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rss  Vol. XVII - Nº 280         Montreal, QC, Canadá - segunda-feira, 12 de Abril de 2021
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A geração da Autonomia

Por Osvaldo Cabral

A consagração das lideranças de Duarte Freitas e Vasco Cordeiro, no passado fim de semana, representa uma viragem histórica na nova Autonomia açoriana.

A renovação nas estruturas dos dois partidos simboliza a passagem de testemunho para uma nova geração que nasceu ou cresceu com a implementação da Autonomia democrática.

Nestes novos tempos de grandes incertezas e angústias, a renovação de caras e de políticas é uma esperança que se desenha em todos nós, açorianos, martirizados pelas políticas desastrosas que foram implementadas no país e na região nos últimos anos.

Passamos de um ciclo de abundância, com festa, subsídios e betão, para outro muito mais comedido, onde os modelos econométricos vão imperar por muitos longos anos.

Em época de abusos, todos podem ser governantes.

Mas nestes tempos de realismo, vamos precisar dos mais inteligentes e dos mais competentes para a tarefa gigantesca que é endireitar um país e uma região que viviam acima das suas possibilidades.

Foi por isso uma boa surpresa assistir à primeira entrevista de Vasco Cordeiro, num registo que transpirou serenidade, realismo e conhecimento.

Sócrates e Passos também começaram assim, mas depois desiludiram um país inteiro.

É preciso que as novas lideranças não nos desiludem, porque é toda uma geração que pode voltar a falhar.

Os discursos de Duarte Freitas no Congresso do PSD, sobretudo o primeiro, foram também uma agradável surpresa pela ambição e pela visão que encerram.

Ao contrário, como se previa, Passos Coelho não trouxe esperança nenhuma.

O Primeiro-Ministro é uma espécie de comunicador cangalheiro.

Continuo sem perceber por que razão o PSD-Açores teima em colar-se à sua liderança.

Passos Coelho e Miguel Relvas são os rostos do piorio que há em política. A par de Vitor Gaspar, representam o fracasso de uma receita que nos está a levar para o abismo. Foram estes senhores que prometeram, antes das eleições, que fariam um ajustamento com dois terços no lado dos cortes das despesas e um terço nas receitas.

O resultado está à vista: para este ano vamos ter 80% na redução do défice à custa do aumento de impostos (incluindo a escandalosa descida na diferenciação com os Açores) e apenas 20% no corte de despesas, transformando o país numa agência funerária nacional.

Políticos que agem assim não merecem ser aplaudidos, mesmo no calor de congressos partidários.

É uma nódoa que fica no arranque da liderança de Duarte Freitas.

Como também será uma nódoa o arranque da liderança de Vasco Cordeiro, no PS, se forem consagrados todos aqueles poderes perpétuos a Carlos César.

É preciso saber sair a tempo e deixar às novas gerações novos caminhos para brilhar.

Neste aspeto Mota Amaral teve muita dignidade.

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LAST MINUTE – Todos os anos a SATA lembra-se de fazer umas cócegas aos passageiros.

Sem estratégia definida e à maneira que o turismo mais se afunda na região (com tanta gente a assobiar para o lado), a empresa vem, de vez em quando, dar um ar da sua graça com novos modelos de tarifas.

Se as que custam menos de 100 euros já eram uma agulha no palheiro, imagine-se agora quem está disposto a ficar de olho 48 horas antes a ver se encontra uma «last minute». Quem consegue programar uma vida de viagens 48 ou 24 antes?

Só quem não tem nada que fazer.

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SAÚDE – A pouca vergonha que se passou anteontem no Hospital de Ponta Delgada, com o cancelamento das cirurgias, também é culpa do governo da república?

Falta dinheiro à saúde porquê? Então o governo regional não disse que se «congratulava com a resistência da economia regional à crise»?

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FÁTIMA – Já tudo foi dito acerca de Fátima Sequeira Dias. Por onde esta mulher passou, deixou um rasto de vivacidade contagiante, que também tive a felicidade de desfrutar, como outros colegas da RTP-Açores.

Foi no programa televisivo «Olhares», onde deixou teses marcantes, conjuntamente com Gabriela Silva e Piedade Lalanda.

Como diz Onésimo Almeida, «aqueles que os deuses amam levam-nos jovens».

Crónica
A consagração das lideranças de Duarte Freitas e Vasco Cordeiro, no passado fim de semana, representa uma viragem histórica na nova Autonomia açoriana.
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