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rss  Vol. XVI - Nº 272         Montreal, QC, Canadá - sábado, 24 de Outubro de 2020
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Com as Comunidades da Diáspora

Governo Regional reforça laços de açorianidade

Por Carlos Moniz

 

O Secretário Regional da Presidência afirmou, em Ponta Delgada, que «não é incompatível ser-se açoriano, canadiano, americano ou brasileiro ao mesmo tempo», já que «as culturas complementam-se e enriquecem-se».

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Os congressistas no Palácio de Santana, com o presidente Carlos César e sua esposa.

No encerramento da XV Assembleia do Conselho Mundial das Casas dos Açores, a que presidiu em representação do Presidente do Governo, André Bradford advogou que «ninguém perde a sua identidade por conhecer melhor a de outro» e disse que a «interculturalidade é uma realidade cada vez mais atual e necessária para o desenvolvimento de uma sã convivência entre povos de etnias diferentes que partilham espaços comuns".

O governante açoriano, obsequiado com uma lembrança no final da cerimónia pela Presidente da Casa dos Açores de Santa Catarina, no Brasil, Carin Machado, defendeu que «é necessário estarmos bem integrados nesta nova sociedade» sem perder «a açorianidade» que é a matriz «que nos define e identifica».

Na opinião deste membro do executivo açoriano «as Casas dos Açores, como repositórios de uma cultura identificativa, mas que não é de modo algum estática, têm um papel de relevante importância». Sublinhou, também, que as Casas dos Açores são, igualmente, «as salas de visita da Região além-fronteiras e devem ser cada vez mais as nossas embaixadas no exterior», ao preconizar a necessidade dessas instituições promoverem «os Açores da modernidade e explicando aos outros as mais-valias» que oferecem e tudo o que possa revelar a «atratividade» local.

Para André Bradford, «quanto mais forem conhecidos os Açores e divulgadas as suas potencialidades, melhor valorizadas serão as comunidades açorianas residentes na diáspora».

Acompanhado, na ocasião, pela Diretora Regional das Comunidades, Graça Castanho, o Secretário Regional da Presidência exortou a uma «maior aproximação dos jovens açor-descendentes aos valores culturais» dos seus antepassados, considerando que as «novas gerações são a seiva da açorianidade» e «o garante da continuidade dos valores que nos fazem únicos».

Na sua opinião «trabalhar com e para os jovens é garantir a perenidade de uma açorianidade dinâmica, atual e que perspetiva um futuro risonho para as comunidades e a Região Autónoma».

Sobre esta matéria, salientou que o «Governo dos Açores tem desenvolvido, através da Direção Regional das Comunidades, um conjunto de iniciativas que muito tem contribuído para aproximar os jovens açorianos».

Desafiou, por isso, os jovens participantes no encontro a «disponibilizarem-se, no futuro, para assumir as funções diretivas nas Casas dos Açores e prosseguirem a tarefa de preservar e divulgar os nossos valores patrimoniais» e transmitindo, ao mesmo tempo, «a imagem de uma região moderna, desenvolvida e atrativa para se viver e investir».

Segundo declarou, «há também vantagem em potenciar iniciativas e gizar projetos que se destinem a atrair investimento para a Região» e frisou que o Governo Regional «acredita que a valorização das comunidades açorianas reforça a sua importância nos países onde se encontram e engrandece o prestígio da Região».

A XV Assembleia do Conselho Mundial das Casas dos Açores, que envolve mais dois dias para cumprimento de um programa social, decorreu sob a égide da inclusão e da participação dos jovens das comunidades da diáspora e coincide com as comemorações, no ano em curso, dos 260 anos da presença açoriana no Sul do Brasil.

De acordo com o Secretário Regional da Presidência, esta simultaneidade «trará seguramente um novo entusiasmo à ligação entre os Açores e o Brasil», situação que será reforçada com o «início, em breve, da ligação aérea promovida pela SATA Internacional entre os Açores e São Salvador da Bahía», acrescentou.

Referiu que se trata do cumprimento do «desígnio de estarmos mais próximos de todos os nossos conterrâneos» que partiram em busca de melhores condições de vida.

André Bradford enalteceu, ainda, o trabalho desenvolvido pelo Conselho Mundial das Casas dos Açores e recordou que cabe a este órgão, criado em 1996, a missão de «coordenar a diversidade de ações promovidas pelas Casas dos Açores, no sentido de se encontrarem e construírem plataformas comuns» suscetíveis de «valorizarem a riqueza da nossa matriz cultural nas suas plurifacetadas manifestações».

Em relação às Casas dos Açores, o governante admitiu serem «instituições singulares» e uma «força motriz gerada a partir da dedicação e solidariedade dos seus membros que enformam as comunidades e que acreditam nas vantagens de se manterem fiéis à sua matriz cultural e de legarem às novas gerações o valioso património da terra onde mergulham as suas raízes».

O Secretário Regional da Presidência disse, ainda, que as Casas dos Açores representam «embaixadas culturais açorianas no mundo».

Açores
O Secretário Regional da Presidência afirmou, em Ponta Delgada, que «não é incompatível ser-se açoriano, canadiano, americano ou brasileiro ao mesmo tempo», já que «as culturas complementam-se e enriquecem-se».
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