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rss  Vol. XVI - Nº 270         Montreal, QC, Canadá - quarta-feira, 03 de Junho de 2020
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Portugal no Euro 2012

Melhor do que se fez na África do Sul?...

Norberto Aguiar

Por Norberto Aguiar

O Campeonato da Europa de Futebol 2012 terminou há duas semanas. Foi campeã a Seleção de Espanha, que repetiu o triunfo alcançado em 2008. Pelo caminho ficaram equipas como a Alemanha, Holanda, França, e mesmo a Inglaterra, da qual se pensou que seria desta vez... Afinal, venceram de novo os espanhóis... Que, diga-se desde já, não foram, para nós, os melhores. De resto, a haver justiça, seria a Croácia a passar no «Grupo C» em vez dos atuais bicampeões, pois no jogo Croácia – Espanha (0-1), só os deuses, e o árbitro, permitiram «nuestros hermanos» ganhar o jogo.

Portugal no Euro 2012.jpg

Mas para a Crítica internacional caiu bem ser a Espanha. Não sendo os alemães; não sendo os franceses; não sendo os ingleses, pois que sejam os simpáticos espanhóis!

O curioso neste campeonato, do princípio ao fim, foi o facto de ninguém apostar em Portugal. Nem mesmo por ter nas suas fileiras o melhor jogador da Europa! Bizarro, não?

Agora, que o torneio já terminou e Portugal atingiu as meias-finais – é a quinta vez! –, só perdendo contra a formação campeã, muitos portugueses já veem a nossa Seleção chegar ao Brasil, em 2014, e vencer a Taça Jules Rimet! Que exagerados nós somos! Facilmente passamos dos oito para os oitenta... E reparem que já há quem diga que o Campeonato da Europa de Futebol é mais competitivo que o Campeonato do Mundo! Neste lote de «opinadores» há muitos lusitanos, incluindo jornalistas...

É. Em 2010, na África do Sul, na prova máxima do futebol mundial, sabem quem eliminou Portugal? Sim, sim, foi essa mesma, a Espanha! E sabem em que altura da prova estávamos? Exatamente, nos oitavos-de-final.

Portugal no Euro 2012 Ronaldo.jpg
Ronaldo

Ora é aqui que bate o ponto. Agora, no Euro 2012, se Portugal tem enfrentado os espanhóis nos quartos-de-final, correspondentes aos oitavos do Mundial, teria acontecido o mesmo que aconteceu à nossa representação em África, não havendo Paulo Bento nenhum que nos salvasse!

Mas desta vez deu-se relevo a uma passagem de grupo assaz difícil, derrota contra a Alemanha, previsível, e vitória arrancada a ferros à Dinamarca, obtida de forma fortuita, a dois escassos minutos do fim do jogo. Vá lá que, nos quartos, calhou-nos uma equipa inferior, a República Checa, e ganhámos com um golo do nosso «salvador nacional» que dois jogos antes, era apelidado de jogador de «palha». Pudera!

Tudo isto para dizer que Portugal não fez melhor do que tinha feito na África do Sul, quando num grupo difícil – com Brasil e Costa do Marfim – fez a sua obrigação de passar, para, depois, enfrentar os espanhóis nos oitavos, sendo infelizmente eliminado por um golo fora de jogo, como ficou provado. E nessa altura não tinha Nani, quase não teve Cristiano Ronaldo, menos jogador do que é hoje e menino muito mimado na altura. Também Pepe, um dos melhores defesas deste Euro, estava longe do que é hoje, já para não falar no caso de ter ido ao Mundial sem antes ter jogado na sua equipa de clube, por se ter lesionado com gravidade a pouco tempo do torneio africano.

Mas o despeito e a inveja para com o selecionador da altura, que tem a «infelicidade» de ser português de Moçambique e de nunca ter sido jogador do estrelato nacional, fizeram com que uma representação nitidamente equivalente, para ele foi considerado mau trabalho; ao passo que para o outro o labor foi apelidado de meritório.

Ronaldo não marca penálti

Vamos lá ver. O Ronaldo podia ter sido – como devia! – o primeiro a marcar a primeira grande penalidade no desempate contra a Espanha e ter falhado! Mas como melhor jogador de Portugal e da Europa – ao mesmo tempo que não desiste de reaver o título de melhor do Mundo a Messi... – Ronaldo tinha a obrigação de marcar o primeiro castigo máximo. A sua influência na equipa, até como capitão, a isso o obrigava. Não tem sido ele o marcador de grandes penalidades em todas as equipas por onde tem passado? Teve medo de falhar, como falhou na Taça dos Campeões pelo Real Madrid contra o Bayern de Munique? Mas reparem. O que nos foi dito pela Imprensa foi que ele ficou para «dar» o último chuto... Portanto, não houve abdicação de ser um dos jogadores escolhidos para tal desiderato! Ora é aqui que está o cerne da questão. Se Cristiano Ronaldo dissesse que se sentia inconfortável para apontar o castigo, tudo bem, pois um treinador não pode forçar um jogador a assumir uma responsabilidade dessas contra a sua vontade, por ser contraproducente. Mas, ao invés, aceitar que seja esse jogador – ou outro, não importa – a escolher qual o penálti a apontar vai uma grande distância.

Resumindo e para encurtar o nosso comentário sobre este assunto, que curiosamente em Portugal quase não teve eco, só duas hipóteses me vêem à memória: que é Cristiano Ronaldo que põe e dispõe na equipa – foi sempre o que ele desejou! – e que o treinador não teve pulso para exigir responsabilidades da vedeta da sua seleção!

Assim, com uma decisão (?) ridícula, Portugal perdeu a hipótese de ter chegado à final do Euro. Ou não tenho o direito de assim pensar?

E lembrar-me que, em 2010, caiu o Carmo e a Trindade quando Carlos Queiroz fez alinhar Ricardo Costa como lateral direito. Ele que antes de se impor como central, jogou no Porto naquela posição.

Dualidades, caros amigos!

yes
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