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rss  Vol. XV - Nº 253         Montreal, QC, Canadá - quarta-feira, 03 de Junho de 2020
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Tenente-coronel Luís de Sousa

Um Comandante de «bien de chez nous»

Norberto Aguiar

Por Norberto Aguiar

Há muito tempo que procurávamos uma saída airosa para um trabalho que realizámos há muito tempo - dois anos! - mas que nunca publicámos. Primeiro, por falta de espaço, foi a razão dada por nós. Depois, o tempo foi passando e o trabalho a preparar foi perdendo atualidade ao ponto de esquecermos por completo as nossas mais do que justas obrigações. Ainda arranjámos algumas desculpas junto de Goretti Tavares, esposa da personalidade em causa. Mas o nosso desconforto nunca desapareceu. Até hoje!

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Comandante Luis de Sousa
Foto: Norberto Aguiar, LusoPresse

Mas, há poucos dias, alguém nos chamou a atenção para o facto do Tenente-coronel Luís de Sousa estar de regresso do Afeganistão, onde esteve em mais uma comissão de serviço. Olhámo-nos ao espelho e dissemos para com os nossos botões que teria de ser agora a altura de prepararmos uma pequena peça que fosse de maneira a remediar tal situação. É para isso que estamos hoje aqui.

Comandante do 22° Regimento Royal

O Tenente-coronel Luís de Sousa nasceu no Livramento, perto do Bom Pastor, e emigrou para o Canadá quando tinha 5 anos. É casado com Goretti Tavares, nascida em Longueil, embora também seja de origem açoriana. O casal tem dois filhos (António e Laurianne). É formado em engenharia eletrónica, ramo militar, pela Universidade de Otava. Ingressou nos Cadetes aos 12 anos, tomando gosto pelo uniforme ao ponto de hoje ser Tenente-coronel.

Carreira meteórica

 

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Comandante Luis Sousa com a esposa e filhos
Foto: Norberto Aguiar, LusoPresse

Foi em 1985 que o jovem Luís de Sousa ingressou no Programa de Formação dos Oficiais da Força Regular das Forças Armadas Canadianas. Em 1989 obtém um bacharelato em «Génie électrique» da Universidade de Otava, sendo transferido para o 3° Batalhão Royal do 22° Regimento como Comandante de pelotão. Em 1990, recebe a sua primeira missão deslocando-se com o 3° Batalhão para Châteauguay aquando da operação SALON na condição de comandante de pelotão. Em fevereiro de 1992 parte para Chipre com o título de oficial de serviço do Centro de Operações Conjuntas.

Instrutor e de novo no estrangeiro

De regresso de Chipre, Luís de Sousa é transferido para a Escola dos aspirantes a oficiais das Forças Canadianas em Chilliwack como instrutor. Em dezembro de 1994 passa para o 2° batalhão como comandante adjunto da Companhia C e em março de 1995, com o Grupo Táctico 2 R22R parte para a ex-Jugoslávia. No regresso deste país, Luís de Sousa completa com êxito o curso de comando do Estado-Maior das Forças Terrestres passando a oficial de operações do 3° Batalhão. Em 1997 parte para o Haiti no âmbito duma missão das Nações Unidas e em 1999 completa outro curso, agora de comando de Equipa de Combate no Centro de Instrução em Gagetown.

Major em junho de 1999

Já como Major, Luís de Sousa toma o comando da Companhia C do 3° Batalhão até 2001 e parte para Inglaterra para o Royal Militar Colégio de Ciências. De volta ao Canadá, e depois de uma série de outras responsabilidades maiores, o militar de origem micaelense vai até Toronto, onde completa o curso de comando de Estado-Maior. De novo parte para Inglaterra, para o Quartel-general da Infantaria da Armada Britânica. Aqui a sua responsabilidade é de definir as necessidades presentes e futuras das capacidades de combate da Infantaria blindada.

Em novembro de 2005, Luís de Sousa aceita o posto de Diretor de «Produits Simunition» no seio da «General Dynamics Produits de défense et Systèmes tactiques», em Legardeur. A 13 de março de 2006, ele deixa as Forças Regulares e passa à Reserva, assumindo então sucessivamente os postos de oficial das Operações e de Comandante Adjunto do 4° Batalhão Royal do 22° Regimento (Châteauguay) em Laval.

Passagem de comando

Foi no decorrer da Passagem de comando, que Luís de Sousa assumiu das mãos do Tenente-coronel Luc St-Denis, no 4° Batalhão do Royal 22° Regimento, situado no Manège Charles-Michel-de-Salaberry de Laval, que tomámos contacto com o Comandante Luís de Sousa, uma pessoa de fino trato. E não foi preciso muito tempo para chegarmos a esta conclusão. Foi assim no dia em que foi responsabilizado como Comandante do 22° Regimento e continuou dias depois, quando nos fez descobrir o seu quartel, se bem que numa altura em que outras responsabilidades o esperavam. Foi nesta visita, previamente combinada que fomos postos ao corrente de como funcionava um quartel de reservistas relativamente a um de operacionais, nós que nunca fomos militar.

Embora tenha sido uma cerimónia muito bonita, mas por desfasada no tempo, dispensamos de descrever a tomada de posse do Comandante Luís de Sousa. Prometemos que, se houver uma segunda oportunidade, então sim, prometemos contá-la para os nossos leitores.

O que se segue...

Regressado do Afeganistão, o Comandante Luís de Sousa terá naturalmente outras responsabilidades a desempenhar. Quais? Agora não sabemos. Mas como militar competente que é certamente que o seu futuro continuará a ser brilhante, como brilhantes foram as referências que ouvimos da boca dos seus superiores naquela tarde de um outono não muito diferente deste que estamos a atravessar.

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