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rss  Vol. XVII - Nº 285         Montreal, QC, Canadá - sábado, 24 de Outubro de 2020
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Crise prejudica imigrantes

Ponta Delgada – O presidente da Associação dos Imigrantes nos Açores (AIPA), Paulo Mendes, afirmou que a crise em Portugal não pode potenciar uma desresponsabilização do Estado, nem permitir um retrocesso na integração dos imigrantes que vivem no país.

«Face a essa situação complicada que Portugal está a viver acaba por potenciar uma desresponsabilização das autoridades políticas em relação à imigração. Nós não queremos que haja em Portugal um retrocesso na integração dos imigrantes», afirmou à Lusa Paulo Mendes, acrescentando que «já há sinais preocupantes».

O presidente da AIPA, associação que está a comemorar dez anos de atividade nos Açores, adiantou que face ao contexto de crise «há situações absolutamente dolorosas e complicadíssimas em relação aos imigrantes» que residem em Portugal, apontando o exemplo das alterações feitas ao acesso ao rendimento social de inserção.

«Ao contrário do que sucedia no anterior quadro legal, em que bastava que o cidadão estrangeiro estivesse em situação regular no território nacional para requerer o rendimento, fez-se uma alteração que passou relativamente despercebida na sociedade portuguesa que obriga os imigrantes, além de terem de cumprir os outros requisitos, a estarem há três anos em Portugal com residência legal», referiu.

Paulo Mendes revelou que em 2012 cerca de 11 imigrantes nos Açores foram abrangidos pelo programa de retorno voluntário aos respetivos países de origem, que financia a 100% a passagem e atribui um subsídio de reintegração.

«Tem aumentado em relação a anos anteriores aqueles que querem regressar aos seus países de origem, mas esse retorno não é tão elevado como se julga», afirmou o dirigente associativo, que aponta a crise em Portugal e a falta de empregos, sobretudo no setor da construção civil, como motivos cimeiros para este regresso.

Segundo Paulo Mendes, nos Açores, são sobretudo imigrantes brasileiros que mais têm recorrido a este apoio do programa de retorno voluntário, algo que considerou «compreensível» à luz do crescimento económico que se tem verificado no Brasil nos últimos anos.

«Não podemos é pegar nesses números que são residuais e criar uma sensação de que hoje muitos imigrantes regressam aos seus países de origem. A maior parte dos imigrantes ficam hoje em Portugal, apesar das dificuldades», sustentou.

Açores
Ponta Delgada – O presidente da Associação dos Imigrantes nos Açores (AIPA), Paulo Mendes, afirmou que a crise em Portugal não pode potenciar uma desresponsabilização do Estado, nem permitir um retrocesso na integração dos imigrantes que vivem no país.
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