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rss  Vol. XVI - Nº 256         Montreal, QC, Canadá - quinta-feira, 25 de Fevereiro de 2021
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Dicionário Camões chegou às livrarias

Lisboa - O Dicionário Luís de Camões, o primeiro dedicado à vida e obra do poeta, elaborado por especialistas nacionais e estrangeiros sob coordenação de Vítor Aguiar e Silva, chegou às livrarias numa edição da Caminho.

A obra, que resulta de uma maratona editorial de cinco anos, envolveu 69 colaboradores de várias nacionalidades e reúne cerca de 200 artigos sobre aquele que é considerado «o poeta da nacionalidade», pelo facto de ter escrito a epopeia moderna «Os Lusíadas».

«Para nós portugueses, Camões cria a única mitologia cultural digna desse nome ainda viva e, apesar das aparências, mais viva do que nunca como texto profético da nossa perenidade sempre em instância do naufrágio», escreveu o pensador Eduardo Lourenço num ensaio sobre o dicionário publicado na revista Ler de outubro.

Ao longo de mil páginas, o Dicionário de Luís de Camões, considerado o grande acontecimento editorial de 2011, fornece aos leitores informação rigorosa e atualizada sobre a biografia, a obra lírica, épica, dramatúrgica e epistolar de Camões, a respetiva contextualização histórico-literária, os seus problemas filológicos e a influência e a crítica camonianas nos diversos períodos da literatura portuguesa.

O primeiro dicionário dedicado ao poeta quinhentista inclui ainda informação sobre a receção da sua obra nas principais literaturas mundiais, da espanhola à brasileira e à norte-americana.

Filho de Simão Vaz de Camões e Ana de Sá e Macedo, Luís Vaz de Camões terá nascido em 1524-25 não se sabe exatamente onde e morreu a 10 de junho de 1580, em Lisboa.

Do pouco que se conhece da sua vida, esta terá sido atribulada: pensa-se que estudou Literatura e Filosofia em Coimbra, combateu em Ceuta, onde perdeu o olho direito, esteve na Índia, depois regressou a Lisboa, passou a frequentar o Paço, mas viveu com dificuldades, de uma pensão régia exígua, e o mérito nunca lhe foi reconhecido em vida.

Só após a morte, devido à perda da independência de Portugal - que seria até 1640 governado pelos Filipes, de Espanha - e ao facto de a sua epopeia intensificar tal sentimento, é que se afirmou a sua reputação como grande poeta.

Apesar de ter escrito também teatro, dedicou-se sobretudo à poesia lírica, com grande variedade de géneros (sonetos, canções, éclogas, redondilhas, etc.) e é apontado como o grande poeta do maneirismo português, pela filiação na tradição clássica à maneira renascentista, mas sensível ao conhecimento adquirido através da experiência que a época e as viagens lhe proporcionaram.

Se, por um lado, a escassez de documentos e registos autobiográficos da sua obra levou à construção de uma imagem lendária de poeta miserável, exilado e infeliz no amor - exaltada pelos românticos -, por outro, ele surge como um homem determinado, humanista, pensador, aventureiro e viajado que se deslumbrou com a descoberta de novos mundos.

Dele diz, a esse propósito, Jorge de Sena: «Se pouco sabemos de Camões, biograficamente falando, tudo sabemos da sua persona poética, já que não muitos poetas em qualquer tempo transformaram a sua própria experiência e pensamento numa tal reveladora obra de arte como a poesia de Camões é».

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