logo
rss  Vol. XV - Nº 253         Montreal, QC, Canadá - quarta-feira, 03 de Junho de 2020
arrowFicha Técnica arrowEstatutos arrowPesquisar arrowContacto arrowÚltima hora arrowClima
Partilhe com os seus amigos: Facebook

Geminação de restaurantes-produtores de vinho

Helena Loureiro será a vitrina dum produtor de Bauge: vinhos do Quebeque

Jules Nadeau

Texto e fotos de Jules Nadeau

Nova iniciativa prometedora, uma quinzena de produtores de vinho quebequenses são geminadas a outros tantos restaurantes topo de gama. O fim é de promover os produtos locais, que aproveitarão assim de uma melhor comercialização. No caso do Portus Calle, trata-se da geminação entre a dinâmica Helena Loureiro e Simon Naud, do vinhedo de Bauge, situado na pequena municipalidade de Brigham (Brome-Missisquoi) nos limites da Montérégie e da Estrie.

helena loureiro dinis seara simon naud
Helena Loureiro com Dinis Seara e Simon Naud
Foto: Jules Nadeau, LusoPresse

O casamento coletivo - boa mesa e bom vinho - teve lugar numa conferência de imprensa no Café Birks do Carré Phillips, dirigido pelo chefe Jérôme Ferrer. Foi um convite da Association de Vignerons du Québec. Foi também a ocasião para remeter as distinções aos mais merecedores dos produtores de vinho do Quebeque.

A medalha Grand Or, primeiro prémio, foi atribuída a um felicíssimo Jean Joly do Vignoble du Marathonien situado em Havelock (perto de Hemmingford). Line e Jean Joly já receberam várias distinções no passado, especialmente pelo seu vin de glace. Foi também o lançamento oficial da 6ª edição do Salão dos Vinhos e Queijos do Quebeque, no qual participam ativamente a Sociedade dos Álcoois do Quebeque (SAQ).

Simon Naud, um produtor muito contente

Simon Naud e Ghislaine Naud (sua mãe) são coproprietários da empresa situada na estrada 104, perto de Cowansville, respetivamente desde 1987 e 1998. Simon Naud foi designado laureado 2011 com duas medalhas de prata. Uma, pelo seu rosé meio seco Brise, que se acorda bem com os mariscos e os sushis. A outra, pelo vinho de Vendange Tardive chamado Novembre, um vinho de sobremesa ou de entradas com queijos. No site internet da Bauge, é interessante ler que a empresa começou em 1976 com a criação de javalis, ao mesmo tempo que uma quinta de produção de leite. Ao longo dos anos, a empresa tornou-se mesmo um centro de atração turística para o turismo familiar.

helena loureiro francis readydinis seara jerome ferrer
Francis Ready, Helena Loureiro, Jerôme Ferrer e Dinis Seara
Foto: Jules Nadeau, LusoPresse

Helena Loureiro: «Tenho realmente muito orgulho em ser procurada pelos produtores de vinho do Quebeque. Com as minhas receitas, os vinhos do Quebeque são realmente qualquer coisa de mágico. Uma bela experiência para mim!» Nem ela nem Dinis Seara não conhecem o homem de Brigham há muito tempo. Assim, Helena Loureiro devia ir visitá-lo durante as vindimas. «O seu belo rosé que acaba de ganhar um prémio deveria ir bem com o meu peixe. Vamos então compor um menu em consequência dos seus produtos».

Uma outra variante da geminação, em previsão do 13-23 de outubro, a proprietária do Portus Calle preparava-se a ir representar Portugal no international Café para a 23ª edição do «Saguenay en bouffe», que implica uma dezena de restaurantes da cidade de Saguenay: «Não sei por que é que não chamam a isto festival da gastronomia em vez de la bouffe», diz-me ela a rir. A sua agenda está particularmente carregada com a publicação do seu próprio livro de receitas a 15 de novembro na Transcontinental. Depois, é a abertura dum segundo restaurante, no mesmo mês, na rua McGill, no Velho-Montreal.

Jérôme Ferrer recorda-se

Originário do sul da França, o amoroso da boa mesa Jerôme Ferrer confessa ter espontaneamente aceitado o acasalamento, entre outras razões porque o «pai era vinhateiro nas Corbières». Recuando 25 anos até à sua infância, o chefe executivo do famoso restaurante Europea, compara os progressos feitos pelos vinhos de Corbières, e os daqui que ele observa desde há dez anos.

«Digo para mim: como é que vão ser os vinhos do Quebeque daqui a 5 anos? Há muito caminho que já foi feito e podem estar muito orgulhosos». Jérôme Ferrer tem vindo a aumentar a sua fama aqui exatamente desde há dez anos, ou seja, desde o dia 15 de outubro de 2001. «Para mim, todos os dias, a minha missão é de por o Quebeque nos pratos dos meus estabelecimentos. Devemos ser a vitrina de vinhos de exceção». Jean Joly tem a honra de agora lhe estar associado.

O comunicado emitido pela especialista do agroalimentar Micheline Vallée, sublinha que os 28 produtores de vinhos participarão no Salão dos Vinhos e Queijos do Quebeque na Grande Place do complexe Desjardins nos 21, 22 e 23 de outubro próximos. O senhor Ferrer assume a presidência de honra desta 6ª edição, onde o grande público poderá provar uma série de 120 vinhos e conhecer uma vintena de expositores de queijos. Para conhecer o preço de entrada e os horários: www.salonvinsfromages.ca

O tempo no resto do mundo

Arquivos

Acordo Ortográfico

Apesar das resistências encontradas na imprensa portuguesa em geral, o LusoPresse decidiu adoptar o novo acordo ortográfico da língua portuguesa pelas razões que já tivemos a oportunidade  de referir noutro local.

Todavia, estamos em fase de transição e durante algum tempo, utilizaremos as duas formas ortográficas, a antiga e a nova.   Contamos com a compreensão dos nossos leitores.
 
Carlos de Jesus
Diretor

 
LusoPresse - 2020