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rss  Vol. XVII - Nº 282         Montreal, QC, Canadá - sábado, 24 de Outubro de 2020
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Somos todos hispânicos?

Por Osvaldo Cabral

É uma polémica antiga nos Estados Unidos, mas que voltou a estalar nos últimos dias.

Os luso-americanos, onde se inclui, naturalmente, toda a comunidade açoriana ali residente, poderão ser incluídos no grupo dos hispânicos.

Os Censos de 2020 que estão a ser preparados naquele país vão incluir os luso-americanos naquela categoria, o que está a provocar algumas reações negativas na nossa comunidade.

São os próprios hispânicos, o maior grupo minoritário no país, que pretendem incluir a comunidade lusa, e não será «por generosidade», como diz o Prof. Onésimo Almeida.

O conhecido professor da Universidade de Brown, em Providence, tem intervindo nesta polémica e vai levá-la à discussão na futura reunião da PALCUS.

A nosso pedido, o Prof. Onésimo Almeida escreveu um artigo clarividente sobre o assunto, enquadrando toda a polémica, numa síntese das suas várias intervenções, que publicamos neste dossiê.

Na comunidade açórica concentrada em Fall River e New Bedford, há quem defenda uma maior visibilidade dos eventos lusos, para marcar a diferença e distingui-los dos hispânicos.

Um destes eventos realizou-se na passada semana, com uma homenagem à música portuguesa, exatamente para distingui-la da hispânica, que possui muito mais visibilidade na América.

Deste evento, também damos conta nestas páginas.

A polémica ganhou novos contornos nacionais com a publicação de uma reportagem da agência noticiosa americana «The Associated Press», distribuída em todo o país e estrangeiro.

Da autoria da jornalista Suzanne Gamboa, a peça começa por perguntar quantos Congressistas hispânicos estão no Capitol Hill, para depois demonstrar que a resposta varia consoante aqueles que classificam hispânicos apenas os que descendem ou falam espanhol, mas outros incluem os congressistas luso-americanos... e alguns não se importam.

A jornalista ouviu todos os congressistas lusos e a maioria faz questão de sublinhar a sua ascendência portuguesa, com origem nos Açores.

Não se sabe o que vai acontecer nos Censos, se haverá espaço próprio para sublinhar esta origem, em vez da inclusão nos hispânicos, como acontecia outrora.

Uma coisa é certa: vai ser grande confusão para os cerca de 1,4 milhões de americanos que declararam a sua ascendência portuguesa nos Censos de 2011.

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