logo
rss  Vol. XVII - Nº 280         Montreal, QC, Canadá - segunda-feira, 12 de Abril de 2021
arrowFicha Técnica arrowEstatutos arrowPesquisar arrowContactos arrowÚltima hora arrowClima arrowEndereços úteis
Partilhe com os seus amigos: Facebook

Humanity Project:

A nova peça de Paula de Vasconcelos

Raquel Cunha

Entrevista de Raquel Cunha

Estreia no próximo dia 3 de fevereiro mais uma obra da autoria de Paula de Vasconcelos, criadora da já conhecida companhia de dança, Pigeons International.

O LusoPresse quis saber mais e sentou-se, por isso, à conversa com a artista. De uma simpatia e humanidade desarmantes, não é de surpreender que esta nova peça esteja dedicada à Humanidade.

Chama-se «Humanity Project» e pretende ser «uma homenagem à Humanidade». A ideia «é mostrar o ciclo humano que nunca acaba, o contraste entre o indivíduo e a multidão. Por vezes sentimo-nos sós, perdidos, mas também somos surpreendidos com a solidariedade e fraternidade humanas». A artista explica que «quis destacar o facto de sermos únicos, especiais, indivíduos, mas também de fazermos parte de um coletivo, de algo que nos ultrapassa».

Humanismo e Voluntariado

A ideia da peça surgiu «não sei onde nem quando», explica. «É que a condição humana, as relações e suas interações entre o indivíduo e o social, a adaptação de cada um ao todo são uma temática sempre presente nos meus trabalhos. Seja de maneira mais ou menos explícita, é algo que me move e sobre o qual quero trabalhar. Essa essência de sermos humanos, a dualidade entre o indivíduo e o coletivo». E continua, «para mim é importante a questão da fraternidade humana, da compaixão, da ideia de fazermos parte de algo maior do que nós».

Talvez por isso, esta peça, «uma mistura única de dança e teatro conte com a presença, não só de seis artistas contratados, dois atores e seis bailarinos, como ainda com o fator surpresa da presença de entre 30 a 35 voluntários em palco», diz sorrindo.

É que a ideia é de «criar o efeito multidão, que entra e sai de cena, num contraste entre o indivíduo, a solidão e a multidão». A autora confessa-se comovida pelo trabalho com os voluntários: «é comovente ver todas essas pessoas disporem do seu tempo pelo simples prazer de participar em algo, de fazer parte da peça». Nesse sentido, os ensaios «têm sido verdadeiramente emocionantes, o que se traduz num belo efeito em cena, esse de ver tantas pessoas partilhando o palco». Além disso, continua, «cria um certo suspense e elemento de risco ao trabalho, porque são diferentes grupos e nunca sabemos bem com quem vamos trabalhar, já que cada noite vai contar com um grupo diferente».

Para a autora «vai ser especial ver tanta gente em cena, tantas caras de tantas origens diferentes» e confessa que «até os meus filhos vão lá estar!»

Quanto às expectativas, a autora diz ser difícil de prever, «eu sei o que significa para mim e para os outros artistas envolvidos, mas não posso prever o que os outros vão sentir. O que espero é que se sintam tocados, comovidos».

A narrativa é tecida «em pequenos pedaços de história, de modo que as pessoas vão ter que inventar a sua própria história. Contudo, esta narrativa não tem palavras, é uma narrativa cénica, que espero que faça as pessoas sonharem».

Resta ainda realçar que esta peça foi escrita, coreografada e produzida por Paula de Vasconcelos, e que conta como o trabalho anual da companhia. Normalmente, os seus trabalhos têm projeção nacional e mesmo internacional, mas para projetos futuros ainda não sabe «primeiro vamos estrear a peça e depois logo se vê».

Quanto à estreia, a autora confessa-se «excitada, entusiasmada. Com adrenalina e orgulhosa e muito feliz com o trabalho».

A peça estará três semanas em cartaz, de dia 3 ao 28 de fevereiro, na Quinta Sala da Place des Arts, às 20 horas. Esperamos vê-lo por lá.

Entrevista
Estreia no próximo dia 3 de fevereiro mais uma obra da autoria de Paula de Vasconcelos, criadora da já conhecida companhia de dança, Pigeons International.
Humanity Project.doc
yes
O tempo no resto do mundo

Arquivos

Acordo Ortográfico

O que é o novo acordo?

O LusoPresse decidiu adotar o novo acordo ortográfico da língua portuguesa.

Todavia, estamos em fase de transição e durante algum tempo, utilizaremos as duas formas ortográficas, a antiga e a nova.   Contamos com a compreensão dos nossos leitores.

Carlos de Jesus
Diretor

 
LusoPresse - 2021