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rss  Vol. XVI - Nº 257         Montreal, QC, Canadá - domingo, 20 de Abril de 2014
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«Viva» de Joe Puga...

Com Lançamento inédito!

Adelaide Vilela

Por Adelaide Vilela

Na música ou em quaisquer projetos, Joe Puga é o exemplo máximo daquele que sabe subir na vida a passo e bem. A festa, à qual nos brindou no passado dia 10 de dezembro, foi um ensaio daquilo que ele consegue realizar com brilho ideal e positivismo. Poderosas foram também as suas insolúveis emoções ligadas ao passado musical que o deixaram indelevelmente marcado. Com determinação o artista soube transformar o acontecimento do seu álbum numa festa inédita e viva! Joe Puga apresentou o espetáculo do princípio ao fim.

 

viva joe puga 2

 Sobre a cena havia um sofá e outras decorações, como se de uma sala de visitas se tratasse. Apesar da simplicidade tudo foi pensado com rigor e tratado a pormenor para que nada faltasse. Esbelto e quieto, foi-nos dado observar um manequim vestido com um dos trajes que Joe Puga usou quando dançava com as bailarinas, Fruit de la Passion. O galo de Barcelos também marcou presença mas o maroto, de crista no ar, nem de pé nos deu «um arzinho» do seu canto minhoto.

Recorde-se que o cantor é filho de Águeda e Gabriel Puga, naturais de Ribeira Grande, S. Miguel, Açores. Notamos que o casal acompanha com satisfação a trajetória do filho. Joe é o Benjamin da família, sendo o mais novo de cinco irmãos.

Bem cedo resolveu provar que ama a canção portuguesa. Ainda adolescente decidiu voar nas asas de um sonho. Foi assim que, vinte e cinco anos depois, batizou o seu 9º álbum com o pequeníssimo nome VIVA mas de grande significado: viva e deixe viver! Pelo sucesso apontado foi necessário um grande grupo de familiares e amigos para acudir ao nosso Joe Puga, lá naquela sala de espetáculos, no Centre Leonardo da Vinci. Bem atarefados, cumprindo cada qual o seu papel, lá estavam eles, a agente de imprensa Sandra Paré, Connie Puga e Mario D'Eliso sabendo que podiam ainda contar com o meu incondicional apoio. Todos desejávamos que tudo corresse como previsto.

 

viva joe puga1

Muitos dos convidados e amigos resolveram apresentar-se antes da hora marcada. Coisa rara, segundo reza a história, os portugueses chegam sempre atrasados. Ainda bem que assim aconteceu. A equipa agradece. Pudemos vender uma boa quantidade de CDs, o que aliviou a mão do artista na sessão de autógrafos no fim do serão musical. A hora dos petiscos foi confirmada para as 18h30 e, cumpriu-se impreterivelmente o horário. Às 20h00 horas em ponto estava a sala de espetáculos repleta de gente e apagaram-se as luzes.

O silêncio durou poucos segundos. Tudo foi luz humana nos palcos da ribalta! Ouviu-se um estrondoso bater de palmas e tambores, lá para os lados da orquestra dirigida pelo seu diretor musical, Hernâni Raposo e seus músicos: Caco na bateria, Fernando Tavares ao piano e Stephanie Tavares nas vozes.

Engalanado naquela poligrafia de músicos, rompe o artista feliz no meio do palco com as lindas bailarinas, elegantemente vestidas de vermelho reluzente, ao som do TIC. TIC. TAC. Elas, Fruit de la Passion, sempre na moda e em forma, têm na beleza a cor da juventude e da alegria de viver, como se desejassem mandar olvidar toda a tristeza e enterrar a mágoa que espreita o coração de quem sofre. De lágrimas a estalar nos olhos estava a autora desta linhas recordando os tempos em que, com esta canção, o luso-canadiano trouxe um orgulho imenso à comunidade lusa. Há pouco mais de uma década, Joe Puga conseguiu levar até ao Japão o seu Portugal no coração e a música portuguesa até ao Extremo Oriente. Deu ainda a volta aos parques da cidade de Montreal com o Cadillac Rose de Normand Brathwaite. Pouco tempo depois, Joe foi galardoado com um disco de ouro. Podemos testemunhar como foram vendidos com tanta facilidade mais de dois milhões de discos em tão pouco tempo. Enriquecedor para que o nosso luso-canadiano permanecesse no topo das audiências. Na ocasião foi o número UM, e por um longo período de tempo, em várias estações de Rádio nacionais e estrangeiras.

