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rss  Vol. XVII - Nº 282         Montreal, QC, Canadá - sábado, 24 de Outubro de 2020
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Máscaras de Carnaval

Por Osvaldo Cabral

O Entrudo está enterrado, mas era bom que o espírito carnavalesco que se viveu nos últimos dias prosseguisse o seu desfile contra a crise depressiva.

Imbuído deste espírito, aqui vão algumas máscaras de carnaval mais marcantes do corso político da nossa paróquia.

VASCO CORDEIRO – Devia disfarçar-se de Passos Coelho. Está a léguas dele, mas começa a apanhar os mesmos «tiques» do Primeiro-Ministro ao introduzir, paulatinamente, o discurso da austeridade.

Quando diz que este ano não haverá a construção de obras de raiz, é um eufemismo carnavalesco.

O Presidente do Governo quer dizer, preto no branco, que a região está de pantanas e não há dinheiro para nada!

SÉRGIO ÁVILA – O homem do «superavits» vai neste desfile disfarçado de ministro da propaganda de Saddam Hussein. Lembram-se dele? Nós a vermos em direto as tropas americanas a tomarem o poder em Bagdad, e o artista, em conferência de imprensa, a anunciar que estava tudo sob controlo e não havia descarrilamento...

FAGUNDES DUARTE – Vai disfarçado de «Brutus». O homem desferiu uma punhalada em Carlos César, sem dó nem piedade, ao garantir que o Cais de Cruzeiros em Angra nunca será construído, para proteger o património subaquático da baía.

Recordam-se de quem disse que o Cais seria construído contra todos os «velhos do Restelo»?

LUÍS CABRAL – Entre seringas, luvas e compressas, o novo Secretário da Saúde vai disfarçado de «anjinho».

Ainda não percebeu que quem manda mais são os administradores hospitalares escolhidos pelo aparelho do partido.

VÍTOR FRAGA – Até ver, vai desfilando como viajante, representando as inúmeras viagens que gentes ligadas ao turismo oficial estão a efetuar neste início do ano por todo o mundo, num frenesim estonteante, para participar em feiras e promoções à procura de turistas.

O dinheiro que esta gente está a gastar, muitos deles de empresas públicas ou intervencionadas, completamente falidas, dava para fretar montes de aviões cheios de turistas.

DUARTE FREITAS – Tem um disfarce secreto. Quando chegar à altura das eleições, vai dizer que não é candidato à Presidência do Governo e anunciará, como candidato do PSD, o seu amigo Vítor Cruz.

Brincadeira de carnaval? Brincando, brincando...

AUTARCAS – Vão todos disfarçados de «virgens marias». Em ano de eleições autárquicas vão fazer balanços mirabolantes da sua atividade e só não anunciam mais obras, mais rotundas, mais empresas municipais e mais festas, porque aqueles bandidos da república não autorizam.

MIGUEL RELVAS – Não precisa de disfarçar. Já é conhecido como o Rei Momo.

****

AGORA A SÉRIO – O conjunto de grandes reportagens que a SIC transmitiu, sobre o caso BPN, é um hino ao jornalismo de investigação.

Pedro Coelho e a sua equipa desmontaram a grande fraude, confirmando-se o escandaloso envolvimento de figuras influentes da política, incluindo o governo de Sócrates/Teixeira dos Santos, o fechar de olhos de Vítor Constâncio e Banco de Portugal, a vergonhosa administração da Caixa Geral de Depósitos e o prosseguir do desastre pela governação de Passos Coelho.

Ainda há jornalismo de qualidade em Portugal.

Crónica
O Entrudo está enterrado, mas era bom que o espírito carnavalesco que se viveu nos últimos dias prosseguisse o seu desfile contra a crise depressiva.
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