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rss  Vol. XIV - Nº 250         Montreal, QC, Canadá - sábado, 04 de Abril de 2020
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Mariza

 

mariza

Mariza foi a única fadista, excetuando a Amália, que me levou de motu próprio a assistir ao seu espetáculo. Para minha descarga, convenhamos que o fado da Mariza está a anos de luz dos fadunchos da minha infância, nas encostas do Castelo, com que as mães de família desenferrujavam as gargantas matinais, estendendo a roupa na corda, com lampejos de crimes de faca e alguidar em trinados que me feriram os tímpanos para sempre.

Vi-a ao vivo, aquando da sua passagem entre nós, na antiga sala do Cinema Outremont e, embora não me convertesse ainda como aficionado do fado (é assim que se diz?) dei o tempo e o dinheiro por bem empregues. Escusado será dizer que a sua interpretação do fado Transparente, em representação de Moçambique (numa singela homenagem à sua avó negra), no filme «Fados», me causou um agradável arrepio. Havia a música, a voz, mas também a coreografia imensa do Carlos Saura a engalanar o quadro.

Regozijo-me hoje ao ver no suplemento «Artes e espetáculos» do jornal «La Presse» (27/8/2011), sob a rubrica «Musique du Monde» uma elogiosa crítica ao seu último disco, «Fado Tradicional».

Sob a pena de Alexandre Vigneault, lemos, a fechar o artigo, «Harmoniosa junção de flexibilidade e de rigidez, de volúpia e de cascada de notas cativantes, este disco dá-nos sobretudo o sentimento de finalmente vermos resolvida uma equação insolúvel onde se entronca o equilíbrio perfeito entre os dois ingredientes na base do fado: a alegria e a saudade.

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