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rss  Vol. XVI - Nº 270         Montreal, QC, Canadá - quarta-feira, 03 de Junho de 2020
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De mim e o que é teu são só uns tempos na Terra…

Adelaide Vilela

Por Adelaide Vilela

Os queridos tios, Lurdes e Albano Marques, hoje e sempre serão meus tios amados!

Olho para o céu, escuto o mar, penso ouvir os passarinhos no seu voo matinal, e o meu tio já não está neste verão final... Só a sua memória me convida a derramar umas lágrimas. A vida, a sua vida extinguiu-se… A morte roubou-lhe o tempo e o espaço que o destino havia reservado para ele: morreu um gigante de bondade e de paz.

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Fez um mês que o tio deixou de ser a gota de orvalho na vida, de cada manhã, que o acordava para mais um dia… O que faz o amor, a morte leva.

Piaram as aves do céu. Foi o fim para o tio Albano Marques… Seja como é, a vida termina para cada ser humano, perseguindo o caminho rumo a outra dimensão (noutro Universo), para além de um mundo que ninguém conhece.

Um dia ensinaram-nos que o tal Universo é pertença do Pai.

É Ele que tudo controla, até os mortos que traz ao colo; em seus braços; ao peito e no seu coração. Se assim é, são tantos e tão felizes a Seu lado (segundo nos contaram na catequese), que podemos e devemos crer. Eu vejo e já revejo o meu amado tio Albano, feito anjo no paraíso, ao lado de Jesus, velando pela família querida.

Hoje digo à tia Lurdes: Tia, vemos partir o tio Albano, o seu esposo de longa data, o pai das suas filhas, o avô dos seus netos, o bisavô, o homem adorado. Viveu 8 décadas e trouxe a todos a felicidade. Sinto força e ousadia ao afirmar: o tio Albano nunca se esqueceu de me amar e de considerar o meu esposo como se de um sobrinho, da própria veia, se tratasse. Construía a paz e o bem, era por isso um homem de poucas palavras para grandes e sábios pensamentos!

Minha querida tia deixemo-lo agora partir com Deus. Que descanse em paz naquele Santo Lugar. Onde não existe sofrimento, a dor adormece eternamente.

O Tio Albano Marques faleceu no mês de junho, na cidade de Montreal.

O serviço fúnebre, religioso, esteve a cargo do primo Diácono, António Ramos, que logo se prontificou e acedeu ao pedido da família, para encomendar a Deus o defunto. Logo ao dirigir-se ao Pai, veio Deus com a Sua Divina ajuda e claridade para a partilha das devidas leituras sagradas.

Um abraço amigo e solidário à tia Lurdes, às primas: Piedade, Lurdes e restante família.

De Adelaide Vilela, Rogério, Fernando e António Ramos e das nossas respetivas famílias, incluímos saudações do Diácono António da Cruz Ramos e de seus familiares.

Nesse universo misterioso e distante, repousa em paz tio Albano, na Glória de Deus Pai.

Aos do Além

Em memória do Tio Albano

À porta do cemitério

fui construir meus versos.

Eis que para lá do mistério

moram noutros universos,

amores que na despedida,

deixam pais, filhos e Irmãos

e viajam para outra vida.

Leva-os Deus em suas mãos,

Iluminando, no jazigo da paz,

cada alma que ali mora,

Mas quando leio: aqui Jaz…

meu olhar cintila e chora.

Outrossim, dedico aos do Além

minhas palavras, meus prantos.

Não devo esquecer ninguém,

em casa de todos os santos.

 

Adelaide Vilela

no
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Os queridos tios, Lurdes e Albano Marques, hoje e sempre serão meus tios amados!
De mim e o que é teu.doc
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