 

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Para que a palavra Portugal faça sempre sentido aquém-fronteiras, na ótica do Joe Puga, devemos viver em união nas comunidades. Nada mais há a acrescentar com quanto a este seu discernimento, louvemos a sua capacidade de ver e sentir as coisas, e damos-lhe os parabéns pela sua intrínseca portugalidade.

E para que o espetáculo fosse completo e humanamente VIVO convidou então três artistas, três vozes femininas. Foram elas: A menina Kathleen, a fadista Jordelina Benfeito e a artista bem conhecida do Ontário, Sara Pacheco.

Entretanto Joe apresentou as suas canções num espaço de tempo criativo diferente do que temos visto até aqui noutros espetáculos.

Por exemplo, ao interpretar a canção Luzes subiram ao palco dois pares do Rancho Português Folclórico de Montreal cujo ensaiador é o Sr. Rafael Gaspar.

Os artistas convidados atuaram na primeira parte, pois a seguinte etapa foi dedicada inteiramente ao lançamento das novas canções do CD VIVA.

Depois de ter apresentado os temas: CANADIANO PORTUGUÊS, É LINDO É LNDO É LINDO, VOU CAMINHAR, SANGUE LATINO, ouvimos GOODBYE MY LOVE GOODBYE, um dos trechos célebres dos anos 70, na linha romântica de Demis Russos. Com a nova versão dance, esta canção garante uma identificação com a postura dos mais jovens.

Com pleno amor ao fado Joe Puga atreve-se a fazer o que outros artistas não conseguem. Abraçou o Fado - Ó GENTE DA MINHA TERRA - revestiu-o de outra maneira, e interpretou-o como ele muito bem sabe, com a sua voz de encanto. Agora ele e Fado prestam homenagem àquela que foi a maior Rainha da canção nacional. Com orquestração adequada e moderna, o cantor crê que os luso-canadianos vão aprender a conhecer melhor o Fado, com outro ritmo.

Sereno e admirável o artista apresentou as suas últimas canções: MARIA PORTUGUESA, dedicada a toda a mulher ali presente. Aproximamo-nos do fim e chega a vez de ouvirmos FALTA DE AMOR. Neste trecho escutamos palavras que tocam os corações sensíveis de almas solitárias, as vivem com falta de amor e sem confiança no futuro.

VIVA, esta canção leva uma mensagem de esperança: Viva. Deixe viver. Seja feliz.

Passamos à última canção da noite, aquela que o artista dedica com toda a ternura e admiração à sua mãe. Acompanhado pelas duas bailarinas Angie e Robyn, com todo o dinamismo, energia, satisfação e alegria que baste, Joe Puga interpreta TOLA BENGA.

O trabalho discográfico tem 11 temas, letras de minha autoria, algumas escritas pelo próprio artista, e uma letra composta por Jorge Eduardo Brito, tradução de Hernâni Raposo. O trabalho musical foi orquestrado no MIDI-TECH Studio, sob a maestria de Hernâni Raposo. A parte gráfica da capa do CD foi brilhantemente organizado e elaborado pela Edna Guimarães-Raposo.

De TNT, as luzes e o som para o espetáculo chegaram de Toronto. Tony da Silva fez um trabalho digno de ser destacado, e o assistente Joe Sguigna fez igualmente um trabalho digno de nota.

Joe Puga deseja agradecer a toda a equipa técnica do Centre Leonardo da Vinci liderada por Robert Lamarre, pela excelente ajuda prestada à equipa de produção e realização. Pela eficácia, simplicidade e simpatia vai uma palavra de gratidão para Gennaro Bartoli (do referido Centro) gerente de banquetes, bem como para todos quantos serviram os petiscos e as bebidas antes da festa.

Foi maravilhoso contemplar o contributo que deram os jovens sobrinhos do Joe Puga tanto na receção do evento como na venda dos CDs, sem esquecer o apoio magnífico da irmã Conny Puga.

Nesta maré de agradecimentos, depois da festa, há que ter em conta o trabalho da nossa televisão portuguesa de Montreal. O Sr. Alberto Feio foi incansável em toda a duração do espetáculo. Logo depois, a Conceição encetou uma roda de entrevistas para que o artista guardasse tatuado na memória o dia 10 de dezembro de 2011. Foi uma mais-valia ter ali Montreal Magazine, para contar um dia mais histórias de um artista canadiano que cantava em português.

A equipa do jornal LusoPresse felicita o Joe Puga por ter conseguido fantasticamente reunir tantas pessoas, à volta do seu palco musical, apaixonadas pela música portuguesa e seus valores.

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