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rss  Vol. XVI - Nº 256         Montreal, QC, Canadá - quinta-feira, 25 de Fevereiro de 2021
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Editorial

Os céticos foram confundidos

Carlos de Jesus

Por Carlos de Jesus

O pontapé de partida foi de tal modo espetacular que vamos ser obrigados a redobrar de esforços para não dececionarmos as expectativas criadas com o êxito que foi a nossa festa de abertura.

Com efeito, foi perante mais de 450 testemunhas - e mais houvera, maior fora a sala - que o jantar de Gala do 15º aniversário do LusoPresse deu a medida da capacidade de trabalho dos seus obreiros e do seu poder de mobilização.

3  joyeux moins

Quando o comité organizador destas celebrações se reuniu pela primeira vez e foram postas à discussão as iniciativas previstas para comemorar o evento, o plano parecia de tal modo ambicioso que nos sentimos todos muito pequenos, como liliputianos assustados por um gigantesco Gulliver dado à costa de surpresa.

Mas havia uma razão de ser para um projeto tão arrojado. «Tudo vale a pena quando a alma não é pequena». Os aniversários são assim. Alguns são mais importantes que outros. Fazem parte dos rituais com que os mortais pensam enganar o tempo e a memória. É por isso que alguns dão pelo nome de bodas de marfim, de prata, de ouro, de diamante ou platina. São datas que representam metas. Metas que à partida não sonhávamos sequer almejar. Mas que, como alpinistas arrojados, evitando olhar o pico assustador da montanha, vamo-nos concentrando em cada passo dado para atingir o zénite que nos propusemos.

Quando celebrámos os dez anos, já tínhamos consciência que acabávamos de franquear uma data importante. Agora, com quinze, a data pareceu-nos ainda mais significativa. Sobretudo que durante este trajeto não faltou o grasnar das aves de mau agoiro para nos vaticinarem uma morte eminente. Os céticos foram confundidos. Tanto mais confundidos que o nosso jornal nunca se sentiu tão confiante e pujante como agora. Quem diria, quando naquele 1º de dezembro de 1996, o jornal deu pela primeira vez à estampa, que estaríamos hoje aqui com todo o orgulho bem merecido pelo reconhecimento do trabalho bem feito - a melhor forma de granjear a confiança da comunidade e nos impormos como referência de qualidade jornalística.

Com um bom punhado de dedicados colaboradores, das mais diversas origens, e completamente votados à defesa da nossa língua, da nossa cultura e da nossa comunidade, o LusoPresse decidiu deitar mão a um projeto que pudesse valorizar, unir, estimular, criar e enaltecer tudo e todos quantos partilham as nossas raízes. Como o projeto é tão extenso, uma das atividades teve mesmo que ser feita ainda antes desta festa inaugural. Foi o caso do I Colóquio das Comunidades de Língua Portuguesa do Quebeque que realizámos em outubro e que, como tínhamos previsto, vai ter uma continuação em 2012.

Outra atividade foi a celebração do desporto comunitário que resolvemos integrar na nossa festa de aniversário. De outro modo tínhamos passado por egocêntricos, imodestamente voltados para a importância da nossa pessoa, como soe dizer-se. Ao resolvemos integrar a celebração do mérito desportivo nesta gala, decidimos chamar o grande futebolista açoriano, Pedro Pauleta, como convidado de honra. Deste modo, demos não só um prémio merecido a todos os desportistas locais que nunca tinham tido a oportunidade de apertar a mão dum dos melhores futebolistas internacionais de sempre, como demos também uma visibilidade sem precedentes a toda a comunidade. Quer fosse na Radio-Canada, rádio e televisão, na TVA, no Jornal de Montreal, Québec Soccer, La Presse, RDS e outros média da Net, não faltaram elogios para o Pauleta, nem menções para a comunidade e para o nosso jornal. (Não percam o artigo do Jules Nadeau, nesta edição, sobre o fascínio que Pauleta teve sobre os grandes média nacionais).

Mas a nossa gala não foi só o Pauleta. Foi também a homenagem a todos os desportistas falecidos e a exposição de todas as camisolas (que foi possível encontrar) das equipas que por cá passaram. Como poderão ler na reportagem deste número houve momentos de grande emoção que jamais os presentes esquecerão, entre as quais não podemos deixar de sublinhar a estrondosa ovação à Meaghan Benfeito, a laureada olímpica de que tanto nos orgulhamos.

Para o ano de 2012, temos também um laudo menu para o qual convidamos desde já todas as forças vivas da comunidade. A Cultura, o Dia da Mulher, o Empreendedorismo, a Juventude, o Património, a Educação, a Terceira Idade, a Língua e a Política são alguns dos temas que iremos abordando ao longo do ano, até à festa de encerramento em dezembro de 2012 e dos quais iremos dando conta nestas páginas.

Resta-nos agradecer a todos quantos colaboraram neste evento, colaboradores, patrocinadores e todos os convivas que nos honraram com a sua presença.

Bem hajam.

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O que é o novo acordo?

O LusoPresse decidiu adotar o novo acordo ortográfico da língua portuguesa.

Todavia, estamos em fase de transição e durante algum tempo, utilizaremos as duas formas ortográficas, a antiga e a nova.   Contamos com a compreensão dos nossos leitores.

Carlos de Jesus
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