logo
rss  Vol. XVI - Nº 256         Montreal, QC, Canadá - segunda-feira, 01 de Março de 2021
arrowFicha Técnica arrowEstatutos arrowPesquisar arrowContacto arrowÚltima hora arrowClima
Partilhe com os seus amigos: Facebook

Mulheres emigram cada vez mais mas continuam afastadas da liderança no associativismo

 

mulheres_emigrantes

Maia - Apesar de estarem a emigrar cada vez mais, as mulheres permanecem «mais invisíveis» nas comunidades portuguesas no estrangeiro e afastadas da liderança das associações, destacaram vários intervenientes que participam num seminário que decorreu na Maia.

«Os homens têm maior visibilidade» nas comunidades emigrantes portuguesas e «as mulheres não estão nos órgãos de gestão das associações», reconheceu o deputado Paulo Pisco (PS), eleito pelo Círculo Fora da Europa, no Encontro Mundial de Mulheres Portuguesas na Diáspora, que decorreu no sábado da semana passada, na Maia.

Isto apesar de - apontou - as mulheres que emigram apostarem «mais [do que os homens] na formação e na valorização profissional».

Elas «são mais descomplexadas e cosmopolitas», tendo deixado meios rurais e recomeçado «tudo em meios urbanos, onde se reinventam com mais autonomia», o que veio «desestabilizar os papéis de género», descreveu o deputado socialista.

«Se a comunidade portuguesa não se assume, se se esconde, as mulheres muito mais, apesar de terem sido sempre aquelas que tiveram mais estudos», sublinha José Machado, ex-presidente do Conselho das Comunidades Portuguesas, órgão consultivo que liderou durante seis anos e que sempre lamentou ser «apenas composto por homens», defendendo a «imposição de quotas».

Em declarações à agência Lusa à margem do seminário, Isabelle Oliveira, diretora da Faculdade de Línguas Estrangeiras Aplicadas da Universidade de Sorbonne, em Paris (França), distingue homens e mulheres pelo tempo de emigração - com eles a optarem por «formas mais temporárias» e elas a «tomarem decisões definitivas e radicarem-se».

«As mulheres conseguem uma melhor integração», analisa a professora universitária, que nasceu em Barcelos «por acidente» e viveu toda a vida em França, tendo aprendido português apenas na faculdade e dirigindo hoje um departamento que conta com 200 alunos da língua de Camões, que a aprendem «aplicada aos negócios».

O tempo no resto do mundo

Arquivos

Acordo Ortográfico

O que é o novo acordo?

O LusoPresse decidiu adotar o novo acordo ortográfico da língua portuguesa.

Todavia, estamos em fase de transição e durante algum tempo, utilizaremos as duas formas ortográficas, a antiga e a nova.   Contamos com a compreensão dos nossos leitores.

Carlos de Jesus
Diretor

 
LusoPresse - 2021