).

Depois do COFI começou depois a trabalhar numa creche. No dia em que a cozinheira ficou doente substituiu-a e guardou o posto durante 12 anos. Começou a trabalhar em part-time na Tasca e inscreveu-se no Institut de Tourisme et d'Hôtellerie du Québec, onde aprendeu a cozinhar com manteiga em vez de azeite.

Depois do instituo foi trabalhar para o Vintage e com um dos proprietários abriu o Portus Calle, em 8 de março de 2003 (dia da mulher), visto que os filhos já estarem crescidos. No dia 29 de junho de 2012, dia de São Pedro, abriu o segundo restaurante, o Helena.

Escreveu um livro de cozinha, em Francês, em homenagem à avó que foi quem lhe deu o gosto pela cozinha.

Entretanto já tinha trabalhado como benévola para o Benfica e a Igreja portuguesa.

Sempre teve muita facilidade de integração no meio quebequense e hoje considera-se cidadã de Portugal e do Quebeque e declarou que não lhe faltam mais projetos para o futuro.

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19 – Clementina Santos, conselheira das Comunidades Portuguesas

Chegou ao Canadá com 23 anos, em janeiro de 1977, no meio duma das maiores tempestades de neve do século passado. Esta experiência serviu para a vacinar contra todas as tempestades que vieram depois.

Nasceu numa família com grandes tradições de tecelagem e como não havia estabelecimentos de ensino na terra teve de lutar para que a autorizassem a estudar. Acabou por ir para Lisboa onde se formou como educadora infantil. Foi então que se casou e decidiram vir para o Canadá.

Implicou-se num jornal étnico que se publicava em 5 línguas. Trabalhou no Radio Centre-Ville, em teatro, no Centro Étnico St-Louis, na emissão portuguesa da Télé-Québec, emissões de Radio-Canada International e Radio-Canada. É tradutora e intérprete nos tribunais do Quebeque. Nos anos 80 fez um interregno da atividade profissional para se ocupar da filha e é presentemente Conselheira das Comunidades Portuguesas, junto do governo português e trabalha no Radio Centre-Ville.

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1 – Manuela Pedroso, diretora do Centro de Ajuda à família
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O que é o novo acordo?

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