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rss  Vol. XVII - Nº 280         Montreal, QC, Canadá - segunda-feira, 12 de Abril de 2021
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Segundo o presidente do Conselho das Comunidades

Números da emigração vão ser mais altos em 2012

Macau, China - O presidente do Conselho Permanente do Conselho das Comunidades disse à agência Lusa que os números da emigração portuguesa não o surpreendem e considera que 2012 terá dados piores do que os anunciados pelo Instituto Nacional de Estatística.

"Penso que o número, quando sair de 2012, ainda vai ser pior em pelo menos 50 a 60% do que em 2011. Isso não é de admirar, não fico pasmado com esse número», começou por dizer Fernando Gomes contactado pela Lusa em Macau.

O número de pessoas que saiu de Portugal em 2011 aumentou 85% em relação a 2010 e a faixa etária em que mais se registou a saída foi entre os 25 e 29 anos.

Dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) sobre estimativas anuais de emigração indicam que em 2011 emigraram, no total, 43.998 pessoas, incluindo cidadãos de Portugal e estrangeiros, ou seja mais 20.238 do que em 2010, ano em que emigrou um total de 23.760 pessoas, registando-se um aumento de 85% em apenas um ano.

Do total de 43.998 pessoas que abandonaram Portugal, estima-se que 41.444 seriam portugueses e 2.554 nacionalidades estrangeiras.

Em 2010, o INE estima que tenham saído de Portugal um total de 23.760 indivíduos (16.899, em 2009), sendo que 22.127 teriam nacionalidade portuguesa e 1.633 de nacionalidade estrangeira.

O mesmo responsável, médico no Hospital Conde São Januário, a unidade pública de saúde de Macau, acrescentou também que todos sabem que a crise estalou em 2009 com as «consequências» a fazerem-se sentir a partir de 2011.

"Este é um número que entristece, as pessoas tiveram que sair à procura de condições já não de existência, mas de sobrevivência porque sabemos que o aumento do desemprego estalou a partir de 2011 e houve um aumento exponencial», lembrou.

Fernando Gomes salientou também que, «como português de fora da Europa e como presidente do Conselho Permanente, a situação entristece um bocadinho», mas o país, perante estes números «mostra que está em grande crise».

Para contrariar os números, Fernando Gomes assinala que o Governo está a cumprir o memorando da «troika» no corte da despesa, mas isso tem consequências ao nível do emprego, da produção e do consumo interno que não tem sido colmatada com o aumento das exportações.

"Já alguém disse que um por cento de retração económica equivale a 50 mil postos de trabalho que se perdem», concluiu.

Emigração
O presidente do Conselho Permanente do Conselho das Comunidades disse à agência Lusa que os números da emigração portuguesa não o surpreendem e considera que 2012 terá dados piores do que os anunciados pelo Instituto Nacional de Estatística.
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