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rss  Vol. XVII - Nº 280         Montreal, QC, Canadá - segunda-feira, 12 de Abril de 2021
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Depois de ter sido 12° na estreia

Que fará o Impacto em 2013?

Norberto Aguiar

Por Norberto Aguiar

Dois meses depois de terminada a primeira época do Impacto na Major League Soccer, onde teve comportamento considerado meritório, o Impacto aí está pronto para dar início à sua segunda temporada na liga de futebol mais importante da sua confederação, a CONCACAF – América do Norte, Central e Caraíbas.

Com treinador novo, vem da Suíça e chama-se Marco Schällibaum, o Impacto quer, sente-se à volta da equipa, ao menos apurar-se desta vez para a fase das eliminatórias de fim de ano, coisa que em 2012, com Jesse Marsh, falhou por 11 pontos, apesar do apuramento ter sido disputado até quase ao fim do campeonato.

Por não ter obtido o objetivo traçado no dealbar da sua primeira época na MLS, que era estar na fase futebolística de fim de ano, foi o treinador a pagar com o seu despedimento, mesmo se ambas as partes, treinador e direção, invocaram outros desígnios.

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Para sermos justos, há que considerar que o trabalho de Jesse Marsh foi aceitável, embora tenha cometido alguns erros. Mas quem é o treinador, para mais jovem como o americano que saiu de adjunto da Seleção dos Estados Unidos para o Impacto naquela que era (é) a sua primeira experiência como treinador principal, que podia fazer melhor? Não diremos nenhum porque em futebol as coisas nunca são de uma cor só. Além disso, não foram muitas equipas que no seu primeiro ano de MLS fizeram melhor que o Impacto, a começar pelos seus rivais canadianos do Toronto FC e dos Whitecaps de Vancouver.

Em 2013, com uma formação mais rodada, pelo ano de experiência e pelo facto de terem ficado praticamente com todos os jogadores de 2012, a equipa montrealense tem obrigação de ganhar mais jogos, que não é o mesmo que dizer que vai ficar no lote das formações que integrarão o bloco eliminatório.

O Impacto começou os treinos segunda-feira, com 30 jogadores, 20 deles sob contrato. Os outros 10, com mais alguns que hão-de aparecer para prestarem provas, terão de provar que têm arcaboiço para fazer parte da equipa no exigente campeonato da MLS. Na avaliação estará Marco Schällibaum e seus adjuntos. Espera-se que o homem que jogou futebol – foi defesa – na Suíça e que depois dirigiu equipas como Young Boys, Sion, Bellizona etc., seja capaz de acertar nas escolhas.

Com as próximas duas semanas de treino em Montreal, o Impacto parte depois para a Florida para participar num torneio de pré-época, com algumas das melhores formações dos USA. Serão igualmente duas semanas de treinos intensivos e jogos quase de dois em dois dias, num aprumo de duas semanas que levarão a equipa, depois de bem analisada pelo staff montrealense, ao primeiro jogo do campeonato, diante do Seattle Sounders, no dia 2 de março, em casa do adversário.

Quem parte e quem fica

O plantel do Impacto para esta época, que como já vimos começa no dia 2 de março, sofreu poucas alterações. E mesmo essas foram de somenos importância, por serem jogadores ou inexperientes pela sua juventude, caso de Montano, ou já pela sua veterania, como foi o caso de Conradi. Já Greg Sutton, internacional da baliza canadiana por um bom par de anos, deixou Montreal para se dedicar mais à família. Mas a verdade é que com 37 anos e dois bons guardiões como são Perkins e Bush, Greg Sutton, que já no ano passado não foi muito utilizado, achou que era o momento ideal para pendurar as botas e dar lugar aos mais novos.

Quem esteve de saída e voltou in extremis foi Justin Mapp, o mais talentoso jogador da equipa, isto em nossa opinião. Voltou mas não estamos seguros que fique a época inteira, isto na medida que não é muito apreciado pelos «poderosos» Nesta, Di Vaio, Ferreri e quejandos. O seu futebol em habilidade, souplesse e inteligência não agrada muito aos italianos da equipa, pois esses atributos só podem ser obra deles... Um passe falhado, uma finta que não resulta, uma abertura retardada e logo as «feras» saltam sobre o franzino internacional americano. De resto, há outros na equipa que «ajudam à missa...». Oxalá que nos enganemos e que Justin Mapp, em 2013, seja capaz de pôr no terreno de jogo todo o seu enorme talento.

Assim sendo, ficaram no plantel quebequense os apreciados Filipe – continua a ser o único lusófono da equipa –, Patrice Bernier – jogador do ano no Impacto e o único canadiano que pode continuar a ser titular –, Camará e Nyassi. Dos jovens, sem falar nos que possam ser recrutados agora, continuam Wenger, Valentin e Brovsky, bons valores, com uma grande margem de progresso. Dos reforços há Pisanu, do qual desconhecemos o seu real valor, a não ser que vem do Bolonha, equipa de onde veio Di Vaio, e que conta 31 anos.

É nossa intenção, mais tarde mas ainda antes de começar a época, fazer uma apreciação aos elementos que comporão o efetivo do Impacto.

Para já e como resumo, o que podemos dizer é que assistimos à apresentação do novo treinador e o que vimos deu para perceber que estamos na presença de um homem que domina perfeitamente os segredos da sua profissão.

Desporto
Dois meses depois de terminada a primeira época do Impacto na Major League Soccer, onde teve comportamento considerado meritório, o Impacto aí está pronto para dar início à sua segunda temporada na liga de futebol mais importante da sua confederação, a CONCACAF – América do Norte, Central e Caraíbas.
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